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Time de Bia monitora saúde, sono e estatísticas

Equipe de Bia tem o fisioterapeuta Paulo Cerutti, o técnico Rafael Paciaroni e o preparador físico Rodrigo Urso (Foto: Reprodução/Instagram)

Mário Sérgio Cruz

São Paulo (SP) – Enquanto se prepara para retomar seu calendário de competições em agosto, Beatriz Haddad Maia tem plena confiança no trabalho de sua equipe. Durante o recente encontro com jornalistas em São Paulo, na última semana, Bia explicou que o time formado pelo técnico Rafael Paciaroni, além do fisioterapeuta Paulo Cerutti e o preparador físico Rodrigo Urso monitoram dados de saúde e estatísticas da atual número 1 do Brasil e 13ª do mundo.

“A gente sempre se baseia no trabalho com meu preparador, com o meu físio e com o Rafa. Temos um controle de carga muito profissional. Eles sabem como eu estou dormindo, sabem do meu humor e das dores eu tenho articulares ou musculares para fazer o tratamento. Eles sabem meu período menstrual. Sabem tudo para poder tomar as decisões do calendário, por exemplo”, disse Bia aos jornalistas.

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“A gente trabalha com uma empresa de estatísticas, onde na plataforma eu consigo sempre assistir aos jogos que eu quero, das minhas adversárias. Também tem highlights no próprio YouTube, mas para mim isso é trabalho. Eu assisto porque quero aprender, porque quero estudar. Confesso que quando sou eliminada, não gosto tanto de ver os jogos daquele torneio. Querendo ou não, é um mini-objetivo que não foi alcançado, mas eu tenho que assistir para ver onde cometi algum erro ou poderia fazer algo melhor para sair vitoriosa”, acrescentou a jogadora, que chegou à semifinal de Roland Garros e às oitavas em Wimbledon.

Apesar de ter sofrido uma recente lesão no joelho no início da temporada de grama e uma contratura na região lombar durante seu jogo das oitavas em Wimbledon, ela reforça que não há motivo para pensar em mudanças no trabalho de preparação física ou médica, citando números e também o longo período que passou sem lesões nos últimos dois anos.

“Não muda. Se eu for olhar todo o tempo que fiquei sem machucar e comparar com esses últimos dois meses, é uma proporção muito pequena. Assim como eu falei, foram fatalidades os dois. Em um eu caí e no outro foi uma contratura muito forte”, explicou a paulista de 27 anos. “Nas costas, faço um controle há mais de dez anos. A minha articulação está boa. Era o nosso receio e cuidado com ela. A gente faz um trabalho preventivo e de fortalecimento, especialmente o Paulo e o Rodrigo, que tem o contato direto e também o médico Gilbert Bang, que me acompanha há muitos anos. Poucas vezes eu falo, mas ele é uma pessoa fundamental no meu time nesse processo”.

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“E sobre o meu joelho, tive uma lesão muscular e uma outra que vou ter que lidar por um tempo. Em algumas semanas, ainda vou estar sentindo, mas o meu quadro clínico está melhor. Se a gente for ver no circuito, todos os tenistas têm algum tipo de dor. Faz parte da nossa carreira e agora eu tenho que lidar com esse incômodo no joelho”, complementou a brasileira, que não pôde defender o título em Birmingham por causa dessa lesão.

Transição do saibro para a grama e participação nas duplas
Bia também foi questionada sobre a rápida transição que fez do saibro para a grama, jogando em Nottingham logo depois da boa campanha em Paris e também comentou sobre as escolhas de disputar os circuitos de simples e duplas no alto nível. “Esse é um tema que eu refleti bastante e posso até falar de números. Muita gente me pergunta sobre essa passagem de Roland Garros para a grama e a minha relação com a dupla, que a gente também sabe que exige do corpo. Vou colocar os pontos que eu tinha anotado em relação a isso: Se eu fosse comparar 2022 com 2023, o número de jogos que eu tinha feito de simples do início da temporada até Wimbledon foi de 49. Este ano foram 41. De duplas, tinha feito 35 e este ano fiz 22”.

“Então, se eu fosse somar, fiz bem menos jogos e me desgastei menos. Mas talvez o nível de exigência seja maior, por estar só em torneios de primeira linha. Os meus jogos foram mais intensos duraram muito mais. Acaba um pouco comprometendo um pouco mais o meu corpo. Mas é uma questão muito pessoal”, avaliou. “Este ano, alcancei pela primeira vez o top 10 de simples e de duplas. Quando eu comecei a jogar dupla, não era o meu primeiro objetivo. Estava lá para melhorar em simples, mas a gente chegou onde chegou e pôde sonhar em alcançar coisas maiores”.

“E nas simples, talvez a decisão de já jogar na semana seguinte na grama foi por dois pontos: No controle de carga eu estava dentro da média. Estava me sentindo bem. E o segundo ponto, que foi fundamental, era não voltar para o Brasil naquele momento para não cair no ‘oba-oba’. Eu não queria, naquele momento, me desconcentrar. Queria continuar na nossa ‘bolha’ para não me distrair. A gente queria realmente seguir o nosso trabalho, pensando no que tinha para evoluir e já aproveitar para jogar na grama. E aí acontece a fatalidade de sentir o meu joelho no jogo, mas foi mais ou menos esse o motivo da decisão”.

Calendário de Bia até o US Open
O próximo torneio de Bia no circuito será o WTA 1000 de Montréal, que começa no dia 7 de agosto. A brasileira foi finalista da competição no ano passado. Depois de atuar no Canadá, ela joga o WTA 1000 de Cincinnati, a partir de 13 de agosto. Já o US Open começa no dia 28 do mesmo mês.

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