PLACAR

Só falta uma (grande) barreira

Foto: AELTC/Chloe Knott

A previsível semifinal de Wimbledon entre os dois grandes nomes da nova geração e donos de títulos de Grand Slam da temporada está a apenas uma rodada de se concretizar. Mas, embora favoritos, a barreira que separa Jannik Sinner e Carlos Alcaraz do 10º confronto direto é grande.

Sinner confirmou diante de Ben Shelton, controlando muito bem o saque adversário e as trocas de bola nos dois primeiros sets, e depois teve de virar 1/4 no melhor momento do canhoto norte-americano na partida, evitando por quatro vezes o quarto set. O número talvez mais notável foi ganhar 30% dos pontos na devolução de primeiro serviço.

Reencontrará um adversário muito bem conhecido. O russo Daniil Medvedev venceu os seis primeiros duelos, mas Sinner se impôs nos cinco mais recentes, incluindo a espetacular virada de 0-2 na final do Australian Open de janeiro. Curiosamente, todos as partidas aconteceram no piso duro.

Os dois atingiram semifinal em Wimbledon do ano passado, um piso onde o italiano deve tirar muito proveito do forehand de preparação longa do ex-número 1, além de poder explorar a rede frente o posicionamento recuado do russo. Portanto, misto importante de aplicação tática e execução técnica. Eu daria 70% a Sinner. Neste domingo, Medvedev saiu atrás e jogou apenas cinco games até Grigor Dimitrov escorregar, machucar o joelho e desistir.

Alcaraz teve muito mais trabalho com outro canhoto, Ugo Humbert, que raramente deixou o espanhol à vontade. O francês não apenas tirou um set como teve chances evidentes de complicar o quarto. O atual campeão somou muitos méritos, entre eles o ímpeto ofensivo constante, porém mostrou queda acentuada nos pontos com o segundo saque, que chegaram a 22% no quarto set, uma deficiência que os adversários tentam explorar o tempo todo.

Por isso, Tommy Paul representa um perigo concreto na terça-feira. Vencedor de Queen’s há duas semanas, ele já provou que sabe como enfrentar Alcaraz, tendo vencido duas vezes no Masters canadense e perdido nos detalhes em Cincinnati e só caído feio em Miami. Por isso, o favoritismo natural do espanhol tem no máximo 60%.

Paul é o norte-americano de melhores recursos da atualidade, capaz de usar o saque, forçar devoluções, trocar golpes pesados e definir junto à rede. Se derrubar Alcaraz, estará muito bem cotado para enfim chegar ao top 10, um lugar bem justo para seu potencial. Não começou tão bem Wimbledon, com vitória duríssima na segunda rodeada sobre Otto Virtanen, e depois fez apresentações firmes contra Alexander Bublik e Roberto Bautista. Nos seus quatro jogos até agora, a média notável é de 81% dos pontos vencidos ao acertar o primeiro saque.

Emma americana briha, Emma britânica cai

A nova finalista de Wimbledon, que já se sabia desde a segunda rodada que viria, será ainda mais surpreendente. A cabeça 2 Coco Gauff parou no jogo eficiente de Emma Navarro, Jasmine Paolini se favoreceu de uma infeliz contusão de Madison Keys na reta final do terceiro set, Lulu Sun calou a torcida na Central ao tirar a outra Emma, a Raducanu, e Donna Vekic ganhou jogo de altos e baixos de Paula Badosa.

Navarro faz uma campanha expressiva, tendo tirado Naomi Osaka e especialmente Diana Shnaider antes de desafiar Coco Gauff. Aí se mostrou superior nos momentos importantes, muita sólida na base e serena na escolha das jogadas. Coco quebrou antes, mas ela reagiu imediatamente e, talvez no momento crucial da partida, salvou em seguida 15-40. Ganhou enorme confiança e aí dominou a vice-líder do ranking.

Irá enfrentar Paolini, que é uma grata surpresa sobre a grama. A pequena notável de Paris mudou a forma de jogar, bate mais reto e força devolução. Keys teve a vitória nas mãos, ao abrir 5/2 no terceiro set, mas a italiana não desistiu. Encostou com 5/4 e aí a experiente americana passou a sentir o joelho e não conseguiu mais jogar. Uma pena. Saiu em justificáveis lágrimas.

Ainda mais surpreendente é Lulu, vinda do qualificatório, onde salvou match-point na segunda partida. Coisas do destino. A canhota neozelandesa nunca figurou sequer no top 100 e ocupa no momento o 123º posto do ranking. Deixou no caminho as cabeças Qinwen Zheng e Anastasia Pavlyuchenkova sempre à base de um tênis agressivo. Mesmo levando uma queda no começo do terceiro set, Raducanu continuou na luta e isso exigiu de Sun enorme concentração e frieza, diante de uma Central elétrica. Na entrevista oficial, Lulu contou que entendeu como jogar na grama vendo Steffi Graf, Martina Navratilova e Roger Federer no Youtube. Aprendeu com os melhores.

Vekic fez o terceiro de seus quatro jogos decididos no terceiro set e brincou com as interrupções provocadas por mais um dia de chuva em Londres, que fizeram seu jogo contra Badosa demorar 6h30 para ser completado.

