Victória e Naná planejam a transição e esperam manter a parceria

Victória Barros e Nauhany Silva (Foto: Fotojump)

A participação de Nauhany Silva e Victória Barros no SP Open chegou ao fim na última sexta-feira, com a queda nas quartas de final de duplas, superadas pela ucraniana Valeriya Strakhova e a russa Anastasia Tikhonova, cabeças 2 do torneio. Após a disputa da segunda edição do WTA 250 na capital paulista, as duas jovens jogadoras de 16 anos planejam a transição da carreira.

Embora estejam bem posicionadas no ranking mundial juvenil, Victória é a quarta e Naná é a sétima, elas planejam priorizar o calendário profissional após o torneio, mas enquanto a potiguar deve encerrar a carreira juvenil e jogar no máximo em Roland Garros, Naná espera estar em todos os torneios do Grand Slam na categoria: “Ano que vem eu jogo e já começo com a Austrália”.

Até por isso, as brasileiras não não disputarão o World Tennis Tour Junior Finals, que acontecerá na cidade chinesa de Chengdu, no final de outubro, priorizando os torneios profissionais. Acho que esse final de ano eu vou focar um pouco mais no profissional. Então vou jogar mais torneios W35, no dia da China a gente não vai”, declarou Naná a TenisBrasil durante o SP Open. O plano de Victória também conta com um grande torneio em casa: “Para o restante do ano o foco é treinar bastante e jogar também o 125 de Curitiba”.

A potiguar, que treina na França, passou por uma mudança em sua equipe de trabalho. Logo depois de ser semifinalista no torneio juvenil de Roland Garros, ela encerrou a parceria com o técnico espanhol David Sunyer e iniciou o trabalho com Vinícius Oliveira, brasileiro radicado em Mallorca, e que se juntou à academia de Patrick Mouratoglou.

“Eu já tinha decido com meu ex-treinador, David, de parar depois de Roland Garros. E não importava o que acontecesse e acho que foi um momento difícil para mim. Eu vinha de bons torneios, de bons ritmos. Mas acho que agora com o Vini estou conseguindo me adaptar melhor e evoluindo em muitas coisas entao estou feliz”, disse Victória Barros na última sexta-feira, ao avaliar sua temporada.

+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp

As brasileiras também têm se destacado nas duplas. Elas foram finalistas no torneio juvenil de Wimbledon, venceram pelo Brasil na Billie Jean King Cup entre as profissionais e conseguiram nesta semana a primeira vitória na WTA, contra a norte-americana Rasheeda McAdoo e a australiana Alexandra Osborne na última quinta-feira. E no que depender, delas a parceria continua sempre que os calendários baterem.

“Agora a gente tem que ver quais torneios vamos jogar juntas, mas por mim vamos continuar nessa dupla para sempre!”, disse Naná. “Adorei jogar com a Victória e quanto mais a gente jogar, vamos ficar mais entrosadas. Por mim, estamos firmes”. Victória acrescentou: Agora que eu não vou mais jogar tanto no juvenil, vai ficar mais difícil da gente jogar dupla, mas é sempre um prazer jogar com a Naná. Cada vez mais a gente vai se conhecendo dentro e fora da quadra”.

O clima leve da conversa com os jornalistas rendeu muitos risos entre as jovens tenistas: “Só preciso pensar um pouquinho…”, disse a potiguar. E a paulista respondeu: “Ela sempre pede um tempinho para pensar”.

E como reagir nos duelos entre amigas?

Bastante amigas no circuito, Victória e Naná também se enfrentaram duas vezes nesta temporada, com vitórias da paulista tanto na final do Banana Bowl no juvenil, como em um torneio profissional em Campos do Jordão. E como fazem para equilibrar essas emoções? “Dentro da quadra, todo mundo quer ganhar, eu e a Victória queremos ganhar, mas a gente sabe separar as coisas”, disse Nauhany Silva.

Victória acrescentou e brincou com a amiga: “A gente já é um pouco mais madura de separar as coisas dentro e fora da quadra. . Eu fico bem tranquila. Só cinco minutinhos que eu não quero ver a cara dela, mas depois é tranquilo. Acho que do primeiro jogo para o último, a gente conseguiu evoluir”. E a paulista complementa: “É porque depois a gente vai ainda jogar dupla… Se ficar muito brigada, não vai dar certo”.

Derrota nas quartas para as cabeças 2 do torneio

Sobre a derrota por 6/2 e 7/5 para Tikhonova e Strakhova, as brasileiras lamentaram algumas oportunidades perdidas e destacaram o aprendizado da partida contra adversárias mais experientes: “A gente sabia que seria um jogo super difícil, elas são as cabeças 2 do torneio. A gente entrou um pouquinho desconcentrada e perdeu uns games de bobeira. Mas depois conseguimos botar a intensidade do jogo passado. Perdemos algumas oportunidades, mas acho que pudemos competir bastante com elas. Foi um bom jogo e uma boa semana”, disse Naná. “Tenisticamente a gente consegue jogar contra elas, mas dentro do jogo elas acabam oscilando menos mentalmente”.

Victória acrescenta: “Acho que começamos um pouco abaixo, mas depois conseguimos nos conectar e melhorar o nível. No final a gente estava bem mais perto de pegar o set e levar para o super, mas acho que foi uma ótima experiência de estar jogando aqui com a Naná na dupla”.

Apoio do público e de uma torcedora iluste

O apoio da torcida também foi destacado. Nascida em São Paulo e frequentadora do Parque Villa Lobos desde a infância, Naná comemrou a oportunidade de jogar mais um torneio em casa: “É super importante aqui no Brasil, onde a gente acaba não jogando tanto. Eu gosto bastante, acho que a vitória também. Eles nos ajudam muito a cada ponto. Muito agradecida pela torcida de todas”. Victória complementou: “É impressionante e impossível não notar. Dá muita força e muita energia. Eles põem a gente muito para cima”.

Uma torcedora ilustre de Victória Barros é a espanhola Paula Badosa, ex-número 2 do mundo e uma das principais estrelas do SP Open. Badosa já treinou com a juvenil potiguar na França e repetiu a dose no início da semana em São Paulo, acreditando em um futuro promissor para ela. “Eu amo a Victória, como talento e como pessoa. Acredito que ela tem muito potencial e será uma grande jogadora. Ela sabe que eu vou apoiá-la em tudo”, afirmou. “Eu me apaixonei na primeira vez que a vi jogar. Espero que quando ela seja uma tenista top eu já esteja aposentada, só assistindo, porque ela bate muito forte na bola”.

Subscribe
Notificar
guest
1 Comentário
Newest
Oldest Most Voted
Tom França
Tom França
19/09/2026 16:18

Nossas últimas esperanças pros próximos quatro anos(Ou mais!).

Jornalista de TenisBrasil e frequentador dee Challengers e Futures. Já trabalhou para CBT, Revista Tênis e redações do Terra Magazine e Gazeta Esportiva. Neste blog, fala sobre o circuito juvenil e promessas do tênis nacional e internacional.
Jornalista de TenisBrasil e frequentador dee Challengers e Futures. Já trabalhou para CBT, Revista Tênis e redações do Terra Magazine e Gazeta Esportiva. Neste blog, fala sobre o circuito juvenil e promessas do tênis nacional e internacional.

Comunicar erro

Comunique a redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nessa página.

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente ao TenisBrasil.