PLACAR

Bia Haddad eleva o nível na hora certa

Foto: WTA

Assim como aconteceu com jogadores muito mais calejados, como Daniil Medvedev, Stefanos Tsitsipas, Barbora Krejcikova e até Novak Djokovic, Beatriz Haddad Maia precisou controlar os nervos e achar um ritmo satisfatório na sempre tensa estreia de um torneio relevante. E tal qual esses campeões e finalistas de Grand Slam, Bia conseguiu elevar o nível na hora exata para sair de quadra vitoriosa.

É bem verdade que a canhota brasileira encarou uma gangorra. Fez ótimo primeiro set, onde se destacaram a consistência e o ataque na hora certa, ainda que a jovem Linda Fruhvirtova estivesse claramente acuada e sem saber muito o que fazer.

Bia quase abriu o segundo set com nova quebra e a reação pareceu acordar a tcheca, que enfim se soltou e jogou de forma bem mais inteligente. Encurtou pontos e deslocou a adversária, colhendo frutos dos erros. Aí veio então o grande mérito da brasileira, que manteve a cabeça no lugar e fez um terceiro set primoroso, com mínimas brechas e variações importantes, como deixadas e voleios. Vale lembrar que, apesar dos 18 anos, Fruhvirtova fez oitavas no torneio do ano passado e já figurou no top 50.

“Primeira rodada nunca é fácil, todo mundo está um pouco mais nervoso”, explicou a número 12 do mundo, que destacou a determinação de lutar o tempo todo. Reconheceu ao mesmo tempo que terá de evoluir ao longo do torneio. A próxima barreira também não pode ser menosprezada, apesar de Alina Korneeva ser ainda mais jovem e de ranking bem pior que Linda. No entanto, a russa de 16 anos ganhou os juvenis da Austrália e de Roland Garros em 2023. Superou o quali para jogar este seu primeiro Slam profissional e virou na estreia em cima de Sara Sorribes.

Esta foi a 17ª vitória de Slam de Bia Haddad e sua quarta em Melbourne, onde no entanto nunca passou da segunda rodada e isso é mais um bloqueio que terá de superar. Ao mesmo tempo, chega a 96 vitórias de primeira linha no circuito profissional e abre contagem para igualar Pat Medrado (106) como únicas com número centenário. Maria Esther jogou pouco a partir de 1968 e totalizou 74 como profissional.

Antes disso, Bia jogará na madrugada desta terça-feira em sua estreia na chave de duplas do Australian Open, onde foi finalista em 2022 ao lado de Anna Danilina. Desta vez, sua parceira será a também canhota e habilidosíssima Taylor Townsend, com quem foi campeã dias atrás no 500 de Adelaide. As adversárias são pouco conhecidas: a eslovaca Tereza Mihalikova e a chinesa Yi-Fan Xu.

Resumo da segunda
– Medvedev e Tsitsipas perderam o primeiro set para adversários fora do top 120. O russo particularmente foi muito displicente no primeiro set e vacilou até mesmo quando o francês Terence Atmane começou a ter cãibras. O grego e finalista do ano passado foi um pouco menos ruim, porém ganhou com 57% de primeiro saque. Hurkacz precisou de um tiebreak contra o 343º colocado, mas no geral me agradou mais.
– A ala dos veteranos viu as quedas de Andy Murray, Stan Wawrinka e Dominic Thiem. O escocês fez jogo totalmente passivo contra Etcheverry e levou uma merecida surra, enquanto o suíço pareceu sentir o joelho e levou ‘pneu’ de Mannarino no quinto set. Thiem cresceu após perder os dois sets iniciais de Aliassime e não sustentou a reação no quinto set. Só mesmo Monfils se destacou, com ótima vitória sobre Hanfmann.
– Enfim top 10 e num nível claramente superior ao de 2023, De Minaur espera enfim superar as oitavas do Slam caseiro pela primeira vez. No entanto, também sentiu a estreia e perdeu o tiebreak inicial contra Raonic. O canadense só aguentou mais 11 games e desistiu.
– Quando vi que Osaka estrearia contra Carol Garcia, até achei que havia sido um bom sorteio para a bicampeã. Me enganei feio. A francesa jogou em alta rotação, agrediu muito, cravou 13 aces e só perdeu quatro pontos com o primeiro serviço. Assim Osaka não obteve um único break-point. Garcia aliás tirou set de Swiatek e de Ostapenko na preparação para Melbourne.
– Excelentes estreias fizeram Coco Gauff, Ons Jabeur e Elina Svitona, com poucos games perdidos. A tunisiana deve ter a segunda rodada mais complicada diante da juvenil Mirra Andreeva.

