Turim (Itália) – O italiano Andrea Vavassori vê o domínio de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz como algo ainda sem contestação no circuito, mas enxerga no brasileiro João Fonseca o nome mais promissor para ameaçar essa hegemonia nos próximos anos. Em entrevista ao Tennis Open, o duplista afirmou acreditar que o jovem carioca pode chegar ao top 10 já em 2026.
“Hoje não existe um verdadeiro terceiro elemento entre Sinner e Alcaraz. Eles jogam em um nível altíssimo há bastante tempo, praticamente inalcançável para os outros”, analisou Vavassori, ao comentar o atual cenário do ranking da ATP. A distância de mais de seis mil pontos que separa o número 3 do mundo, Alexander Zverev, dos dois primeiros colocados reforça essa percepção de um duopólio bem estabelecido no topo.
Ao projetar o futuro, porém, o italiano não hesitou em apontar Fonseca como o nome mais intrigante da nova geração. Aos 19 anos, o brasileiro ocupa atualmente a 24ª colocação do ranking, após uma temporada de afirmação em 2025, na qual conquistou os dois primeiros títulos da carreira: o ATP 500 de Basileia, em quadra dura coberta, e o ATP 250 de Buenos Aires, no saibro.
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“Para o futuro próximo, eu vejo muito bem o João Fonseca. Gosto muito do jogo dele, embora ainda seja jovem e esteja um pouco atrás de Sinner e Alcaraz. Depois de vê-lo jogar há dois anos, eu disse que ele chegaria ao top 30 em 2025 e ao top 10 em 2026. A primeira previsão já se confirmou. Agora vamos ver se acerto a segunda”, disse Vavassori.
O italiano também citou o tcheco Jakub Mensik como outro talento em ascensão, mas ponderou que ainda falta regularidade para que ele possa, de fato, incomodar os líderes do ranking. Para o duplista de 30 anos, ao menos por enquanto, o caminho segue aberto para que João Fonseca seja o principal nome a tentar romper a atual ordem do circuito masculino.












João Fonseca é uma realidade, cujas visões técnicas não faziam essas previsões a toa, a dois anos atrás. Só precisa que os haters não coloquem “o carro adiante dos bois”. JF está mais do que dentro do que se esperava de Nadal, Federer e Djokovic, quando ainda eram tão jovens quanto o João.
Daí é forçar a barra demais. O Nadal, na semana em que completou 19 anos, já era campeão de Grand Slam e terminou a temporada como o número 2 do mundo.
Djokovic encerrou o ano como número 16 aos 19 anos. O Roger era o 29º.
Se Djoko era o 16 e Federer o 29, então Fonseca está mesmo dentro, não é “Fermando”? Os dois espanhóis não são comparáveis em precocidade.
“de Nadal, Federer e Djokovic,…”
Evandro, a vírgula funciona como o conectivo “e” que representa uma intersecção. Por isso comentei. Para mim o comentário dele se aplica aos três. Se fosse apenas o Roger, eu concordaria. Djokovic seria aceitável também, mas, o espanhol, de forma alguma, na mesma idade.