Ljubicic explica por que atualmente é mais fácil ganhar 7 Grand Slam

Carlos Alcaraz e Novak Djokovic (Foto: Tennis Australia)

Turim (Itália) – Após a conquista do espanhol Carlos Alcaraz no Australian Open, onde se tornou o homem mais jovem a fechar o Grand Slam de carreira com sua sétima taça deste porte, o croata Ivan Ljubicic, ex-número 3 do mundo, explicou por que acredita que caçar esses números é mais fácil hoje em dia do que o passado.

“O que (Roger) Federer, (Novak) Djokovic e (Rafael) Nadal fizeram, ou seja, ganhar 20 ou mais títulos de Grand Slam, talvez torne mais fácil ganhar sete hoje, aos 22 anos de idade”, afirmou Ljubicic em um programa na Sky Sports.

“Não sei se estou me fazendo entender. Mas, por exemplo, antigamente o máximo era Pete Sampras. E quando ele chegou a 14 Grand Slam, pensamos: ‘Eu preciso chegar lá’. Hoje, porém, a meta é diferente, pois o objetivo dele é 25. Portanto, ainda está longe de ser alcançado”, acrescentou o croata.

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Para ele, o aumento no recorde de títulos de Grand Slam faz com que mudem a perspectiva do que é ganhar bastante. “Do ponto de vista mental, você diz para si mesmo: ‘Está tudo bem, 7 não é um número incrível porque eu preciso chegar a 25’. É diferente de: ‘Eu tenho 7 e preciso chegar a 10’”, explicou.

“Então, na minha opinião, é mentalmente mais fácil ganhar sete Grand Slams agora do que para um Borg que ganhou sete quando era muito jovem”, finalizou o croata, que teve como melhor campanha em Slam uma semifinal de Roland Garros em 2006.

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Edmar
Edmar
2 meses atrás

Mais fácil somente para caras como Sinner e Alcaraz, os demais lutam para ganhar um.

Thiago Timóteo
Thiago Timóteo
2 meses atrás
Responder para  Edmar

ljubicic só falou verdades, hoje o Tour é fraquíssimo

O cara que rivaliza com os dois jogadores mais fortes da geração atual é um cara de 3 gerações atrás, com quase 40 anos. Patético demais!

Wanderson
Wanderson
2 meses atrás
Responder para  Thiago Timóteo

Oxem, mas essa geração era forte quando djokovic farmou aura em cima deles… antes do alcaraz surgir djokovic estava inflando seus números jogando finais de slams contra Tsisipas, Ruud, Berretini, Medvedev etc..

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
2 meses atrás
Responder para  Wanderson

Vitórias em finais de slam de Djoko

Venceu 4 contra Federer;
Venceu 5 contra Murray;
Venceu 4 contra Nadal;
Venceu 2 contra Medvedev;
Venceu 1 contra Thiem;
Venceu 1 contra Del Potro.

Vamos basear as opiniões em fatos?

Wanderson
Wanderson
2 meses atrás
Responder para  Paulo Sérgio

Ganhou 7 grand slams jogando contra uma geração pífia kyrios, berretini, Tsisipas, Medvedev, Ruud etc.. os oponentes favoritos de Djokovic e seus fãs.

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
2 meses atrás
Responder para  Wanderson

Baghdatis, Philippousis, Gonzales, Blake, Hewitt, Roddick, Agassi velho

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
2 meses atrás
Responder para  Wanderson

Não existe ranking inflado. A posição no ranking representa o desempenho nos torneios nas últimas 52 semanas. Portanto, ranking inflado faz parte dos mi-mi-mi, blá-blá-blá, conversa fiada e desculpa esfarrapada que sempre aparecem por aqui.

Wanderson
Wanderson
2 meses atrás

Não falei de ranking falei dos 7 grand slams que ele ganhou de uma geração fraquissima.

Terso
Terso
2 meses atrás
Responder para  Wanderson

Concordo plenamente com você meu amigo,pura verdade

Renato dos santos Pachecocon
Renato dos santos Pachecocon
2 meses atrás
Responder para  Thiago Timóteo

Concordo. No auge do guga ou em sua época o top10 só tinha cachorro grande. Quase todos foram número 1 e vendedores Slam!

Will, de Stranger Things
Will, de Stranger Things
2 meses atrás

Diria que pra os melhores jogadores é mais fácil.
Antes poderia ter campeões aleatórios em Slam, hj é quase impossível.
Agora pra um Ruud da vida, aí é complicado

SANDRO
SANDRO
2 meses atrás

Ganhar 7 Grand Slams hoje é mais fácil porque o “maior obstáculo” para Sinner e Alcaraz é um Senhor de 38 anos e não jovens da faixa etária deles… Tirando Alcaraz e Sinner, o GOAT Djokovic é superior a qualquer tenista em atividade que tenha entre 20 e 30 anos, tanto que venceu Sinner e fez jogo duro com Alcaraz na Final do Australian Open.!!!

