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Em busca do 1º Slam, Gauff desafia Sabalenka às 17h

Foto: Simon Bruty/USTA

Nova York (EUA) – Invicta há onze jogos e vivendo o melhor momento da carreira aos 19 anos, Coco Gauff tem a chance de conquistar seu primeiro título de Grand Slam neste sábado. E justamente no US Open, contando com o apoio maciço da torcida no Arthur Ashe Stadium. Mas a missão da jovem norte-americana será a de parar Aryna Sabalenka, que será a nova número 1 do mundo a partir da próxima segunda-feira. O duelo está marcado para às 17h (de Brasília).

Gauff lidera o histórico de confrontos por 3 a 2, mas foi Sabalenka que venceu o duelo mais recente entre elas, válido pelo WTA 1000 de Indian Wells em março. Para ambas as jogadoras, será a segunda final de Grand Slam. A norte-americana foi vice de Roland Garros no ano passado, superada por Iga Swiatek, enquanto a bielorrussa de 25 anos conquistou em janeiro seu primeiro Slam em simples no Australian Open.

Mudanças na equipe ajudaram Gauff a conquistar grandes títulos

Nas últimas semanas, Coco Gauff conquistou os maiores títulos de sua carreira, o WTA 500 de Washington e o WTA 1000 de Cincinnati. Ela venceu 17 dos últimos 18 jogos que disputou. A única derrota nesse período foi para Pegula, nas quartas em Montréal.

Desde a eliminação na estreia em Wimbledon, ela fez mudanças na equipe, contratou o técnico espanhol Pere Riba e consultor Brad Gilbert. Uma das principais mudanças em seu jogo foi no forehand. E hoje ela tem mais confiança para executar o golpe. Sua campanha no US Open teve três jogos de três sets, contra Laura Siegemund, Elise Mertens e Caroline Wozniacki. Já as vitórias contra Mirra Andreeva, Jelena Ostapenko e a semi contra Karolina Muchova foram em sets diretos. Ela passou 11h22 minutos em quadra.

Sabalenka faz campanha consistente nos Grand Slam

Já Sabalenka comemorou na última quinta-feira a vitória de número 50 na temporada, com uma grande virada sobre Madison Keys na semifinal. Foi o único jogo em três sets para ela no torneio. Com seu jogo agressivo e de muita potência nos golpes dos dois lados, apesar de algumas oscilaçõe sno saque, a bielorrussa passou de forma contundente por Maryna Zanevska, Jodie Burrage, Clara Burel, Daria Kasatkina e Qinwen Zheng. Com isso, ficou 8h32 em quadra.

A temporada de Grand Slam foi muito boa para Sabalenka, que chegou pelo menos às semifinais em todos os torneios. Isso não acontecia no circuito feminino desde 2016 com Serena Williams. E além das grandes campanhas nos quatro maiores torneios, ela também venceu o WTA 1000 de Madri e o 500 de Adelaide, além de ter ficado com o vice no saibro de Stuttgart.

Pontos, ranking e história
A última norte-americana a vencer o US Open foi Sloane Stephens em 2017, numa final contra a também Madison Keys. Já Sabalenka já iguala o melhor resultado de uma jogadora de Belarus no torneio, Victoria Azarenka foi vice em 2012 e 2013. Lembrando que as tenistas do país seguem atuando sob bandeiras neutras no circuito.

A campeã do torneio receberá 2 mil pontos no ranking e um prêmio em dinheiro de US$ 3 milhões. A vice fica com 1.300 pontos e US$ 1,5 milhão. Enquanto Sabalenka já sabe que irá ultrapassar Swiatek e se tornar a 29ª jogadora a liderar o ranking, Gauff está subindo do sexto para o quinto lugar, podendo chegar à terceira posição em caso de título. Mas a jovem norte-americana também terá um número 1 a comemorar depois do US Open, o de duplas, ao lado de Jessica Pegula.

Veja o histórico de confrontos entre Gauff e Sabalenka
2023 – Indian Wells – sintético – quartas – Aryna Sabalenka, 6/4 6/0
2022 – Toronto – sintético – oitavas – Coco Gauff, 7/5 4/6 7/6(4)
2021 – Roma – saibro – oitavas – Coco Gauff, 7/5 6/3
2020 – Ostrava – sintético (coberto) – oitavas – Aryna Sabalenka, 1/6 7/6(5) 7/6(2)
2020 – Lexington – sintético – oitavas – Coco Gauff, 7/6(4) 4/6 6/4

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