Nova York (EUA) – Classificada para a terceira rodada do US Open pela primeira vez na carreira, Beatriz Haddad Maia comemorou o bom desempenho na partida desta quinta-feira, em que venceu a espanhola Sara Sorribes por 6/1 e 6/2. A número 1 do Brasil e 21ª do mundo dominou o jogo e não enfrentou break-points, marcando sua quinta vitória em sete jogos contra a espanhola.
“Estou muito feliz com meu trabalho de hoje. Conversei bastante com o Rafa [Paciaroni, seu treinador] sobre a estratégia. A gente já se enfrentou várias vezes e consegui ser disciplinada do começo ao final e fazer um jogo muito firme. Acho que essa mentalidade foi fundamental para sair com a vitória”, disse Bia após a atuação sólida na partida.
Bia enfrenta no sábado a russa Anna Kalinskaya, número 15 do mundo. Antes disso, ao meio-dia (de Brasília) desta sexta, disputa a segunda rodada de duplas ao lado da alemã Laura Siegemund contra as jovens norte-americanas Robin Montgomery e Clervie Ngounoue. “Agora vou me preparar para as duplas e cuidar do corpo para entrar em quadra da melhor forma possível”.
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A paulistana de 28 anos é a primeira brasileira na terceira rodada do US Open desde Maria Esther Bueno em 1976. E quer ir além. “É mais um passo na minha carreira, mas meu objetivo é muito maior que a terceira rodada. A gente se sente cada vez mais forte e sinto que estamos na direção certa. Sempre falei muito sobre o trabalho e quando as coisas começam a acontecer, é porque estamos trabalhando certo”.
Bia Haddad Maia comemora a boa atuação na vitória por 6/2 e 6/1 sobre a espanhola Sara Sorribes nesta quinta-feira pela segunda rodada do US Open: “Consegui ser disciplinada e fazer um jogo muito firme”. pic.twitter.com/SsleCKwwKw
— TenisBrasil (@sitetenisbrasil) August 29, 2024
“Não me surpreendo com esse nível”, afirmou
Vinda de uma final em Cleveland na última semana, Bia falou em entrevista ao SporTV que o bom desempenho nos treinos começa a fazer a diferença também nos jogos. “Venho jogando em alto nível e treinando de forma mais consistente há uns dois meses. E na verdade, não me surpreendo com o tênis que joguei no segundo e terceiro set da estreia e também no jogo de hoje. Esse é o tênis que eu almejo.
“Eu, o meu time e minha família temos muito amor ao processo. Sempre trabalhamos muito. Às vezes acontece de o jogo não sair como queremos, mas nem sempre é sobre a gente. Temos adversárias e o tênis evolui. Estou contente porque estamos no trilho de volta, a gente nunca sabe quando o resultado vem”, acrescentou a tenista, que tenta voltar ao top 20 da WTA.
Bastante apoiada por torcedores brasileiros em Nova York, ela agradeceu pelo carinho do público. “Por mim, ficaria atendendo todo mundo. Sou muito privilegiada por estar aqui, fora do meu país, com tanta gente me apoiando. Especialmente as crianças que se inspiram. Se às vezes eu troco um olhar ou uma frase com alguém chego até a me emocionar. Muito mais pelo legado do que simplesmente o jogo de tênis”.
Vai ser duro mas deve passar pela kalinskaya
O lado ruim é que não temos uma virada de chave ou melhoria nos problemas que já vem de muito tempo sem solução…
É uma combinação de ótimas opções de adversárias com um boost de confiança.
Por hora, vamos torcer para que dure a confiança
Nos ultimos 4 sets, ela tomou apenas 5 pontos e vc vem falar de problemas….. A avanesyan ganhou de otimas adversarial e a sorribes da trabalho pra todo Mundo. Vc e que nao vira a chave
Isso, a Avanesyan derrotou recentemente a Ostapenko, ou seja, Bia não enfrentou uma adversária fácil.
O que sei é que, das 128 tenistas que começaram esse torneio, só restam 32 e a Bia entre elas!
VQV BIA!
Eu não entendo a pressão que a Bia coloca para si mesma, ao invés de valorizar o resultado, diz que o objetivo é ir muito mais longe que a terceira rodada.
Agora na terceira rodada ela vai enfrentar uma adversária de nível equivalente e qualquer resultado é possível
Com essa declaração, ganhar vira praticamente obrigação, aí se ela chega nas oitavas, vai ter só feito a obrigação, se perde é um desastre porque não chegou nem perto do objetivo.
Tudo é questão de interpretação. Pela declaração que deu, não vejo a Bia colocando pressão sobre si mesma, apenas é o seu objetivo ir o mais longe possível no torneio. Obviamente que as dificuldades vão aumentando conforme se avança no torneio.
Ruim seria se ela declarasse que está satisfeita com a R3 e o que vier é lucro.
Não é assim que funciona, quando se pretende algo tem que se condicionar a fazer o seu melhor para atingir o objetivo. que é chegar a final, cair no meio do caminho não pode ser uma opção. É colocar em mente “eu posso e eu vou” vencer!!!!!!!