Um serviço perdido em cada set, algumas bolas descalibradas e menos da metade de pontos com o segundo saque. Claro que a nova vitória de João Fonseca sobre o ex-número 3 do mundo Stefanos Tsitsipas teve suas imperfeições, mas de forma geral o retorno do top 30 brasileiro ao circuito foi bem satisfatório.
João não competia desde a queda na terceira rodada de Wimbledon e a falta de ritmo foi até menor do que o esperado. Talvez a maior falha tenha vindo na hora de fechar o jogo, perdendo o serviço, mas ele não se desesperou, conseguiu outra quebra e aí sim liquidou com autoridade.
Sem qualquer surpresa, Fonseca tentou martelar o lado esquerdo tão irregular do grego, mas Tsitsipas curiosamente errou muito mais com o forehand (17) do que com o backhand (9). A gritante diferença esteve na profundidade das bolas entre os dois, com vantagem clara para o brasileiro, principalmente quando conseguia tirar o tempo do backhand adversário.
Depois de repetir a vitória obtida na Copa Davis de quase um ano atrás em Atenas, Fonseca se prepara para outro reencontro, desta vez com o norueguês Casper Ruud, a quem venceu por 3 sets a 1 nas oitavas de final de Roland Garros de três meses atrás.
O 14º do mundo é saibrista por natureza, porém já mostrou muita competitividade na quadra dura, como a final do US Open e do Finals de 2020, o título de Estocolmo no ano passado e a final de Acapulco em 2024. Tem procurado jogar de forma mais agressiva, até mesmo a partir do saque, e um jogo de três sets pode lhe dar mais consistência nesse tática ousada.
Daí, Fonseca precisa tomar cuidado. Pontos mais curtos em cima do primeiro saque serão muito bem-vindos e um ataque ao segundo serviço de Ruud pode colocar a pressão necessária que tenderá a render a médio prazo. O jogo deve acontecer na sexta-feira.
Quem avançar, enfrentará o atual campeão Ben Shelton ou o habilidoso Zizou Bergs. Nenhum deles será novidade para o brasileiro: ele fez jogo apertado com o canhoto top 10 no saibro de Munique e ganhou do belga na grama de Eastbourne.
E mais
– Desistências e surpresas agitaram o começo da chave masculina, com destaques para dois holandeses: Tallon Griekspoor tirou Alexander Zverev e Botic van de Zandschulp eliminou Daniil Medvedev.
– O terrível dia dos favoritos viu ainda o herói da casa Félix Aliassime se juntar a Sinner, Alcaraz e Djokovic na lista de ausências.
– Somando-se às quedas de Taylor Fritz e Flavio Cobolli na véspera, o campeão de Washington para o argentino Thiago Tirante e o italiano frente ao alemão Yannick Hanfmann, só dois top 10 estão de pé: De Minaur e Shelton.
– Cerúndolo, Rublev, Khachanov, Humbert, Vacherot, Etcheverry e Buse se somaram aos cabeças eliminados, mas ainda assim a terceira rodada terá jogos promissores, como Jodar x Musetti, Paul x Tien, Lehecka x Blockx, e Tiafoe x Rinderknech, além é claro de Fonseca x Ruud.
– O 1000 de Toronto também viu algumas novidades, a maior delas a vitória de Cathy McNally em cima da campeã de Wimbledon, Linda Noskova, que cometeu um caminhão de erros: 48, incluindo 11 duplas faltas.
– Elena Rybakina fez 16 duplas faltas e Jessica Pegula precisou de virada em suas estreias, Coco Gauff se enrolou no segundo set. Em contraste com Mirra Andreeva e Naomi Osaka, que venceram com autoridade.









Tbm achei animador o jogo do Fonseca levando em consideração o tempo de inatividade..
E, clr que o Ruud nos dias de maior inspiração pode ser muito perigoso mesmo em quadras duras(o currículo dele fala por si) mas, claramente tem um jogo que m rende nessa superfície da mesma forma que rende no saibro.. vejo o Joao com algum favoritismo para esse jogo sim..
Eventuais OFs contra o atual campeão Shelton sim, seria um jogo consideravelmente mais desafiador e dae sim, o favoritismo estaria do outro lado da quadra..