Pedro
Pedro
2 meses atrás
Responder para  SANDRO

Errado. O maior obstáculo para Alcaraz é Sinner, e o maior obstáculo para Sinner é Alcaraz. Ou então vc parou de assistir tênis em 2023.

SANDRO
SANDRO
2 meses atrás
Responder para  Pedro

Você que não assistiu ao Australian Open 2026 Djokovic eliminando Sinner e ao Australian Open 2025 Djokovic eliminando Alcaraz…

Última edição 2 meses atrás by SANDRO
Kario
Kario
2 meses atrás

Sério q eu li isso? E os outros tenistas – digamos – os outros 9 do top ten? Vão aceitando? Não há mais uma divisão de troféus? Ele já está prevendo q Alcaraz e Sinner vão ficar dividindo quase todos entre eles nos próximos 15 anos?

Gilvan
Gilvan
2 meses atrás
Responder para  Kario

Está muito claro que isso vai acontecer.

Thiago Silva
Thiago Silva
2 meses atrás

Se fosse fácil o Zverev já teria vencido pelo menos um.

Joaci
Joaci
2 meses atrás
Responder para  Thiago Silva

Com certeza.

Luis
Luis
2 meses atrás
Responder para  Thiago Silva

Exatamente
Não tem nada fácil
Pega uma raquete de tênis e vai lá,
Fácil? É falar aí é fácil mesmo

JClaudio
JClaudio
2 meses atrás

O problema não é a afirmação…é a explicação.

Leonardo
Leonardo
2 meses atrás

Não tem nenhum sentido. Margareth Court chegou a 24 GS nos anos 70, e nem por isso ficou mais facil chegar perto do seu recort. Graff chegou aos 22 nos anos 90, quase 20 anos depois, Serena chegou aos 23 GS em 2017, de novo 20 anos depois, e agora o que vemos é uma pulverização de GS nas mulheres, não uma concentração sendo mais facil chegar a 7 ou a 10. A concentração dos GS nas mãos de Alcaraz e Sinner não tem nada a ver com o big 3, tem a ver com o dominio deles. O fato do record agora ser 24 e não 22 do Nadal ou 20 do Federer ou os 14 do Sampras, não faz o caminho mais facil. Talvez facilite saber que é possivel, mas daí atingir, tem que combinar como pelo menos outros 20 jogadores do circuito tentando o mesmo e com condições de ganhar GS

Última edição 2 meses atrás by Leonardo
SANDRO
SANDRO
2 meses atrás
Responder para  Leonardo

Deixa de ser dissimulado, o assunto em voga não é “tênis feminino”, acorda!!!

Leonardo
Leonardo
2 meses atrás
Responder para  SANDRO

Ele diz que o fato de ter acontecido, torna mais facil. O tenis feminino é somente uma comparação valida de situações similares. No masculino o fato de estar acontecendo agora é mera coincidencia. Alguem vai ganhar os GS, mas a concentração nas mãos de 2 ou 3 vai depender de cada geração. Vão ter pelo menos 20 brigando para ser esses 2 ou 3. O fato do tenis masculino sair de uma concentração no big 3 e aparentemente estar indo para uma nova no big 2, é uma coincidencia de geração. Podiamos estar em uma fase como passamos em 1997 a 2005 aonde começamos a ver uma maior variedade de campeões com o inicio do declinio fisico de Sampras e Agassi até a chegada de Federer e Nadal, e depois Djokovic. O tenis feminino é uma ilustração de uma situação analoga.

Última edição 2 meses atrás by Leonardo
Marquinhos
Marquinhos
2 meses atrás

Bom Sinner e Alcaraz já estão colocando o sérvio no chinelo há um bom tempo, pois tem dividido os slam e as bofetadas no pirulito.

Luis
Luis
2 meses atrás
Responder para  Marquinhos

A para pai
Qualquer esporte seja em qualquer época a dificuldade são as mesmas

Esporte individual de alto rendimento é assim

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
2 meses atrás

Cadê a matéria com a mais recente opinião de Nadal sobre Djoko? Saiu em todas as mídias menos aqui.

Mário Sérgio Cruz
Editor
2 meses atrás
Responder para  Paulo Sérgio

Paulo, essas declarações do Nadal não são recentes. Essa entrevista é de fevereiro de 2024 e foi repercutida, sim, por TenisBrasil na data em que aconteceu. Só temos que lamentar que outros veículos de imprensa, de forma equivocada e irresponsável, desinformem o leitor ao atribuir declarações antigas como se fossem atuais.

https://tenisbrasil.uol.com.br/nadal-numeros-mostram-que-djokovic-e-o-maior.html

JonasZ
JonasZ
2 meses atrás

Fato a geracao hoje e mais fraca!! Porem as quadras exceto saibro estao iguais com pouca variacao!! Antes tinhamos carpete, grama mto rapida!! Hj isso mudou!!
Tudo pra equilibrar o jogo! O que banalizou por um lado! Os fora da curva se sobressaem… djoko e mto acima do resto e mesmo com 38 se equivale aos 2 melhores com 23 anos!!

