A conquista de Guto Miguel e o vice-campeonato de Victória Barros no ITF J500 de Merida, em quadras de saibro no México, garante os melhores rankings para os dois brasileiros no circuito juvenil. O goiano debutou no top 10, ocupando exatamente a décima posição, enquanto a potiguar é agora a 12ª colocada. Guto e Victória também ficam em boas posições programas de aceleração da Federação Internacional (ITF), que oferecem vagas diretas em torneios profissionais para os melhores juvenis do ano.
No circuito masculino, de acordo com o regulamento da ITF, cada jogador que termina o ano entre os 20 melhores do circuito juvenil pode receber até oito vagas em torneios challenger (nível 50 ou 75) da ATP na temporada seguinte. Essas vagas serão divididas entre a chave principal (para os 10 melhores do ranking juvenil) ou no quali (para aqueles que terminarem entre 11º e 20º no ranking), com os jogadores também elegíveis para duas vagas em eventos M15 ou M25 do circuito da ITF.
Como profissional, Guto tem atualmente três pontos na ATP e ocupa a 1.584ª posição no ranking de simples. Já nas duplas, o goiano está no 336º lugar, já com três títulos, no challenger da Costa do Sauípe e nos ITF de São Paulo e Joiville.
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O brasileiro pode seguir o exemplo de João Fonseca, que foi número 1 juvenil há dois anos e utilizou algumas dessas vagas para disputar challengers na América do Sul no início de 2024. Na época, ele ocupava apenas o 727º lugar da ATP. Fonseca acabou nem precisando utilizar todas essas vagas porque subiu rápido no ranking com bons resultados no Rio Open do ano passado e aproveitando os convites no ATP de Bucareste e no Masters 1000 de Madri.
Entre os top 10 do ano passado, destaque para o norueguês Nicolai Kjaer, que terminou 2024 como número 1 juvenil e campeão de Wimbledon na categoria. Hoje com 19 anos, Kjaer já aparece no 133º lugar do ranking profissional, acumula quatro títulos de challenger e vai disputar o Next Gen ATP Finals em dezembro.
Ranking juvenil garante cinco torneios profissionais a Victória

Já no circuito feminino, a posição atual de Victória Barros hoje garantiria vaga em um ITF W50 e quatro W35 do ano que vem, independentemente de ranking profissional e sem gastar convites, que podem ser preservados para torneios maiores. A potiguar ocupa o 1.101º lugar da WTA e disputou sua primeira final como profissional há pouco mais de duas semanas na Turquia, onde também foi campeã de duplas.
No regulamento da WTA também existe um limite de torneios profissionais que as jogadoras menores de idade podem disputar, com aumento gradual entre os 14 e os 17 anos. A partir do momento em que a tenista atinge a maioridade, não há mais limitações. A potiguar, que completa 16 anos em dezembro, poderá jogar 12 torneios profissionais em 2026 e receber até quatro convites.
Uma tenista que aproveitou bem essa aceleração foi Tyra Grant, que recentemente trocou de nacionalidade dos Estados Unidos para a Itália no circuito. Ex-número 2 juvenil, ela teve vagas diretas em um ITF W100, dois em W75 e duas em W50 na temporada de 2025 do circuito profissional. E com bons resultados nesses torneios, saltou do 918º para o atual 239º lugar e chegou a ocupar a 206ª posição.
Top 10 pode render vagas em torneios maiores

O próximo torneio de Victória Barros será o tradicional Orange Bowl, torneio ITF J500 em Fort Lauderdale, que começa em 8 de dezembro. A princípio, ela também jogaria o J300 de Bradenton nesta semana, mas com o ranking atual só conseguiria subir de posição em caso de título. Se a brasileira conseguir chegar ao top 10 no fim do ano, terá ainda mais benefícios para entrar diretamente em torneios mais fortes do ano seguinte. Um exemplo é a australiana Emerson Jones, que terminou 2024 como número 1 juvenil, ganhou entradas diretas para três ITF W100 e dois ITF W75.
Cinco jogadoras: Tyra Grant, Iva Jovic, Mika Stojsavljevic, as campeãs de Slam, Renata Jamrichova e Tereza Valentova, entraram em um W100, dois W75 e um W50. A japonesa Wakana Sonobe e a tcheca Laura Samson (por ser vice de Slam) ganharam vagas em dois W75 e três W50. E outras quatro jogadoras ganharam vagas em dois W50 e três W35.