A partida contra Casper, o Rude, poderia ser a Final, é uma pena ser tão no início do torneio…
Rude, ou NãoRude? ZeroRude, Anti-Rude, ARude?
Por qual motivo deveria ser a final ? Cada uma !!
Sinto que o Aberto do Canadá em pouco tempo estará pedindo para voltar a ser realizado em 1 semana, essa extensão do torneio só o prejudicou, ausências, atletas que antes estreavam a temporada de quadras duras em Washington começaram a debutar no Canadá, visivelmente sem ritmo. Desde que se expandiu a data o torneio tem passado por essas desventuras, vamos ver Xangai esse ano, minha aposta é que será um caos equivalente ao ano passado, ou quiçá pior…
Um evento sem Zverev, o grego e o Medvedev só pode ser comparado a um sem o Big3, imagino a frustração da plateia com o restante do evento kkk. O esporte agradece…
Quem diz que o João “jogou mal” só viu o primeiro set, que foi realmente abaixo. No segundo ele esteve bem, com excessão do game que sacava pra fechar, e foi quebrado, como bem destacou o Dalcim. Boa partida, no geral, pra pegar ritmo.
Não! Passa pelo Rud sem chance!
GOAT dos esportes (quinto do mundo) deve estar se lamentando muito agora por ter desperdiçado mais um Big Title na mão sem Sinner, Alcaraz, Zverev e Aliassime.
Kombistas estão tão sumidos ( amam o Esporte rs ) , que quando aparecem, falam de ” goat ” . JF está presente e falam do costumeiro ” ausente ” . Este desde Nov/ 2023 somente levou 3 ATPs 250 , a nível ATP . Até parece que seria o favorito do Masters 1000 do Canadá, Torneio que não vence há uma década… Rsrsrs,Abs !
Na verdade, ele levou dois 250 em 2025 e o ouro olímpico em 2024. Ué, com a queda do Zverev e desistência do Aliassime, seria o de melhor ranking no torneio.
Sim, não vence porque só disputou em 2018 depois de 2016, dando sempre preferência pra Cincy, quando não pulou os dois ou foi impedido de jogar.
JF penou contra o ex-jogador em atividade Tsitsipas, humilhado impiedosamente em Wimbledon pelo vovô de 39 anos. Vamos ver se melhora pra ir longe no certame.
Rsrsrs, abs!
O seu ídolo já ganhou bastante coisa. Deixa um pouco pros outros, poxa.
Vai ver já não tem mais espaço pra mais nada na sala de troféus.
Se não tivesse espaço, já teria parado, rs.
Amigo Paulo, a preferência do GOAT é Cincinnati e não o Canadá, independente de quem deixou o torneio ou não, o GOST não disputaria o Masters do Canadá…
Achei o jogo de um nível técnico bem baixo. Não é à toa que o grego despencou no ranking. Continua jogando muito mal. Teve uma leve reação ao ganhar um ATP 250, onde sofreu em quase todos os jogos, e isso no seu piso predileto, aliás no único piso que ainda faz alguma coisa, o saibro. No piso duro, só campanhas decepcionantes, conseguindo perder pro di MInaur, super freguês. E ainda continua reclamando de tudo, hoje foi do piso da quadra. João também foi bem mal, mas vamos levar em consideração a falta de ritmo. Torneio bom para ir longe, sem os melhores, hoje foi a vez do Aliassime abandonar e quedas de “favoritos”.
Dalcim, senti o João melhor fisicamente (na aparência, já que a mobilidade ainda sofreu um pouco a falta de ritmo). Concorda com isso? Não acha que ele ainda bloqueia um pouco demais os saques e pode aprimorar um pouco a devolução? O que será que o Ruud vai trazer de diferente pra tentar evitar nova derrota? Abraço
O bloqueio é um recurso importante, Henrique, desde que seja profundo. O grego tem um primeiro saque bem respeitável, então achei que ele fez boa opção. Acredito que Ruud vai tentar apostar na regularidade, tentando colocar o máximo de primeiro saque em quadra para não ficar vulnerável ao ataque. Abraço!
Zverev quando é franco favorito segue sendo…Zverev…
Sabes nada mesmo de Tênis. Zverev aos 29 , já possui 500 Vitórias na carreira. Pesquise quantas Wawrinka e Monfils , ambos na faixa dos 40 ,possuem. É incrível como és um autêntico comentarista de resultados.. rs . Abs !