Saiba mais
– Hewitt continua como último grande herói masculino do tênis australiano, com o título de Wimbledon lá em 2002 e o vice em casa de 2005.
– Sinner (22), Alcaraz e Rune (20) tentam ser o mais jovem campeão em Melbourne desde Djokovic, em 2008, quando o sérvio somava 20 anos e 250 dias.
– Djokovic tenta 13º Slam depois de completar 30 anos. A mais próxima é Serena, com 10. Nadal faturou 8 e Federer, ‘apenas’ 4.
– Na Era Profissional, cinco homens ganharam o Australian Open logo em sua primeira participação: Jimmy Connors (1973), Roscoe Tanner (janeiro de 1977), Vitas Gerulaitis (dezembro de 1977), Johan Kriek (1981) e Andre Agassi (1995).
– Swiatek e Kenin fazem um jogo muito aguardado de primeira rodada nesta terça. As duas decidiram Roland Garros de 2020, mesmo ano em que a americana ganhou o Australian Open. A líder do ranking tem 18 vitórias em 19 estreias de Slam e nunca perdeu na abertura de Melbourne em cinco participações anteriores.
– Mais dois jogos bem interessantes no feminino: a campeã Kerber contra a vice Collins (1-1) e de Rybakina diante de Pliskova (3-0).
– Raducanu volta a disputar um Slam e curiosamente enfrenta Rogers, a quem bateu nas oitavas no caminho de seu incrível título no US Open de 2021.

53 Comentários
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Bruno
Bruno
4 meses atrás

Bia foi finalista em 2022 com Anna Danilina.

Isaac Soares
Isaac Soares
4 meses atrás

Olá, Dalcim! Parabéns por mais um excelente texto! Não perco nenhum aqui no blog!
Só uma pequena correção: Djokovic já conquistou 12 slams após os 30. Foram 4 em Melbourne (2019, 2020, 2021 e 2023), 2 em Paris (2021 e 2023), 4 em Londres (2018, 2019, 2021 e 2022) e 2 em Nova Iorque (2018 e 2023). Então, ele tá tentando o seu 13º slam depois de completar 30 anos.
Grande abraço!!!

Groff
Groff
4 meses atrás

O grego ergueu as mãos aos céus quando o Berretini anunciou que não jogaria.

Dalcim, a Townsend parou de disputar simples? Não me recordo da última vez que a vi jogar chave de singles.

Groff
Groff
4 meses atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

Legal! Gosto muito do jogo dela, mas como não tenho conseguido acompanhar em detalhes por falta de tempo, dava a impressão de só ver os headlines dela em duplas. Obrigado e abraço!

Emerson Laker
Emerson Laker
4 meses atrás

Dalcim, Nole tem na vdd 12 depois dos 30, ele tem 12 antes e 12 depois, ele vai tentar o décimo terceiro:
W2018
US2018
AO2019
W2019 (Maior amarelada da história do tênis)
AO2020
AO2021
RG2021
W2021
US2021 (Golden Slam)
Ops… corta o US, um russo amassou alguém na final
W2022
AO2023
RG2023
W2023
Ops, havia um espanhol no meio do caminho, no meio do caminho havia um espanhol
US2023

Olha aí, 12 GS. Sò vale salientar a consistência dele em finais de GS depois dos 30, se antes era quase uma vitória uma derrota em finais de GS, depois dos 30 foi praticamente só vitórias. Teve aquele amasso que levou de Nadal em RG, mas quem nunca, né, e as derrotas pra Medvedev e Alcaraz, de resto só vitória, tudo bem q em Wimbledon 2019 foi mais por demérito do adversário pq por mérito do sérvio, mas ainda assim, seria 11-4 se perdesse, oq daria quase o triplo de finais.
E vale salientar q por ganância não teve o Wimbledon 2020, caso contrário o sérvio teria ganho tbm, pois Alcaraz ainda sequer tinha dado o primeiro beijo e Murray já não conseguia mais fazer nada, os dois únicos capazes de bater o sérvio em Wimbledon

