O início de temporada para o tênis brasileiro foi salvo na noite desta segunda-feira pela sensação João Fonseca. O carioca de 18 anos, tal qual um veterano, demoliu o ex-top 40 Mackenzie McDonald com um nível de tênis muito próximo ao que mostrou no Next Gen Finals.
O garoto sacou com muita qualidade – permitiu um único break-point ao experiente adversário, aquele que tirou um set de Jannik Sinner no recente US Open – e foi agressivo na medida certa. Forçou devoluções, mas manteve consistência quando era momento de balançar McDonald.
Espera agora o cabeça 2 Facundo Diaz, 79º do ranking e um autêntico saibrista, campeão de Buenos Aires em fevereiro, resultado que pouco depois o levou ao top 50. Ele estreará contra o croata Duke Ajdukovic.
A vitória e principalmente o desempenho técnico de Fonseca foi um alento depois de passarmos pela United Cup sem uma única vitória, nem mesmo de Bia Haddad Maia, e da eliminação precoce de Laura Pigossi no quali do WTA 250 de Auckland.
Bia teve uma atuação muito irregular contra a surpreendente chinesa Xinyu Gao, que entrou de última hora no lugar de Qinwen Zheng e mostrou um nível muito acima de seu 175º posto. Mas é bem verdade que a canhota brasileira tinha dupla obrigação de vencer a partida: pelo ranking e bagagem muito superiores e pelas limitações físicas de Gao, que fez um terceiro set heróico.
Ao menos, Bia melhorou em todos os aspectos quando encarou a veterana Laura Siegemund. Deixou escapar 3/1 no primeiro set e perdeu cinco games seguidos, porém reagiu muito bem e enfim impôs seu tênis agressivo. Soube variar, com subidas à rede e paralelas. O problema foi que Siegemund também jogou em bom nível e foi mais esperta na parte tática, ao abusar do slice de devolução e aplicar curtas para desestabilizar Bia, sem falar na postura correta de buscar os voleios atrás das paralelas.
Thiago Monteiro não teve muita chance em suas duas primeiras partidas na temporada 2025. Não se achou na estreia e foi amplamente dominado por Zhizhen Zhang, um especialista na quadra dura. Subiu de nível contra o número 2 Alexander Zverev, ainda que não tenha conseguido uma única chance de quebra diante do poderoso saque do alemão, o que é um tanto natural.
Para completar, Luísa Stefani não se recuperou totalmente e cedeu seu lugar nas duplas mistas, onde tínhamos uma chance real de marcar pontos. Carol Meligeni cumpriu seu papel e Rafael Matos não sacou bem em momentos cruciais.
Resta esperar que o desempenho fraco em Perth não abale os brasileiros, porque há muita coisa em disputa nas próximas semanas. Por enquanto, o lance é curtir Fonseca.











O que houve com Thomaz machac que não terminou o jogo com o Taylor fritz dalcim. Parecia um problema físico que afetou a cabeça e fez ele abandonar o segundo set, mas quando estava ganhando ele parecia que ia jogar….?
No atual momento vejo uma grande chance do JF superar o quali do AO. Aí no evento vamos ter uma boa noção das expectativas q podemos ter no curto prazo!
Penso o mesmo. Apesar de toda a empolgação com o garoto, ainda estamos em nível challenger. Torço muito para que o potencial comece a ser demonstrado em atps e em grand slans, mas sem pressa e sem pressão.
Acabou agora o Jogo do joao fonseca valeu a pena ter ficado acordado de madrugada 6,4 no segundo set ,pegou um grande sacador .
João ganha o primeiro set do grande sacador Ethan Hunt Quinn,missão impossível. O cara saca muito mas o João teve o poder do games dele 6,4
Iga finca o pé e ganha o segundo set da rybakina 6,4. A iga é mais jogadora que a rybakina tanto na parte física como tecnica
Esta semi do ATP 250 de Brisbane… Opelka x Perricard – lembra-me o seriado americano da década de 70: ” Terra de Gigantes”.
E do outro lado, o Dimitrov também não fica muito atrás, não.
A iga com um nítido problema físico conseguiu a duras penas ganhar o primeiro set 7,6 e a Polônia deve ir a final . Problema na coxa, será que joga o ao?
Olá pessoal,
Gostaria de saber a opinião de vocês.
Parece que todas as adversárias da Sabalenka batem mais forte quando a enfrentam, do que quando jogam entre si.
Será que minha impressão está equivocada ou não?