Discordo totalmente de você… Depois do que Zverev fez no árduo Roland Garros 2026, mudou todo meu ponto de vista sobre ele…
Rapaz, mas rapaz, que jogo foi esse, e sem desmerecer o jogo do JF, como caiu o jogo do Stefanos, mesmo com o pai ou sem o pai, nada se agregou, e é dificil, está pagando o preço de ter o pai como treinador, escolhas são escolhas, e agora vai acreascentar o que no jogo dele ?
Embora seja marrento, e mal educado na maioria das vezes, mas ele tinha jogo de outrora. E agora ??? Backhand vulnerável demais, e o forehand pior ainda, mas que situação hein, acho que o grego , se ele quiser voltar, vai ter que remar demais, mas demais mesmo, e com esse circuito atual ?
JF não tinha nada com isso, embora com começo irregular, foi lá e ajustou, bom pra ele, que siga em frente.
Porém acredito ser inteiramente possível esta reinvenção de Tsitsipas. Um bom início seria sua alma se tornar menos grega e mais espartana.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk,
E gritar: Espartanos !? Aqui é mEspartaaaaaaaaaa
Sim, e nessa virada de chave talvez até a Paula Badosa voltaria, declarando: “Eis o Homem! Meu Homem!”
Assisti o set inicial do jogo do JF, pra mim inesperadamente muito equilibrado, pois na atualidade o brazuca é muito mais jogador do que o grego, que sempre teve um BH de uma mão mais vulnerável; como exposto pelo Dalcim, com certeza a falta de ritmo influenciou. O próximo jogo será mais exigente, mas nesse piso rápido sou mais o brazuca.
Agora a preocupação principal do momento, ao menos para mim, é o Alcaraz, que já desistiu de Cincy e talvez nem vá ao USO, pois como exposto na matéria do site, há duvidas se ele estará plenamente recuperado ou não. Que contusão complicada hein…
Buenas Dalcin
Parabéns ao JF, mas tenho uma pergunta fora desse topico;
Essa lesão no punho do Alcaraz, pode ser considerada parecida com a do Del Potro e a do Thiem?. Que praticamente sacramentou a aposentadoria deles, visto que nunca mais conseguiram atingir o mesmo alto nível que jogavam.
Não tenho detalhes clínicos para tentar fazer a comparação, Edval, mas certamente é um caso preocupante. Delpo e Thiem precisaram de cirurgias, o que até agora não aconteceu com o Alcaraz.
Em rápida pesquisa na internet (o que significa que não são informações 100% confiáveis) apurei que o Alcaraz não sofreu rompimento de ligamentos. É um quadro de sobrecarga e inflamação extrema (tenossinovite). O tendão e a bainha sinovial (uma espécie de capa lubrificada que protege e envolve o tendão do punho) estão no lugar, apenas precisando de tempo para desinchar.
Já Del Potro e Thiem sofreram lesões anatômicas de ruptura (ruptura de ligamento no argentino e rasgo da bainha sinovial no austríaco). Houve quebra da estrutura física do punho.
A meu ver, o maior desafio do Alcaraz ao voltar será recuperar a confiança tendo que alterar, ainda que ligeiramente, a biomecânica dos golpes, sobretudo do forehand, sob pena da lesão recrudescer.
Boa, André! A julgar pela decisão de não operar, tudo indica ser esse o quadro. Por outro lado, penso que só um ajuste de empunhadura e/ou movimento não seria suficiente. Ele teria tb que reduzir a intensidade de seu jogo, mas pra isso ele teria que nascer de novo e não se chamar mais Alcaraz, pois intensidade é a marca de seu jogo e razão de seu sucesso. No momento, só consigo pensar em um fator positivo: ele tem o tempo a seu favor e, portanto, só deve voltar qdo estiver 100% recuperado, ainda que isso leve uma pequena ‘eternidade’. Se não fizer isso, a encrenca voltará e lhe encurtará a carreira.
Parabéns ao Fonseca, temi que pudesse ser surpreendido por falta de ritmo. E o que aconteceu com o jogo do grego? Vendo-o jogar, me parece tudo igual a antes, é como se de repente a fórmula que o fez 3 do mundo não funcionasse mais… Alguém tem algum dado estatístico concreto de uma queda de desempenho em algum fundamento?