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
4 meses atrás
Responder para  Emerson Laker

Wimbledon 2019 , maior amarelada da história do Tênis ??? . A mais longa FINAL do All England Club ? . Os Britânicos concordam tanto com teu parco conhecimento, que o Craque Suíço recebeu ( para alegria de Sampras ) , a maior homenagem a um Atleta aplaudido de pé agora em WIMBLEDON 2023 na Quadra Central . Onde estava o parceiro do antigo faceTenisBrasil em Roland Garros 2015 ? . Ali sim STANIMAL levou um SLAM com o oponente se borrando o tempo todo dentro de quadra …rsrsrs, Abs!

Paulo Almeida
Paulo Almeida
4 meses atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

O cara é tão terceirete quanto você e pra ele foi a maior amarelada da história do tênis, ué.

Eu pessoalmente acho que ter 4-1 e 0-40 e não quebrar, depois sacar 5-3 e perder o game de zero e tomar 7-1 no tiebreak a pior de todas as amareladas diante do GOAT Djoko. Foram muitas, mas essa foi demais.

Em RG 2015 não houve nada disso. Djoko não entregou nenhum set ganho e muito menos a partida. Wawrinka foi superior do segundo set em diante. Mais um mico do Sr. SR!

Rsrs, abs!

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
4 meses atrás
Responder para  Paulo Almeida

Djokovic sentiu o jogo desde o início , vinha de Pneu no Quinto no AOPEN 2015 . Amarelou a partida INTEIRA. Não preciso repetir pela enésima vez que já aos 38 e Novak salvando dois Match-Points , o Craque Suíço continuou encima do encurralado Sérvio até perder por 13 x 12 do Quinto Set , onde visivelmente abriu o bico. Fanático se borra todo mas não dá o braço a torcer , o banheiro que o diga …Rsrsrs. Abs!

Paulo Almeida
Paulo Almeida
4 meses atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Nem vou discutir. Djoko até jogou bem aquela partida, mas o Stan com aquele shortinho quadriculado estava insano e só acertando linha. O primeiro Rolanga não veio em 2015, mas depois vieram três. E 3 é maior do que 1.

Sim, você se descreveu como o ultrafanático que é.

A conferir, rsrs, abs!

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 meses atrás
Responder para  Paulo Almeida

Wawrinka fez o ponto mais bonito da história, para mim, naquele jogo.
Um winner de backhand, passando abaixo da altura do poste, entre esse e a caixa no chão com a marca Lacoste nela. A trajetória da bola foi exatamente no único lugar que a cabia.
Já o segundo ponto mais bonito para mim, foi do sérvio, no US Open, contra o argentino Schwartzman, porém, de forehand, passando entre a cadeira do juiz e o poste da rede, igualmente por fora.
Boris Becker ficou de boca aberta!

Paulo Almeida
Paulo Almeida
4 meses atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Não sei se concordo, mas não posso discordar de que foram pontos magníficos.

Ô dia traumatizante aquele de 2015. Acho que prefiro rever a final de 2020, rsrs.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 meses atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

O cara vai para final, ganha o primeiro set, mas já estava sentindo o jogo desde o início…
Isso é comentário de analista que entende do esporte!

Paulo F.
Paulo F.
4 meses atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Djokovic amarelão em Roland Garros? Tendo a mesma quantidade de títulos lá junto com um tal de Gustavo Kuerten?

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
4 meses atrás
Responder para  Paulo F.

Quem falou amarelão em Roland Garros ? . Amarelou na FINAL 2015 contra Stan . Abs!

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
4 meses atrás
Responder para  Emerson Laker

Corrigindo: Federer na Semi de Wimbledon 2012 atropelou o Sérvio na Semi de Wimbledon ( 3 x 1 ) levou o Caneco , e de quebra recuperou o N 1. Parece que o parceiro continua desinformadissimo kkkkkk. Abs!