Eu acho que sim. Assim como contra a iga
Ok
Então Samuel. Os gritos de Sabalenka, realmente induzem as oponentes a tentar participar da pancadaria. É tudo que ela quer , pois os ENFS das outras aumentam , ela erra menos e faz mais WINNERS. Iga Swiatek é a que mais tenta desloca-la lateralmente ( como fazia Ash Barty ) fugindo do fogo aberto , e leva 8 x 4 no retrospecto. Mas muito em função do 5 x 1 na Terra batida. Abs!
Ok
Boa tarde, Dalcim. Com esta subida no ranking do Fonseca, ele tem alguma chance de ser cabeça-de-chave do quali do AO? Ou os cabeças já estão pré-definidos?
O sorteio será domingo, portanto o ranking teria de ser o da segunda-feira anterior. Se for isso mesmo, não tem chance.
Muito obrigado e espero que Deus lhe dê paciência e saúde pra tocar o barco do blog… o que não deve ser nada fácil. Abr.
Deus o ouça.
Eu no começo do ano passado achava que a decisão do Fonseca de se profissionalizar em detrimento da universidade poderia ser uma decisão errada. Porém não me manifestei porque era uma decisão que caberia a ele e à família.
Hoje vejo que ele tomou a decisão certa. Ele é mesmo um ponto fora da curva.
Djokovic x Opelka – Concordo que o ranking do americano não condiz com o jogo dele, mas o jogo do grandalhão é quase que só saque e forehand. O sérvio tem muito mais recursos e era de se esperar que encontrasse soluções.
Já tem torcedor dele escrevendo que torce por uma chave favorável no AO. Sinal dos tempos… porque antes, eram os adversários dele que torciam pra não enfrentá-lo.
Você não viu o jogo, Maurício. Opelka se movimentou bem demais, conseguiu devoluções absurdas (vide os 2 minibreaks do tiebreak, tem voleio, slice e uma esquerda razoável. É um servebot muito superior ao Isner, por exemplo.
Dalcim, esse challenger que o João Fonseca está jogando e 125 , e o de Lexington era quanto ?
Sim, 125. O de Lexington era 75.
Eu e o Djoko não nos entendemos mais kkkk. Quando eu achava q ele venceria o torneio de número 100 sem maior dificuldade, perdeu do Opelka.
É claro q estamos numa pré temporada, qualquer opinião emitida hj seria pura precipitação. Também sabemos q nos últimos anos as quadras australianas estão muito rápidas, e encarar um sacador como esse americano nunca é fácil nessas circunstâncias. Mas que essa derrota acendeu uma luz de alerta, disso eu não tenho dúvida…
Luiz Fernando, quantas vezes foi anunciado neste blog que somente 1 tenista na história chegou aos 38 anos jogando como número 1! Neste quesito os recordes de Ken Rosewall são imbatíveis. Foi o jogador mais velho a ganhar uma partida de ATP: 45 anos e 11 meses, em Melbourne, 1980.
Ta’ bom , caro Ronildo. WIMBLEDON 74 : Jimmy Connors: 6 x1 , 6 x 4 ,6 x 1 Ken rosewall FINAL . USOPEN 74 : Jimmy Connors 6 x 0 , 6 x 1 , 6 x 0 Ken rosewall FINAL. Ken não conseguiu o TOPO na Era Profissional. Já vimos que Rafa Nadal não conseguiu atingir aquele nível de Federer aos 38 , na famosa FINAL de 2019 . Falta apenas aguardar Djokovic. Tá feia a coisa …rs. Abs !
Putz, quis enfeitar e fui destruído! Kkkkk
Na verdade o melhor nível aos 38 foi de Federer mesmo. Tanto que venceu Djokovic quando este ainda disputava o número 1 contra Nadal no Finals 2019.
Mais um capítulo dessa patética freguesia do Monfils diante do Djokovic.
Nunca achei esse francês grande coisa, mas alguma qualidade ele tem. Então como pode perder tanto?
O sérvio até com um braço quebrado ganharia dele. Que horror…
O comentário acima era para o Rodrigo. Abs !
JF vai pra mais uma final, e pelo andar da famosa carruagem tudo aponta pra mais uma vitória hj a noite. Na torcida, tomara q vença bem pra ir pro quali do AO com toda a confiança…
Que tal 3 x 3 com David Ferrer, e este 0 x 17 com Federer…Abs !
Análise do forehand do Fonseca: https://www.youtube.com/watch?v=1hiwcSR_pyQ.
