Gaúchos tentam dar 19º título de Masters 1000 ao tênis brasileiro

Esta quinta-feira pode ser histórica para o tênis brasileiro. Os gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz tentam dar ao país o 19º título de nível Masters 1000, série criada pela ATP em 1990. Aliás, esta é a primeira parceria totalmente nacional a atingir uma final desse quilate.

Gustavo Kuerten ganhou cinco 1000 em simples, um deles na quadra dura. Já os mineiros Marcelo Melo, com nove, e Bruno Soares, com quatro, ganharam troféus em duplas, sempre com parceiros estrangeiros. Os únicos outros duplistas a atingir uma final de Masters foram o mesmo Guga, em Paris de 2002, e Cássio Motta, em Miami de 1990 e Hamburgo no ano seguinte. O título brasileiro em 1000 coube a Melo, em Xangai de 2018.

Matos, canhoto de 30 anos, está em sua 23ª e mais importante decisão de duplas masculinas, tendo os dois Rio Open como conquistas mais relevantes. No mesmo patamar, fez finais em Washington e Tóquio. Tenta o 14º título da carreira, o terceiro no piso sintético, e o quarto ao lado de Orlandinho.

Dois anos mais jovem, Luz ganhou todos seus três ATPs ao lado de Matos, o primeiro deles em 2024, sempre no saibro. Esta é a quarta decisão que o dueto participa, tendo sido vice em Estoril e Houston, além de uma semi no 500 de Munique.

Essa boa performance coloca os gaúchos em 11º lugar no ranking da temporada, agora 600 pontos mais perto da vaga em Turim. Em caso de título em Montréal, eles subirão justamente para o oitavo lugar. Individualmente, os dois estão de volta ao top 30, com Matos em 27º e imediatamente à frente do parceiro. Podem sair do Canadá como 20º e 21º, o que dará oportunidade de serem cabeça relevante no US Open.

Mas não será fácil, já que os adversários são os experientíssimos Marcelo Arévalo e Mate Pavic, terceiro mais forte dueto da temporada e ambos ex-líderes do ranking individual de duplas. O croata de 33 anos é o duplista em atividade com maior número de troféus na especialidade, com 43, nobre lista que inclui todos os quatro Slam (o US Open com Soares) e as Olimpíadas. Ele e Arevalo jogam juntos desde 2024 e já ganharam quatro Masters e Roland Garros.

Firmes no saque e calibrados nas devoluções, Matos e Luz tiraram os italianos e cabeças 4 Simone Bolelli e Andrea Vavassori logo na estreia, salvaram dois match-points contra Francisco Cabral e J.J. Tracy e em seguida bateram os cabeças 7 Guido Andreozzi e Manuel Guinard. Nesta quarta-feira, eliminaram os argentinos Francisco Cerúndolo e Tomas Etcheverry, que são bem melhores em simples mas mostraram competência em Montréal ao tirar os números 1 do momento, Harri Heliovaara e Henry Patten, na rodada anterior.

Vale, por fim, registrar que o Brasil tem quatro títulos nos 1000 canadenses, dois com Soares, outro com Melo e mais um com Luísa Stefani. Dois deles vieram em Montréal (o de 2014 de Soares e o de 2021 de Stefani).

E mais

– Brandon Nakashima fez muito do que eu esperava: sacou bem, foi muito agressivo da base, fez ótimas transições à rede e segurou a cabeça em momentos delicados. Com isso, passou firme por Rafael Jódar e vai disputar sua primeira final de Masters 1000, a quinta da carreira e a única fora do nível 250. Seu solitário título é de 2022, em San Diego.
– O resultado leva Nakashima para o 22º lugar do ranking e um eventual título o colocará no top 15. Vale lembrar que muito se apostava em seu rápido desenvolvimento, mas ele encarou problemas físicos e parece ter achado confiança e equilíbrio no trabalho com Wayne Ferreira.
– Ben Shelton vai em busca do bi e da volta ao quinto lugar do ranking às 21h desta quinta-feira, depois de ter feito outra atuação muito boa diante de Learner Tien. Foi muito interessante como Shelton se propôs a aguentar as trocas, usou muito slice e enfim derrotou Tien depois de duas derrotas.
– Esta será a 15º final de Masters totalmente norte-americana, porém a primeira desde 2003, quando Andy Roddick derrotou Mardy Fish em Cincinnati.

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[…] Há muitos segredos desta parceria que funcionam bem. Matos é canhoto, segura muito bem o fundo da quadra, dosando a hora certa de forçar o forehand carregado de veneno, enquanto Orlandinho tem sacado cada vez melhor, é extremamente hábil junto à rede e também tem um forehand pesado. Foi com ele, aliás, numa devolução de saque fenomenal na paralela, que ele selou a partida histórica que deu ao Brasil seu 19º troféu de Masters. […]

Luiz Fernando
Luiz Fernando
13/08/2026 20:38

Dalcim, boa noite, não sei se a torcida me deixou entusiasmado, mas achei uma evolução do FH da Iga nesse evento, que me pareceu mais regular por estar jogando com mais spin do que fazia antes. Com isso seus erros NF com esse golpe diminuíram e como seu BH é excelente as coisas passaram a fluir melhor. Vc também observou isso?