Paulo Almeida
Paulo Almeida
4 meses atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Se 3×1 é atropelo, imagine então o tanto de 3×0 que o Terceirão já levou do Craque, começando pelo AO 2008.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 meses atrás

– Djokovic tenta 12º Slam depois de completar 30 anos. A mais próxima é Serena, com 10. Nadal faturou 8 e Federer, ‘apenas’ 4.”
Djokovic foi superior a Federer porque é mais jovem.
Sei!

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
4 meses atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Ninguém discute a maior eficiência do “ goat “ , principalmente no AOPEN. Só que o Craque Suíço ainda mantém supremacia em WIMBLEDON e USOPEN com 8 e 5 conquistas. O Touro Miura com seus 14 em RG aí sim , inigualável. Abs!

Paulo Almeida
Paulo Almeida
4 meses atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

10 > 6, 3 > 1 e 24 > 20 são maiores do que 8 > 7 e 5 > 4. Essa achei que tivesse aprendido.

Abs!

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
4 meses atrás
Responder para  Paulo Almeida

Aprendi que o mais Velho N 1 de TODA a Era Profissional , ficou 4 anos e 9 meses ( 237 Semanas CONSECUTIVAS) no TOPO do Ranking. Recorde imbatível. Todos os do Sérvio são passíveis. Agora , os 14 RG , também aprendi que não, caríssimo Piloto .Rsrsrs, Abs!

Paulo Almeida
Paulo Almeida
4 meses atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Demorou pra relembrar das tais semanas consecutivas da weak era.

Será que são? Eu duvido muito que alguém chegue sequer perto deles. Não nessa vida.

Sem choro e abs!

Luiz Fernando
Luiz Fernando
4 meses atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Faltou vc falar das semanas seguidas na liderança kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
4 meses atrás
Responder para  Luiz Fernando

Finalmente acertastes na mosca . Olha elas aí …kkkkkkk. Abs!

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 meses atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

A mensagem é muito clara: GS conquistados a partir dos 30 anos..

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
4 meses atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Desta vez tens razão. Djokovic deu um Show em TODOS após os 30 . Sampras se aposentou aos 32 achando que 14 SLAM eram imbatíveis…kkkkkkk. Abs!

André Borges
André Borges
4 meses atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Quando Federer era 30+ ele pegava Nadal e Djoko, quando Djoko era 30+ ele pegava Thiem, Zverev, Fritz, Schwartzmann. Não tem nem comparação.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
4 meses atrás
Responder para  André Borges

Quando Djoko era 30+, eliminou: Nadal/WB 2018, Delpo/USO 2018, Nadal/AO 2019, Federer/WB 2019, Federer e Thiem (austríaco era jogador top)/AO 2020, Zverev e Medvedev/AO 2021, Nadal e Tsitsipas/RG 2021, Sinner/WB 2022, Tsitsipas/AO 2023, Alcaraz/RG 2023 e Medvedev/USO 2023.

Realmente não tem nem comparação com Cilic/WB 2017 e AO 2018; só com Djoko e Murray/WB 2012 e Nadal/AO 2017.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 meses atrás
Responder para  André Borges

O novo bicho-papão do circuito atende pelo nome de Carlos Alcaraz e é apenas 16 anos mais jovem do que esse sérvio aí. Na primeira vez que se enfrentaram no maior torneio de saibro, seu medo lhe tirou do jogo. Na grama, vez valer seu papel de bicho-papão, mas em Cincinnati, uma vez mais foi às lagrimas, sendo consolado pelo tal sérvio. No mais recente encontro, na maior torneio ATP, putz!

Evaldo Moreira
4 meses atrás

Boa noite,
É mestre, esse AO 2024, começou a todo vapor, com os principais dormindo no ponto, e a esceção foi Nole, que foi bem exigido pelo jovem croata. Como no texto, a rigor, os jogos da Bia são testes pra cardíacos, fato, mas o 3º set, como no texto (eu não vi ainda os melhores momentos), foi primoros, passado a estreia,acho que Bia deva crescer mais, e vem as duplas.
Agora, virá mais jogos na programação de hoje, e será de grandes jogos com certeza, e aguardando a estreia da polonesa e de Carlos Alcaraz.

