Alcaraz: “Quando tudo está muito apertado e difícil, eu sigo os sentimentos”

Foto: Peter Staples/ATP Tour

Múrcia (Espanha) – Em uma longa entrevista publicada no canal do YouTube da Louis Vuitton, uma de suas patrocinadoras, o espanhol Carlos Alcaraz falou sobre diversas situações, entre elas sobre os momentos de pressão nas partidas e como tenta lidar com eles. O atual número 3 do mundo destacou coisas positivas e negativas que ele pensa e faz quando está em condições assim.

“Quando sinto a pressão, nos momentos difíceis de uma partida, digo a mim mesmo: ‘Tenho que ir em frente. Tenho que jogar com meu estilo, acreditar em mim mesmo’. Se eu perder, quero sair com a sensação de: ‘ok, eu tentei, não foi possível e pronto’. Isso me ajuda muito a me controlar psicologicamente nas partidas”, falou o espanhol

“Você tem que aceitar mesmo quando não joga bem e continuar pressionando, continuar tentando. Quero jogar muito agressivamente o tempo todo. Penso muito sobre como fazer as coisas e isso depende de cada partida. Mas gosto de entrar e sair da quadra o mais rápido possível. Comece forte, jogue agressivamente. É meu estilo”, acrescentou Alcaraz.

Em contrapartida, ele também revela o que acredita ser um dos seus maiores defeitos. “Às vezes eu sigo o instinto. O que eu não acho que seja uma coisa boa porque nos momentos cruciais, quando tudo está muito apertado e difícil, eu sigo os sentimentos. Às vezes dá certo, mas em outras vezes, na maioria delas, eu não acho que seja muito bom”, ponderou o ex-número 1.

“Acho que você tem que seguir uma estratégia também. Há um padrão que eu sigo e se eu sinto que devo jogar de certa forma, eu farei. Se acho que devo fazer um drop shot, ou se acho que devo ir para a rede, eu farei. Muitas vezes funciona muito bem, mas outras vezes não. Então penso: ‘Bem, pelo menos eu tentei, fiz o que eu senti’. Aproveitar é importante, não somos máquinas”, complementou.

Subscribe
Notificar
guest
7 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários
Jonas
Jonas
18 horas atrás

“quero jogar agressivamente o tempo todo”

Esse é o problema…

Julio Marinho
Julio Marinho
17 horas atrás
Responder para  Jonas

Realmente. Querer entrar e sair rápido da quadra é um pensamento, vamos escolher bem a palavra, inaceitável. Está fazendo ele entrar e sair cedo dos torneios e tomar uma sova nos primeiros sets.. a entrevista esclareceu bem que ele ainda não entendeu. Se ele se colocar em situações difíceis em 20 min de jogo, vai ter que ficar sempre vivendo com isso. Há bons jogadores em excesso que adoram já sair ganhando o jogo.

Joselito
Joselito
17 horas atrás
Responder para  Jonas

O tênis dele é esse, extremamente ofensivo, mas como não tem um saque que lhe dá pontos grátis, ser ofensivo o tempo todo não dá.
Na temporada de saibro volta a ir bem porque o saque importa menos. Isso também vale para a queda de desempenho de Sinner, Medvedev e qualquer outro que tenha o saque como arma na quadra.
Por isso para mim, ele e Djoko são favoritos em RG.

Marcos Roberto Veiga Cabral
Marcos Roberto Veiga Cabral
16 horas atrás
Responder para  Joselito

Esses pontos grátis com o primeiro serviço que ele não tem e nunca vai ter e o que está fazendo a diferença. De casa 5 primeiro serviço ele acerta 1 ou 2 , média de 30, 35 %, enquanto adversários com altura acima de 188 cm tem média acima de 60% com o primeiro serviço.

Jonas
Jonas
15 horas atrás
Responder para  Joselito

Concordo contigo.

Marcos RJ
Marcos RJ
17 horas atrás

Que susto! Inicialmente pensei que o comentário dele nao tinha nada a ver com Tênis

Gabriel Potin
Gabriel Potin
15 horas atrás
Responder para  Marcos RJ

Kkkkkkkkkkkk

Comunicar erro

Comunique a redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nessa página.

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente ao TenisBrasil.