Brasil ratifica favoritismo e mostra que tem time para mais

Foto: Luiz Cãndido/CBT

Com um top 30 e uma das oito melhores duplas do momento, o Brasil entrou como favorito em cima da Suíça e não deu outra. O capitão Jaime Oncins inovou, escolheu o mesmo piso sintético coberto com o qual seu grupo deu sufoco no Canadá em fevereiro, rompendo a tradição de jogarmos no saibro, e manteve a escalação, ou seja, renovou seu voto de confiança.

A vitória foi dura na arena carioca, que recebeu público abaixo do esperado. Não tivemos Fonseca na sua melhor forma e Gustavo Heide passou por sufoco, tendo fica muito perto da derrota diante do gigante Stan Wawrinka. Prevalecemos nas duas simples porque nosso número 1 é muito mais jogador, mesmo retornando de contusão, e Heide se mostrou muito aplicado e eficiente na parte tática.

A fatura foi liquidada, conforme o esperado, com o grande momento que atravessam os gaúchos Orlando Luz e Rafael Matos, depois de um primeiro set muito apertado em que os suíços jogaram acima do esperado. Com golpes sólidos da base, oportunismo com o saque a favor e excelente atuação junto à rede, especialmente de Orlandinho, os campeões de Montréal e Cincinnati cumpriram seu papel outra vez, como haviam feito na estreia frente o Canadá.

O fato inegável é que Oncins tem hoje um time para diferentes pisos. A aposta, claro, sempre ficará em cima de Fonseca e da dupla, o que já é suficiente para ganharmos os três pontos necessários. Heide pode ser um ótimo número 2, sem se descartar a experiência de Thiago Wild e Thiago Monteiro, que poderão entrar conforme as circunstâncias e se obtiverem a esperada reação em suas carreiras. Sem falar em Matheus Pucinelli, a quem Oncins elogia muito, e quem sabe no garoto Guto Miguel a médio prazo.

Vale lembrar que o Brasil disputou a fase final da “nova Davis” em 2024, já sob formato modificado, com jogos mais curtos e sede única. Fomos a Bolonha e não fizemos feio, com vitórias do ainda cru Fonseca, de Matos ao lado de Marcelo Melo e de Monteiro. Portanto, há chance real de superarmos o quali de fevereiro e disputarmos a segunda rodada em setembro, quem sabe entrando no grupo dos oito que lutarão pelo título em 2027. Claro que um pouquinho de ajuda no sorteio é sempre bem-vinda.

Como fica agora o Brasil na Davis

O qualificatório é formado por 26 países, que serão sorteados para se formar 13 confrontos. Com base no ranking da Davis, os organizadores indicam os 13 cabeças e aí se definem seus adversários. Vale a velha regra de alternância de sede, portanto se dois países já se enfrentaram a partir de 1972 terá direito a jogar em casa aquele que foi visitante no confronto mais recente, tendo direito a escolher também piso e bola. Variante que a Davis nunca deveria ter perdido.

Esse grupo de 26 candidatos inclui os sete derrotados do grupo principal deste final de semana – Estados Unidos, França, Bélgica e Índia já perderam, restando três a ser definidos neste domingo, com boas chances de serem Chile, Equador e Croácia -, mais os 13 que ganharem a segunda rodada do Grupo 1, lista que já tem Brasil, Noruega, Dinamarca, Mônaco, Holanda e Hungria e muito provavelmente juntará Argentina, Sérvia e Japão.

Por fim, acrescentam-se os seis finalistas que não forem campeão ou vice em novembro. Por isso, o sorteio só acontecerá depois da fase final, marcada para o final de novembro, em Bolonha. Até aqui, Itália, Canadá, República Tcheca, Áustria e Coreia já garantiram lugar na luta pelo título, com prováveis presenças de Espanha, Grã-Bretanha e Alemanha.

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André Aguiar
André Aguiar
21/09/2026 20:57

Copa Davis: com a atualização do ranking ocorrida hoje, ficaram definidos os cabeças de chave para a 1ª rodada do Qualificatório do ano que vem.
Como eu já esperava, o Brasil não será cabeça de chave, mas tem boas chances de jogar em casa pelo sistema de alternância de sede.
Os nossos possíveis adversários e os respectivos mandos de campo serão:

Em casa: Argentina, Austrália, Áustria, Canadá, Chéquia, EUA, França, Grã-Bretanha ou Holanda.

Fora: Alemanha, Bélgica ou Espanha.

Sorteio: Coreia do Sul ou Hungria.

A Itália não será adversária porque, independentemente de sua campanha na etapa decisiva de novembro, já está classificada para 2027, novamente como país-sede do Finals.

André Aguiar
André Aguiar
22/09/2026 10:24
Responder para  José Nilton Dalcim

Perfeito, Dalcim. O resultado do octogonal irá mudar a posição no ranking dos oito países quadrifinalistas, mas nenhum deles deixará de ser cabeça de chave no qualificatório de fevereiro. O mesmo acontecerá com sete países (Bélgica, EUA, Austrália, França, Argentina, Holanda e Hungria) que não estão na disputa pelo título de 2026.

Penso que nenhum dos países que no ranking atual estão atrás da Hungria (15° colocado) mudará de posição e, assim sendo, não terão a prerrogativa de ser cabeça de chave na etapa de fevereiro.

Mas por favor, corrija-me se eu estiver equivocado.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
21/09/2026 17:54

JF apenas confirmou o que disse antes e depois da partida, ” não estou 100 % ” . Sentiu o calor do público como queria na Copa Davis , e depois de várias lesões, optou em só voltar bem fisicamente e mentalmente. Isso depois de subir no Ranking nesta segunda feira ( retornou ao N 28 ) .PS : Evitou o possível 3 x 2 da Suíça. Abs !