Antônio
Antônio
4 meses atrás

Bia mostrou como se vence uma adversária adolescente, insegura e que, se jogasse por mais 10min, começaria a chorar.

A brasileira ao menos teve inteligência (e humildade) para reconhecer que Townsend é uma boa parceira de duplas. Vejamos se Bia terá físico para conforme prometeu, disputar uma temporada inteira de duplas ao lado da norte-americana.

E Zverev precisa ser condenadp logo de uma vez. “É claro que é culpado!” “Onde há fumaça há fogo.” Toda pessoa que é acusada mais de uma vez é culpada, salvo se for um célebre encantador de asnos que sente dor de cabeça ao meramente olhar a capa de um livro. Esse, sim, goza de presunção permanente de inocência. E são nulas todas as provas em contrário.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
4 meses atrás

Iga errou demais no primeiro set mas se encontrou no tiebreak. Vamos pro segundo set…

Gustavo
Gustavo
4 meses atrás

A Arábia Saudita é um regime horrível que viola os direitos humanos de algumas das piores formas imagináveis ​​(pesquise no Google se não estiver familiarizado). Eles investiram muito dinheiro no esporte para reabilitar sua imagem. Tenho certeza que Rafa Nadal tem boas intenções, mas ele se tornar embaixador saudita foi uma pessima decisão.
Nenhum dinheiro é dinheiro suficiente. Ela tá promovendo a lavagem esportiva em nome de um dos regimes mais execráveis do mundo (Irã, Afeganistão e Coreia do Norte ainda piores).

Paulo Almeida
Paulo Almeida
4 meses atrás
Responder para  Gustavo

Concordo, assim como todos os craques que foram jogar por lá, mas é o dinheiro que manda no mundo e nunca é suficiente nem para o Elon Musk.

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
4 meses atrás
Responder para  Paulo Almeida

Curioso para saber a opinião de Carlos/Lemer nesse quesito.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
4 meses atrás
Responder para  Paulo Sérgio

Carlos Mann Lemer fugiu quando o fake foi descoberto. Talvez volte com outro no futuro.

Gustavo
Gustavo
4 meses atrás
Responder para  Paulo Almeida

Pois é Paulo, por isso disse que “dinheiro nenhum é suficiente”. Lamentável.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
4 meses atrás
Responder para  Gustavo

Sim, eu vi e só endossei.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
4 meses atrás

Alcaraz vai se revelando um discípulo perfeito, quase um clone de Rafa em alguns aspectos, um deles é… desperdiçar chances de break!!! Até o momento criou 9 e nao converteu nenhuma contra Gasquet, incrível…

Rafael
Rafael
4 meses atrás

Olá, Dalcim e colegas, tenho algumas perguntas:

1) Vocês viram o vídeo em que Bia leva uma bolada (mas consegue por a raquete na frente) diretamente no corpo, de propósito e de perto, da Linda e, após virar de costas para retornar para seu lugar, claramente diz: PUT#! (?)

2) O que vcs acham da declaração de Ons Jabeur que: “As pessoas pensam que chorei tanto quando perdi a final de Wimbledon apenas porque tinha frustrado meu país, mas na verdade era pq planejava – sendo campeã – parar e ter um nenê. – Como assim? E se ela nunca ganhar Wimbledon? Nunca vai cumprir o sonho de ser mãe? Não é colocar ainda mais pressão em cima de algo que já não costuma ser fácil?

Finalmente, como a vida é estranha: A Ons se descabelando pq não venceu, e a Vondrousova, depois que ganhou, só ladeira abaixo…..

Abs e SAÚDE a todos.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 meses atrás
Responder para  Rafael

Fala prezado Rafael, beleza?
Sobre esse lance da Bia, não vi.
Sobre a Jabeur, em relação à sua pretensa maternidade, pode ser, que ela decidiria parar para ser mãe naquele momento se vencesse, mas caso contrário, como aconteceu, vai tentar esse plano novamente, ao se aposentar, sei lá, quando…
Pode ser um exemplo bobo, mas o ex-piloto de F1, Nico Rosberg, se aposentou cedo, para os padrões da categoria ao tornar-se campeão. Talvez o plano estabelecido por ele, no início da carreira, fosse exatamente esse e caso não acontecesse o título, não sabemos se teria se aposentado ou não.
Grande abraço.