Análise do saque https://www.youtube.com/watch?v=gGuk3SylaIk.
Ambas feito pelo canal @IntuitiveTennis no youtube.
Ano vai, ano vem, e o Monfils, um super tenista, de habilidade ímpar, continua perdendo pro Djoko. Caso perdido, há tempos…
E 2 x 14 com Rafa Nadal. Se tivesse jogado as mesmas 20 …. rsrs. Abs !
Dalcim , vendo vc fazer um comentário sobre o físico dos jogadores , ficou uma dúvida a respeito de João Fonseca , eu já vi vários jogos dele , ele chamando fisioterapeuta, será que ele vai ter físico para acompanhar o circuito ? Quanto a técnica dele ninguém tem dúvidas !
Eu acredito que sim, Sandra!
SANDRA, o colaborador JOSÉ NILTON tem tanta condição de saber se Fonseca tem “físico para acompanhar o circuito” que você, primeiro porque você não lê a respeito e segundo porque ele não é especialista no assunto e tampouco acompanha Fonseca no dia a dia…
Sandra também concordo com o dalcim,talvez ele faça isso para esfriar o adversário, faz parte das regra. Agora não fale em contratar fisioterapeuta pelo amor de deus ….
Mas se o Djoko, dentro das regras, esfria o adversário, é apedrejado e mau caráter etc
Imagine Djoko ano passado dando positivo duas vezes, no doping então?
Exato
Se der positivo duas vezes está dopado
Acabou o Jogo do joao 6/2 6/3. Não vi o primeiro set que parece que foi fácil, no segundo o joao teve uma quebra no 3/1 Que colocou o francês de novo no jogo é depois o Fonseca quebrou três vezes ele levando para 6/3.continua confiando no saque e no drive de direita,mas tem que tomar cuidado para jogadores de melhor ranking. Vamos para semi
Correção: Alexander Zverev e não Sverev.
Leio a notícia de que Alexander Sverev após desistir de enfrentar o Cazaquistão nas quartas de final do United Cup devido à uma lesão no cotovelo criticou os organizadores das competições pelas constantes mudanças de tipos de bola usadas nos torneios ao longo das temporadas. Segundo ele, tais alterações seriam responsáveis pelas frequentes lesões nos punhos e cotovelos que têm acometido os tenistas pelo menos nos últimos dez anos, período em que atua no circuito profissional. Em relação às trocas de bola já vi Dalcim manifestar-se contrário à padronização. Não sei se mantém a mesma opinião.
Num dos últimos podcasts, ao entrevistar o renomado técnico espanhol José Higueras, Dalcim o questionou se as seguidas lesões de Alcaraz e de Sinner, dois jogadores ainda muito jovens, teriam a ver com a intensidade do tênis praticado atualmente. A temporada que se encerrou também trouxe muita polêmica em torno do calendário bastante extenso e o excesso de competições.
Afinal, Dalcim, você tem uma opinião formada sobre isso tudo? Cada caso é um caso e não dá para avaliar conjuntamente ou são problemas complementares que devem ser tratados como um todo?
A minha impressão é que a exigência física está também gerando mais lesões e mais precoces. Até o Fonseca já teve de cuidar do punho. Isso é preocupante.
Quando ouvi a promessa Naná, de apenas 14 anos, contar a você que já fez um saque a 189 Km/h (claro que sua média é bem inferior), fiquei imaginando como será quando atingir a maturidade e toda potência física e técnica. Fonseca já saca a 220 seguidamente. Aí você precisa ter do outro lado um tenista pronto para devolver esses petardos a todo instante durante torneios inteiros e seguidos, além dos demais golpes que também são extremamente pesados, cheios de efeitos que impactam na hora da rebatida, e, terminada a campanha, curta ou longa, seguem-se os treinamentos cada vez mais puxados.
Para complicar, diferentes tipos de bola, com algumas perdendo a calibragem mais rapidamente e exigindo mais e mais potência nos golpes para aumentar as dificuldades do adversário; a arrematar, a má distribuição de prêmios, que faz com que aqueles que estão fora do top 100 sejam forçados a disputar um número enorme de torneios para tentarem manter a balança financeira mais ou menos equilibrada. Decididamente, no meu humilde modo de ver, não são circuitos organizados e planejados para cuidar da saúde física e muito menos mental de suas principais fontes de lucro, sejam estrelas, protagonistas eventuais ou coadjuvantes. Um abraço, Dalcim!