Haroldo
Haroldo
21/09/2026 17:05

Parabéns pelo texto Dalcim. Pensei também assim, com JF e duplas em forma garantimos 2 e quase certo 3 pontos. Mais Heide, Pucinelli e Wild ( Monteiro se voltar bem) os 3 pontos são bem possíveis para ficarmos entre os 16 e as vezes os 8 finalistas por uns bons anos.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
21/09/2026 13:05

Insistimos na Terra Batida em 2022 no RJ e Zverev e CIA não tomaram conhecimento. Chile que não perdia em Casa desde 2011 , resolveu o Saibro contra a Armada . Os jovens Rafa Jodar e Merida , atropelaram os oponentes sem dó nem piedade , ou seja , 4 x 0 . Tabillo joga bem nas hards…Abs !

SANDRA
SANDRA
21/09/2026 12:55

Dalcim , eu ia perguntar a você sobre as condições físicas do Fonseca , mais pelo visto nem preciso mais perguntar! Será que ele vai ter condições físicas para jogar mais alguma coisa esse ano ?

Isaias
Isaias
21/09/2026 08:03

Dalcim, vc falou da reação de Thiago Wild e Monteiro nas suas carreiras, e me parece que Wild está bem encaminhado, voltando ao melhor nível, a cirurgia do ano passado e a pré temporada ainda se recuperando da cirurgia me pareceu inadequada analisando agora em Setembro, ele demorou entrar em forma. Vc acha que Thiago Wild e Heide podem entrar no top 100 no médio prazo???

Marco Aurelio
Marco Aurelio
20/09/2026 08:31

Mestre Dalcim, que texto!!! Dá prazer em lê-lo e relê-lo!!!

Antônio Carlos
Antônio Carlos
20/09/2026 00:41

A arena escolhida para este confronto era grande. Tudo conspirava para uma bom público: as presenças de João Fonseca e da mega estrela Stan Wawrinka.
Só faltou uma coisa: preço acessível. Na minha opinião os ingressos estavam muito caros. São apenas dois dias de jogos, com a possibilidade de ter só um jogo válido no segundo dia – o que acabou acontecendo. O investimento não é barato, mas haveria muito mais gente se a ganância fosse menor.

SANDRO
SANDRO
20/09/2026 12:52
Responder para  Antônio Carlos

Mesmo “De Graça” esta arena “não ficaria lotada” por que é muito fora de mão!!!

Petit
Petit
21/09/2026 17:47
Responder para  SANDRO

Essa arena lota semanalmente com shows de estilos variados, ou seja, a localização não é um problema. O que faltou mesmo foi uma divulgação mais efetiva e preços mais acessíveis. O ingresso mais barato custava cerca de 230 reais a meia-entrada.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
21/09/2026 11:22
Responder para  Antônio Carlos

O Centro Olímpico de Tênis não pode ser utilizado devido ao desmanche do Rock in Rio. Em 2022 contra Alemanha deu excelente público. O problema foi Zverev e a dupla Alemã que jogaram barbaridade. Com JF em cena , teremos os jogos Copa Davis preferencialmente no RJ . E de volta ao Centro Olímpico, em data que não bata com o festival de Rock , que também de barato não tem nada .. rs
Abs !

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
20/09/2026 00:36

Será que vamos entrar de cabeça… ou vamos ser tipo mula-sem-cabeça?

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
20/09/2026 14:50
Responder para  Maurício Sabbag

A ATP cogita umas mudanças que vão prejudicar as duplas. Mas os prêmios já são menores, e ainda por cima tem que ser divididos por 2. Então não acho justo diminuir ainda mais o que por si só já é pouco.

Refaelov
Refaelov
19/09/2026 22:51

A minha percepção é que a reprovação é geral qnt a esse formato atual da Davis Dalcim, inclusive entre os atletas, sei q existe um contrato vigente onde a ITF “terceirizou” completamente a organização do torneio mas, uma hora a vigência desse contrato há de acabar.. vc n vê ao menos a médio prazo uma perspectiva pra competição voltar ao seu formato classico de mata-mata com sedes alternadas até a final?

SANDRO
SANDRO
20/09/2026 00:08
Responder para  Refaelov

O formato disputado agora no Rio de Janeiro é similar ao formato original: o Brasil escolheu o local, o piso, as bolas… Então, você está reclamando de quê? Eu e a maioria dos brasileiros preferimos torneios no saibro… Mas se a Delegação brasileira não está nem aí para o gosto do público e quer organizar um torneio em quadra dura no longínquo “Parque Olímpico”, não reclamem da “Falta de Público”…

Última edição 6 dias atrás by SANDRO
Refaelov
Refaelov
20/09/2026 08:20
Responder para  SANDRO

A minha reclamação é com a fase atual sendo jogada ad eternum em Itália ou Espanha no intuito de aumentar a chance de um dos Big 2 estarem sempre a disputando.. Gostaria da volta do formato antigo, com quatro finais de semana destinados à disputa..

Ernani Chaves
Ernani Chaves
19/09/2026 21:03

Oi Dalcim, pensei que você iria falar um pouco sobre o Monteiro, que passou à final do challnger na Polônia hj….

Gabriel Potin
Gabriel Potin
19/09/2026 20:54

Dalcim. Vi que se formam 13 cabecas de chave a partir do ranking da davis. Existe chance do Brasil ser um desses cabecas? Parece que hoje esta em 18o lugar. Brasil foi cabeca ano passado?

Andre Borges
Andre Borges
19/09/2026 20:42

Zuado demais esse novo formato da Davis

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

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