Título irá recolocar Stefani no top 10 do ranking de duplas

Luisa Stefani (Foto: Jimmie48/WTA)

Dubai (Emirados Árabes) – Além de buscar seu quarto troféu de nível 1000 e o primeiro título ao lado da canadense Gabriela Dabrowski desde 2022, a paulistana Luísa Stefani pode anotar outro grande feito em sua carreira neste sábado e retornar ao grupo das 10 melhores duplistas do mundo. Ela ocupa o 14º lugar no momento e ultrapassará quatro concorrentes.

A decisão deste sábado será contra as veteranas Laura Siegemund, ex-parceira de Bia Haddad Maia, e Vera Zvonareva. As duas superaram nesta sexta-feira as romenas Jaqueline Cristian e Elena Ruse, por 6/3 e 7/6 (8-6). A alemã de 37 anos e a russa de 41 surpreenderam as favoritas Sara Errani e Jasmine Paolini na segunda rodada. Stefani, ao lado de Ingrid Martins, ganhou das duas em Pequim de 2023.

“Super feliz com a primeira final da temporada, mais um jogo duro contra elas, um jogo que acaba incomodando, mas mantivemos a paciência”, contou Luísa. “Fizemos pequenos ajustes dos jogos passados, aproveitamos as oportunidades no segundo set e jogamos um supertiebreak mais sólidas, mais firme que elas. As margens são pequenas, aproveitamos alguns erros para ganhar o momento, a positividade para terminar o jogo melhor que começamos”.

Stefani entrou pela primeira vez no top 10 no dia 1º de novembro de 2021, poucas semanas depois de sofrer grave lesão no US Open, e se manteve no top 10 até a segunda semana de janeiro.

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Devido à cirurgia e longa recuperação, chegou a cair para o 279º posto em outubro dessa temporada, quando então retornou ao circuito e, em apenas um mês, reentrou no top 50. Ela também teve mais duas passagens pelo top 10, a primeira entre setembro e outubro de 2023, e a segunda entre abril e maio de 2024.

Até hoje, apenas sete profissionais brasileiros apareceram no top 10 de simples ou de duplas: os números 1 Gustavo Kuerten e Marcelo Melo, Bruno Soares (2º), Cássio Motta (4º), Carlos Kirmayr (6º) Stefani (9º) e Bia Haddad Maia (10º), que é a única a ter figurado nessa posição tanto em simples como em duplas.

Na Era Amadora, sem ranking matemático, Maria Esther Bueno figurou nessa faixa por 10 anos consecutivos, entre 1959 e 1968, tendo sido apontada como número 1 ao final de três temporadas. Como duplista, também foi a melhor em 1960, tendo vencido todos os Grand Slam.

Entre as melhores da temporada

Stefani e Dabrowski já estão no terceiro lugar entre as parcerias com melhor pontuação na temporada 2026, subindo um posto em relação à semana passada. Com 1.820 pontos, só ficaram atrás de Aleksandra Krunic e Anna Danilina, a quem derrotaram nesta sexta-feira, que somam 3.080, e de Elise Mertens e Shuai Zhang, com 2.020. O eventual título em Dubai elevará Luísa e Gabi para 2.170 e portanto à vice-liderança.

Dabrowski também sobe no ranking com a final em Dubai. Ela passa a ser a terceira na lista individual, repetindo seu recorde pessoal anterior, e poderá ser a vice-líder em caso de título neste sábado.

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