Luiz Fernando
Luiz Fernando
13/08/2026 20:35

Noite fantástica, assistindo dois jogos ao mesmo tempo.
Os brasileiros deveriam ter vencido em 2 sets, e ainda passamos aquele susto quando o Luz errou um FH fácil quando estava 85, mas depois sacou e devolveu bem… e vencemos, maravilhoso…
E a Iga jogou como campeã, e, claro, jogando nesse nível ela sempre poderá vencer; no final sua comemoração demonstrou claramente seu problema de falta de confiança, algo que limitou seus resultados mais recentemente. Rybakina jogou abaixo do que pode, mas acontece com qualquer uma, ambas estarão entre as principais favoritas para o USO…

Guilherme Corrêa
Guilherme Corrêa
13/08/2026 20:26

Qual o prize money para a dupla? É apenas curiosidade mesmo

Última edição 1 mês atrás by Guilherme Corrêa
Dann Anjos
Dann Anjos
13/08/2026 20:21

Acabaram de ganhar o masters 1000 , primeira dupla 100 por cento brasileira

Marcelo
Marcelo
13/08/2026 20:19

E ganharam !!! Parabéns !!

Evandro
Evandro
13/08/2026 10:38

Foram muitas formações patrícias diferentes (com Zorman, Meligeni, Melo, Romboli), tanto Luz como Matos, até que se chegou a essa dupla fenomenal, que já havia se juntado outras vezes, mas nada comparável a agora. A constância jogo a jogo faz isso, porque a qualidade de duplista está em todos eles. Parabéns!!

Luiz Fernando
Luiz Fernando
13/08/2026 09:49

Na torcida pelos duplistas brasileiros, tomara que a partida seja num dia e hora tranquilo p acompanharmos.
Nunca imaginei BN vencendo o Jodar, mas o cara venceu com méritos indiscutíveis; no final o espanhol parecia inclusive meio atônito…
E por fim, Iga teve um apagão no set2 semelhante aos da Bia, incrível como uma grande campeã como ela ainda não está emocionalmente recuperada, e olha que jogou um set1 de campeã! Vai enfrentar Rybakina, que infelizmente é bem favorita, mas quem sabe?

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
13/08/2026 09:25

Tien é outro que disputou uma penca de Torneios, também estava em Washington. Não tinha perdido ainda para Shelton. Isso não garantiu bom desempenho na hora do vamos ver . JF foi o que deu mais trabalho ao Canhoto favorito. Onde fica o Papinho de falta de ritmo ???. Com apenas 25 anos , impossível não acreditar na recuperação da perfeccionista Iga Swiatek. Com a idade de SInner já possui 6 Slam e luta pelo WTA 1000 de número 12. Vou de Rybakina apenas devido a briga pelo N 1 . Aguardemos. Abs !

Refaelov
Refaelov
13/08/2026 13:09
Responder para  Sérgio Ribeiro

Você tá criticando o calendário do Tien justamente após uma campanha onde ele fez Semi Finais de M1000? Coisa que até o momento o “Big J” não conseguiu e, o questionamento que se faz é justamente esse: um jogador que tecnicamente para ter atributos e um teto de produção mais baixos que o Fonseca até aqui mantem resultados similares/melhores nos grandes palcos e ranking superior..

Ronildo
Ronildo
13/08/2026 16:00
Responder para  Refaelov

É, mas o Tien já está preocupado com o braço. Excesso de jogos:

https://tenisbrasil.uol.com.br/tien-ve-evolucao-durante-a-torneio-e-se-preocupa-com-o-braco.html

evaldo.moreira
evaldo.moreira
13/08/2026 18:52
Responder para  Ronildo

Ah, Ronildo,

Você não acha que o staff dele , não estaria já sabendo ?
Ainda mais com todos os torneios em que ele participou?

Agora, se ele não faz exames de rotinas, ai meu prezado só lamento, pois o certo e acho até como sugestão, quando um cara particpa de 03 torneios em sequência, antes departicar do próximo, já ia fazendo exames para ver como que está, pois recursos ele tem viu.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
13/08/2026 23:29
Responder para  Ronildo

Não tenha dúvidas, meu caro. Te convido a ficar de olho em : Shelton, Nakashima, Jodar e Tien . Apesar de muito jovens, emendaram Washington, Montreal e Cincy . Mesmo sem Sinner e Alcaraz, alguns vão cair fora cedo em Cincinnati, devido ao exagero. A conferir. Abs !

evaldo.moreira
evaldo.moreira
13/08/2026 18:49
Responder para  Refaelov

Pois é, complicado ter uma discussão assim, ainda mais quando se entende o contrário.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
13/08/2026 21:47
Responder para  Refaelov

Fez Semi mas foi presa fácil para Shelton , que ainda não o tinha derrotado. Excesso de Torneios no ritmo atual, vai pagar com juros. JF já jogou 15 e ainda joga mais 7 ( incluindo Copa Davis ) . Somente são contados os pontos pela ATP , os 19 melhores resultados (+ Finals ) das últimas 52 Semanas. Deverias estar careca de saber , meu caro rs. Abs !

SANDRO
SANDRO
13/08/2026 01:36

Matos e Luz merecem muito esse título! Boa Sorte a eles!

wagner
wagner
13/08/2026 01:36

Dalcim você diria que é 55/45 para os adversários do Matos e do Luz ?

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
13/08/2026 00:37

Mais uma vez, os duplistas tupiniquins roubam a cena. Quando todos só falavam do Fonseca, eis que os dois batalhadores vão à final.
Sempre menos valorizadas, as duplas tem dado excelentes resultados pro Brasil.

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

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