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Swiatek: “Me concentro no processo e não nos resultados”

Foto: BNP Paribas Open

Indian Wells (EUA) – Classificada para a decisão do WTA 1000 de Indian Wells pela segunda vez nos últimos três anos, a polonesa Iga Swiatek vai em busca do seu segundo título na Califórnia. Depois de bater a ucraniana Marta Kostyuk por 6/2 e 6/1 na última sexta-feira, a número 1 do mundo terá pela frente a reedição da final de 2022 contra a grega Maria Sakkari.

Esta será a 23ª decisão da carreira de Swiatek, que, aos 22 anos de idade, possui 18 troféus no circuito. Dona do décimo maior reinado do tênis feminino, com 94 semanas na liderança do ranking, e já bastante acostumada a disputar as fases mais agudas dos principais torneios do calendário, ela admite que não há como evitar pensar em título ao longo de uma campanha, mas prefere focar jogo após jogo.

“Eu não diria que esses pensamentos não surgem, porque surgem. A questão principal é o que você vai fazer com isso. Se você realmente vai se concentrar nisso ou vai caminhar passo a passo, lembrando sempre de que ainda tem trabalho a fazer. Acho que sou muito boa em fazer essa segunda coisa, não gosto de focar nos resultados. É melhor eu focar no processo, para que mesmo quando eles surgirem eu saiba o que fazer”, explica.

Ainda segundo ela, não existe uma determinada fase das competições em que esses pensamentos vêm à tona e que a cada semana é preciso lidar com isso de uma forma. “É sempre diferente. Às vezes eles não aparecem nem no match-point da final, porque você sente que ainda está longe. Portanto, não há uma fórmula”, enfatiza a melhor jogadora do mundo.

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Swiatek também foi questionada na coletiva de imprensa sobre aqueles que considera serem os seus principais atributos de jogo, e ela elencou três deles. “Eu diria que no geral a intensidade, a disciplina e meu topspin. Eu precisava aprender a equilibrar essa intensidade. Quando eu era mais nova, em certo ponto fui uma jogadora mais defensiva, mas quando comecei a trabalhar com o Tomasz [Wiktorowski, treinador] ele me ensinou a ser mais agressiva e aí é preciso equilibrar isso.”

“A disciplina veio quando a Daria [Abramowicz, psicóloga] entrou na equipe e me ensinou como ter mais foco e como focar nas coisas certas. Porque eu lembro que minha mente ia embora quando eu era mais jovem e ainda não tinha habilidades para ser tão disciplinada”, completou a polonesa.

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