Rafael
Rafael
4 meses atrás

Outra, que esqueci:

Nadal diz que não há mais técnica, construção de pontos até achar a oportunidade para o winner, apenas bater cada vez mais forte na bola.

Penso que Janik Sinner bate bem forte na bola e está aprimorando a técnica, e deve ser o próximo #1. Alcaraz tem muita técnica natural mas corre e se desgasta demais também, e até Djoko já anda sacando a 200km/h ou um pouco mais, aqui e ali.

Nadal tem razão?

Marcelo Costa
Marcelo Costa
4 meses atrás
Responder para  Rafael

A mecânica do golpe mudou tanto, está mais rápida, mais precisa, mais potente e muito mais técnica, o Nadal do spin alto na esquerda não teria tanto efeito hoje, os caras estão batendo cada vez mais dentro da quadra deixando o tempo curto, espero que entendam mas o jogo do Nadal está obsoleto, deixando claro que não apaga a genialidade dele, mas a técnica de hoje suplanta o jogo de 10 anos atrás

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 meses atrás
Responder para  Marcelo Costa

Então temos um jogo bem mais rápido hoje, que nas quadras rápidas antigas.
Sempre que aparece uma oportunidade, trago isso à tona.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
4 meses atrás
Responder para  Rafael

Sério que o Nadal disse isso?

Ele descreveu o Rublev e o tênis feminino em geral. É claro que continua havendo construção de pontos e variações de jogadas. Djokovic e vários outros ganham seus jogos assim. Contra o Prizmic, foi mais uma demonstração.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
4 meses atrás

Alcaraz agora parece estar com a partida dominada, algo esperado. O preparo físico do Gasquet já era. Agora parece q os erros se reduziram muito…

Agora q BH tem o francês hein!!! Que pena q esse cara se perdeu com as drogas, poderia ter tido uma carreira bem mais produtiva. Mas na vida nossas escolhas erradas sempre nos cobram um preço alto…

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 meses atrás
Responder para  Luiz Fernando

Xará, acho o backhand do francês muito bonito, mas pouco eficiente. Acho que ele passa muito alto sobre a rede, o que dá tempo ao adversário se aprontar para o contra-ataque e/ou defesa.
Para Alcaraz isso é mamão com açúcar.
O do Guga machucava muito mais.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
4 meses atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Luiz permita-me discordar, ele se embolou com as drogas e isso é um mundo em geral sem volta. Imagine esse cara dedicado a carreira, esses golpes q não são tão efetivos como o FH seriam bem melhores e o BH, q eu acho excelente, seria excepcional e faria muitos mais estragos do q faz hj. Em resumo, ele seria um osso duro de roer. Mas de fato já há um bom tempo ele entra pra ver os outros deitarem e rolarem, consequência da opção de vida errada dele…

Gustavo
Gustavo
4 meses atrás

Perguntaram para o Alcaraz se ele joga alguns lances só para a torcida.

Ele sorri. “Às vezes. Procuro fazer com que as pessoas gostem de assistir meu tênis. Fazer algumas jogadas que ninguém espera”.

Gustavo
Gustavo
4 meses atrás

Novak Djokovic diz que pretende escrever 2 livros, um dos quais será uma autobiografia em que ‘muito será contado’:

“Virá uma autobiografia. Porém, antes da autobiografia, haverá outro livro que já comecei a escrever de forma independente, mas provavelmente procurarei ajuda com tudo isso. Será uma continuação do livro ‘Serve para a Vitória’, será sobre nutrição, recuperação, treinamento, portanto de natureza mais técnica.

E a autobiografia chegará um dia, provavelmente quando eu terminar minha carreira. Vai ser feito, não quero pressa porque há muito a dizer.

Muita coisa será contada quando eu não estiver mais vendo essas pessoas – ha ha, estou brincando, é claro!”

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

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