Davi Poiani
Davi Poiani
2 meses atrás

Há um canal gringo muito bom no YouTube que se chama “Intuitive Tennis”, do Nikola Aracic.

Outro dia eu vi o Nikola comentando um tweet do ex tenista Alex Dolgopolov. Este comparava o nível geral do tênis atual com a época do Big 3 na qual ele ainda jogava. A análise de ambos em linhas gerais:

No primeiro escalão havia o Big 3 e agora há Sinner e Alcaraz. Em termos puramente tenísticos, técnicos, mesmo nível “goat”, de elite. Obviamente Sincaraz precisam ainda de uns 15 anos para se provar no tempo, na história, nos números e na tradição. Neste sentido não há ainda comparação com Federer, Nadal e Djokovic.

O contraste vem a seguir:
O nível do “segundo escalão” (algo entre o top 4 e o top 15) era bem mais forte na época do Big 3 do que no tênis atual.

Tanto é que havia vários caras que eventualmente podiam fazer frente e “roubar” algum título importante: Del Potro, Cilic, Thiem, Wawrinka… E claro Andy Murray, o melhor de todos dentre os mortais.

Hoje em dia, nenhum dos caras do segundo escalão parece ter o mental ou a capacidade para tirar algum impedir títulos do Sincaraz. Então sim, está sendo mais fácil para eles.

Precisou um senhor de quase 39 anos de idade para quebrar a escrita da mesma final entre Sinner e Alcaraz nos últimos anos.

Descendo no ranking, o nível dos jogadores seria semelhante entre o top 15 ao top 50 em ambas as épocas.

Por sua vez, entre o top 50 e top 100, a coisa se inverteria: hoje em dia o nível geral é maior do que na época do Big 3. O que faz sentido por conta da evolução do esporte, ensino, condicionamento, etc.

Ricardo
Ricardo
2 meses atrás
Responder para  Davi Poiani

perfeito! isso mesmo! Esses caras …. Del Potro, Cilic, Thiem, Wawrinka, Andy Murray eram muito bons, só que encontraram caras excepcionais. Pra ganhar tinham que estar num dia excepcional

Wanderson
Wanderson
2 meses atrás

Falou o cara que nunca passou de uma semifinal

Leonardo
Leonardo
2 meses atrás

Na verdade, a grande diferença intoduzida por Djokovic, Federer e Nadal foi ter apagado uma geração inteira. A geração dos anos 90 deveria ter aos poucos substituido a dos anos 80, mas o Big 3 continuou dominando depois dos 30. Federer ganhou 4, Nadal 8 e Djokovic 11 depois dos 30. Os unicos tenistas nascidos nos anos 90 a ganhar um titulo de GS foram Thiem e Medvedev respectivamente em 2020 e 21 com Federer já fora do circuito. A passagem de bastão realmente aconteceu em 2024 quando Sinner e Alcaraz, geração dos anos 2000 passaram a monopolizar os GS. Então não ficou mais facil chegar mais rapido aos 7GS, porque o exemplo do Big 3 não foi precocidade, o unico precoce foi o Nadal. O exemplo foi longevidade. Para mim, equivocada a analise do Ljubicic

Pedro
Pedro
2 meses atrás

Aham, super fácil… Só um jogador da era atual chegou, e o outro ainda tem 4. O resto nem perto. Cada bobagem…

Carlos
Carlos
2 meses atrás

Hoje sem dúvida é mais fácil, sem Nadal, Federer e Novak, até eu se treinar forte sou capaz de ganhar um Grand Slam!

Última edição 2 meses atrás by Carlos
Luis
Luis
2 meses atrás
Responder para  Carlos

Ah tá
Kkkkkkkk

Denis oliveira
Denis oliveira
2 meses atrás

Claro que é fácil, Alcaraz joga sozinho kkkkkkk queria ver ele na era do big tree kkkkk lá sim era disputado, Murray sozinho já daria mais trabalho pra ele do que qualquer um atual tenista kkkk piada comparar essas geração com a passada

Sergio
Sergio
2 meses atrás

Como no futebol, em que a situação é muito pior do que no tennis, os jogadores mágicos estão escassos. E no futebol, não existe comparativamente a dupla Sinner e Alcaraz.
O tennis dá para assistir o feminino e o masculino, mas o futebol não dá para assistir mais nada, apesar do esforço das mídias em querer mostrar que estamos “cheios de cracks!”

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