Rio Open TEM que dar convite pro Guto e Heide na chave principal. Arrisco que com uma preparação forte ambos podem derrubar muitos medalhões do circuito, como Monfils, Berrentine…
Monteiro, João Lucas Reis, Heide e Guto.
Não vejo como não serem esses os WC para a MD.
São só três convites para a chave principal, Monteiro não né, já recebeu vários convites, já deu né
Por que já deu? Ele sempre chega as oitavas/quartas, em sintonia com a torcida já eliminou o Tsonga (top 10 na época), Thiem, Baez, Bellucci. Ele tem história no torneio, e pode surpreender.
No mínimo WC para o Guto no quali, se vai ganhar, ou perder de 6×0 6×4, não importa, ele vai ter a oportunidade de treinar com jogadores top 100, vê suas rotinas, isso nenhum título de ITF te dá.
Uma coisa a meu ver que eles poderiam fazer, é o campeão do Grand Slam juvenil, ter direito a WC no mesmo torneio do ano seguinte, na chave principal do adulto, desde que ele esteja no top 500 ou 300, se estiver abaixo disso para o quali, o que vc acha Mário Sérgio Cruz?
Wimbledon já fez isso algumas vezes na década passada, mas atualmente tem reservado essas vagas para o quali.
Quantas atletas, com ranking melhor q Victória, vão migrar do juvenil para o profissional na virada do ano?
O top 10 do ranking juvenil hoje tem apenas uma jogadora de 2007, a belga Jeline Vandromme.
Entendi. O Guto vai se dar bem, acima dele tem 5 caras de 2007.
O que vale para essas vagas é o ranking do fim do ano, que ainda contam com os jogadores de 2007. A partir de janeiro, ele vai ganhar também essas posições darão a ele um ranking ainda melhor e condições de ser cabeça de chave alto nos Grand Slam, especialmente o AO.
Sensacional!
A uma diferença as melhores juvenis jogam no feminino até o ano de 16, no máximo 17 anos, com várias até com 15 anos.
Por exemplo Coco Gauff, jogou juvenil apenas até o ano de 14 anos.
Mirra Andreeva é de 2007, e seu último torneio juvenil foi fevereiro de 2023.
Lógico isso são excessões, porém as meninas se destacam no mínimo 1 ano antes dos meninos, isso históricamente, isso não é eu que digo e sim a história.
Já no masculino isso muda normalmente é até 17 anos, com vários que jogam até o ano de 18 anos, como o caso do Kjaer, que jogou até o ano de 18 anos, João Fonseca até o ano de 17 anos, Martin Landaluce até o ano de 16 anos.
Learner Torneio até o de 18 anos, *porém ele é de Dezembro.
Isso eu digo entre os que se destacam cedo, e com grande potencial no profissional
Tem mais 2008 que nao vao jogar junior esse ano
Mas o Guto pode ser ultrapassado ainda. Não vale ele tentar um WC pra um
Último torneio? Pq faz mta diferença acabar em 10 ou 11°. Os concorrentes vão jogar
O Mario pode responder com mais exatidão, mas acho q ele já jogou o número máximo de torneios permitidos para juvenis. Se não for por isso, ou lesão, não faz sentido ficar fora do Orange.
Não há exatamente um limite para torneios juvenis, mas é bom sempre reforçar que estamos falando de jogadores em formação. Não faz sentido forçar e arriscar a pré-temporada, que é tão importante nessa fase, por causa de ranking.
Obrigado e parabéns pela matéria!
É muito difícil ele não terminar o ano no top 10, pq tem um que está na frente e defende o título do J500, e não vai jogar, então dois teriam que ultrapassar ele.
Então o top 10 está praticamente garantido