Técnicos exaltam força mental de Sinner: “Sempre volta mais forte”

Jannik Sinner e sua equipe (Foto: Andrew Baker/AELTC)

Londres (Inglaterra) – O bicampeonato de Jannik Sinner em Wimbledon também foi celebrado por seus treinadores, Darren Cahill e Simone Vagnozzi. Após a vitória de virada sobre Alexander Zverev na decisão deste domingo, a dupla destacou a capacidade de reação do italiano após a dolorosa derrota na segunda rodada de Roland Garros, além de explicar alguns dos fatores que levaram o número 1 do mundo ao quinto título de Grand Slam da carreira.

Para Cahill, a maior qualidade de Sinner vai muito além do talento dentro de quadra. O treinador australiano ressaltou a maneira como o italiano consegue absorver derrotas difíceis e rapidamente voltar a trabalhar em busca de novos objetivos.

“O que mais nos orgulha é sua capacidade de se levantar. Ele sofreu golpes muito duros durante estes anos, como os match-points perdidos contra Carlos [em Paris 2025] ou o que aconteceu este ano em Roland Garros. Mas, no dia seguinte, ele sempre nos liga para perguntar: ‘O que fazemos agora? Quando voltamos a treinar? Qual é o próximo objetivo?’. Essa é a forma como ele entende o tênis e também a vida. Toda vez que recebe um golpe, volta mais forte”, destacou o técnico australiano.

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Embora reconheça que a conquista tenha um significado especial, Cahill evitou classificá-la como a mais importante da carreira do pupilo. Segundo ele, a reação nas semanas seguintes à derrota no saibro francês foi o grande diferencial.

“Não acredito que este Grand Slam tenha sido mais importante do que qualquer um dos anteriores. É verdade que muita coisa aconteceu durante estes últimos seis meses. Na Austrália, ele perdeu para um Novak Djokovic que jogou um tênis extraordinário. Depois veio o que aconteceu em Paris, onde até hoje não sabemos exatamente o que ocorreu.”

“O importante foi a reação. Chegamos a Wimbledon 12 dias antes porque decidimos não jogar nenhum torneio preparatório. Sabíamos que os primeiros jogos seriam difíceis, mas Jannik simplesmente abaixou a cabeça e trabalhou. Ele teve uma atitude fantástica durante todo o torneio. Vai ter uma carreira muito longa e continuará tendo oportunidades para ganhar muitos Grand Slam, mas este título tem um significado realmente especial”, complementou.

Evolução constante e ajustes após Roland Garros

Questionado sobre o desenvolvimento técnico de Sinner, Simone Vagnozzi afirmou que, mesmo após cinco temporadas de evolução, ainda há diversos aspectos a serem aprimorados.

“Estamos muito satisfeitos com a evolução que ele teve durante estes cinco anos, mas ainda há muitas coisas para melhorar. Nosso projeto sempre foi transformá-lo em um jogador mais agressivo, que suba mais à rede e introduza mais variações em seu jogo, como as deixadas.” Cahill entrou na conversa em tom bem-humorado. “Isso sim… menos deixadas quando está sacando para ganhar a partida”, disse aos risos.

Vagnozzi completou destacando a importância de manter a busca por evolução. “Exatamente. Mas, para um jogador deste nível, é fundamental entrar em quadra todos os dias com um novo objetivo. Não basta manter o nível”, explica.

Cahill citou alguns dos maiores campeões da história para reforçar esse pensamento. Vimos isso com Federer, Nadal, Djokovic e Murray. Eles nunca deixaram de evoluir. Agora Zverev está jogando de uma forma diferente contra Jannik, Carlos vai voltar muito forte e isso obriga a continuar crescendo constantemente.”

Dificuldades com temperaturas extremas

O treinador australiano também revelou que a equipe fez pequenos ajustes na preparação após Roland Garros, onde Sinner sofreu com o forte calor, mas evitou comentar detalhes médicos.

“Os relatórios médicos pertencem ao Jannik e não vamos falar sobre eles. Fizemos, sim, algumas pequenas mudanças na preparação. Até durante as partidas é possível ver que agora ele deixa a quadra entre os sets para trocar de roupa, passar alguns minutos no ar-condicionado e seguir uma rotina muito específica quando faz muito calor.”

“É preciso lembrar que ele é um garoto que cresceu nos Alpes Italianos. Quanto mais tempo passar treinando em condições de calor, mais preparado estará. Este foi um dos Wimbledons mais quentes de que nos lembramos e ele administrou isso muito bem”, celebrou.

Vagnozzi minimiza ausência de Alcaraz

Sobre a ausência de Carlos Alcaraz no circuito nos últimos meses, devido a uma lesão no punho, Simone Vagnozzi minimizou qualquer influência. “Nossa mensagem é sempre a mesma: cada jogo é uma final. É verdade que, quando seu grande rival não está, pode existir um pouco mais de pressão, mas tentamos manter as coisas muito simples e pensar apenas na próxima partida, dia após dia.”

Por fim, a comissão técnica explicou que ainda não definiu o planejamento para a sequência da temporada. “Neste momento não estamos pensando em Montreal nem em Cincinnati. Hoje à noite ou amanhã vamos conversar e decidir como organizar as próximas semanas”, afirmou Vagnozzi.

Cahill completou: “Este ano temos uma semana a mais em relação à temporada passada entre Wimbledon e o Canadá, então poderemos planejar melhor. Os Masters 1000 continuam sendo uma prioridade e nossa intenção é preparar Jannik para competir no mais alto nível em todos eles.”

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DENNIS
DENNIS
34 minutos atrás

Taí a fórmula do sucesso, talento e muito trabalho. Mentalidade de campeão.

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