Tremenda chave em Monte Carlo

Foto: MCCC

A fase dos grandes torneios sobre o saibro europeu não poderia começar de melhor forma. Monte Carlo, que a ATP transformou num Masters 1000 não obrigatório e portanto sujeito a vazios, reúne uma das chaves mais fortes dos últimos tempos, em que pese a ausência forçada do italiano Jannik Sinner.

A parte de cima traz dois grandes candidatos à final: Stefanos Tsitsipas, que ganhou três das últimas quatro edições, e o bicampeão Novak Djokovic, embalado por Miami e tentando reerguer os troféus como em 2013 e 2015. Uma década se passou, mas ele esteve nas duas últimas semifinais.

Para tentar embaralhar as cartas, o alemão Alexander Zverev encabeça a chave. Ele fez duas semis no lento saibro monegasco e poderá cruzar com dois perigosíssimos italianos – Matteo Berrettini e Lorenzo Musetti – antes de chegar em Tsitsipas, cuja maior barreira está em eventuais oitavas contra Holger Rune ou Lorenzo Sonego.

Caso esteja totalmente recuperado fisica e emocionalmente, Djokovic tem uma chave bem propícia para ir novamente à semi. Aguarda Stan Wawrinka ou Alejandro Tabilo – ele tem 21-6 contra o suíço, campeão de 2014 -, pegaria Grigor Dimitrov ou Nicolas Jarry e quem sabe Alex de Minaur ou Daniil Medvedev, mas estes dois precisam tomar cuidado com Sebastian Baez e Alexandre Muller.

Carlos Alcaraz tem histórico incrivelmente pobre no Principado, com uma única participação em 2022 e derrota de estreia para Sebastian Korda. Em momento irregular e pouco afeito a pisos tão lentos, o cabeça 2 ainda vislumbra estreia nada fácil, principalmente se Francisco Cerúndolo ganhar de Fabio Fognini. Ainda está no seu caminho Andrey Rublev, vencedor de 2023, que necessita ser respeitado apesar da fase estranha. Daí dá para pensar em novidades, como Tallon Griekspoor, que vai bem esta semana no Marrocos.

Finalista da última edição e grande nome do piso, é valioso observar Casper Ruud. Ele sai sem holofotes e isso é bom. A sequência de jogos ajuda muito, já que os cabeças em seu caminho são bem menos expressivos no saibro, casos de Jack Draper, Ben Shelton ou Frances Tiafoe. Aliás, seria bem interessante uma semi entre Carlitos e Ruud, que só se cruzaram na terra no primeiro duelo, lá no ATP de Marbella de 2021.

Nenhum dos nomes mais badalados da nova geração vai desafiar Monte Carlo. João Fonseca, Learn Tean e Jakub Mensik dependeriam de convites, já que o último a entrar direto foi o 50º do ranking na lista de um mês atrás, quando o campeão de Miami ainda era 54º. O tcheco estava no quali, mas sabiamente desistiu dias atrás. Dos demais top 20, Taylor Fritz cancelou inscrição e Tommy Paul não quis emendar Houston, onde está na semi.

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Ronildo
Ronildo
3 horas atrás

Dificilmente Djokovic estará recuperado psicologicamente. Por isso achei estranha a opção de disputar Monte Carlo, onde todo jovem dá um tremendo trabalho com bastante correria. Poderia ter escolhido ir à Barcelona e depois Madri, visto estar optando por pontos mais curtos nesta fase da carreira, ou pelo menos está tentando encurtar os pontos. Assim prevejo bastante destempero emocional por parte do sérvio durante o torneio.

Marcos RJ
Marcos RJ
32 minutos atrás
Responder para  Ronildo

Ele mora ali ao lado, a mulher pode até dar uma carona pra ele antes de fazer comprinhas Rssssss. Joga uma ou duas partidas e ganha alguns milhões de dólares pela participação, e ainda faz uns eventos de relações públicas pra PTPA

Astério
Astério
3 horas atrás

Djoko com outra chave fraquinha. As últimas chances estão acabando, Sinner vem aí…

Sandra
Sandra
2 horas atrás

Dalcim , já que o Taylor não vai jogar , existe alguma possibilidade do Djokovic ultrapassar no ranking ?

Rodrigo Juliano
Rodrigo Juliano
2 horas atrás

Pq monte carlo nao é obrigatório?

Rodrigo Juliano
Rodrigo Juliano
1 hora atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

Entendi, mas tem um motivo para ser mantido como um masters 1000 msm nao sendo obrigatório?

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 hora atrás

Dos TOP 12 do momento, apenas Sinner e Fritz , de fora do MASTERS 1000 de Monte Carlo. Djokovic é excelente Saibrista e Bicampeão, portanto justifica sua presença. Acho que Grego desta vez terá companhia indigesta. Carlos Alcaraz, Bicampeão no Saibro lento de Barcelona, é pra mim candidato a fazer sua primeira FINAL no Principado . E porque não contra Novak Djokovic, já que finalmente estão em lado opostos na chave ? …rs. Abs!

Victório Benatti
Victório Benatti
45 minutos atrás

Para variar, Djokovik só pega moleza nas primeiras rodadas. Aliás, nem joga a primeira fase. Entra direto na segunda.
É um sortudo mesmo!

Fabio Grisard Xavier
Fabio Grisard Xavier
14 minutos atrás

Dalcim, explica melhor essa questão da obrigatoriedade. Me corrija, os 16 principais resultados são contabilizados pro ranking de 52 semanas. E se for jogador “top”, precisa jogar todos os 1000, mas Monte Carlo pode ser substituído por um 500 ou 250? É isso, ou funciona de outra maneira?

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

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