O que esperar da segunda-feira

– Djokovic busca a 60ª quartas de Slam da carreira contra Rune, que venceu o sérvio duas vezes e nas outras três deu enorme trabalho. Dinamarquês de 21 anos tenta repetir quartas de 2023, mas não vence um top 5 há mais de um ano, com nove derrotas seguidas.
– Zverev tem 5 a 3 sobre Fritz, incluindo vitórias em Wimbledon de 2018 e 2021. Alemão ainda não perdeu set nesta edição, Fritz vem do tri em Eastbourne e já fez quartas em 2022.
– De Minaur e Fils se reencontram depois da inesperada vitória do francês no saibro de Barcelona, em abril. Fils fez 5 sets contra Safiullin e australiano descansou com abandono de Pouille.
– Perricard tenta festejar seus 21 anos nesta segunda-feira com vitória sobre Musetti. De quebra pode se tornar o primeiro lucky-loser a atingir quartas de Slam na história.
– Rybakina tem jogo perigoso contra Kalinskaya, a quem venceu em 2 de 3 duelos. A russa fez final em Berlim.
– Depois de tirar Swiatek, Putintseva encara Ostapenko num quinto duelo e tira-teima. Letã já fez semi em Wimbledon em 2018.
– Xinyu Wang tenta dar sequência a seu ótimo Wimbledon contra Svitolina, que já fez semi duas vezes e é favorita.
– Collins e Krejicikova fazem duelo de estilos. A tcheca tenta quartas no único Slam que lhe falta. A americana tem 35 vitórias na temporada.

Para ver e rever

88 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários
Paulo Mercadante
Paulo Mercadante
7 dias atrás

Voce torce pro sinner ne?

Paulo
Paulo
5 dias atrás
Responder para  Paulo Mercadante

kkkkkkkkkkkk
toma ai 70%

Paulo
Paulo
5 dias atrás
Responder para  Paulo

kkkkkkkkkk
40% TP
fora o baile

Ronildo
Ronildo
7 dias atrás

Uma pena. Emma Raducanu lutou muito. Não bastasse os problemas do punho, ainda sofreu forte queda. O torneio finalmente vai começar para Djokovic enquanto Alcaraz e Sinner tem enfrentado duríssimas batalhas desde a primeira rodada. E ainda vão se enfrentar em provável semifinal. Djokovic é o Goat da Sorte em sorteios.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
7 dias atrás
Responder para  Ronildo

Pegar o Rune nas oitavas é uma baita de uma sorte mesmo, ainda mais voltando de cirurgia. O dinamarquês é um top 8 disfarçado de top 16; todo mundo sabe.

Maurício Luís *
Maurício Luís *
7 dias atrás
Responder para  Paulo Almeida

Ué, mas nas oitavas é assim mesmo. Já começa a pegar cabeça-de-chave. Pior foi o Sinner. Pegar o Berretini logo na segunda rodada. Baita carne de pescoço. Aliás… uma carne de pescoço atrás da outra.
Todo mundo sabe que o dinamarquês joga muito, assim como todo mundo sabe que a cabeça dele não é nenhuma oitava maravilha do mundo. Ainda + em melhor de 5…

Paulo Almeida
Paulo Almeida
6 dias atrás
Responder para  Maurício Luís *

Concordo que a segunda rodada do Sinner foi a mais complicada, mas acho que Rune é o adversário mais duro do 9° ao 16° do ranking.

rafael luis
rafael luis
7 dias atrás
Responder para  Ronildo

Raducanu deu um migué no Murray, nao tinha nada e o escorregao tambem nao foi nada. Ganhou a Lulu que jogou muito mais que ela. Forte candidata ao titulo

Maurício Luís *
Maurício Luís *
7 dias atrás
Responder para  Ronildo

Também acho que deu sorte desta vez. E como não acredito em mágica, ele deve é estar se entupindo de analgésicos. O que seria uma dupla temeridade: mascarar a dor e arriscar-se a levar um tombo.
Não sei pra que um milionário se arriscar assim.

SANDRO
SANDRO
7 dias atrás
Responder para  Ronildo

Muitos britânicos vaiaram e torceram contra RADUCANU por causa do papelão que ela fez com o MURRAY… Óbvio que MURRAY também foi culpado, pois não deveria ter convidado uma “CRIANÇA” para sua partida de despedida em Wimbledon… Como diria um velho ditado: “Quem escolhe jogar com criança, acaba molhado…” Duvido que se MURRAY escolhesse uma duplista mais velha para jogar duplas mistas, ele teria passado por esse vexame…

André Aguiar
André Aguiar
6 dias atrás
Responder para  SANDRO

Penso o mesmo, Sandro. Ele deveria ter convidado a Katie Boulter, atual n°1 britânica e recém-bicampeã de Nottingham. Mas preferiu optar pela compatriota “hypada”, malgrado o desempenho inexpressivo desde a conquista do US Open há lá se vão quase 3 anos.

Marcelo Calmon
Marcelo Calmon
6 dias atrás
Responder para  Ronildo

O Alcaraz é que está complicando seus jogos. Até agora não pegou nenhum adversário difícil. O Sinner realmente pegou chave mais difícil.

Rafael
Rafael
6 dias atrás
Responder para  Ronildo

Alcaraz só pegou baba até agora. Rune é muito mais complicado que Tiafoe ou Humbert, é De Minaur também é mais jogador que o Tommy Paul, então quem deu sorte mesmo foi o Alcaraz.

José Yoh
José Yoh
7 dias atrás

Não poderia passar em branco a declaração do Djoko sobre o futuro do tênis.

Felizmente alguém influente alertou para esse fato que já percebo há anos na região onde moro: o beach tênis e outras vertentes do tênis estão conquistando a largos passos o público jovem.

Demonstra que o esporte é chato de assistir, pouco dinâmico, difícil de aprender, exige espaços enormes e muito dinheiro para poder jogar.

Para ajudar, alguns jogos demoram mais de 5 horas ou não terminam no mesmo dia. Qualquer compromisso no dia e o espectador vai embora (às vezes mesmo sem compromisso).

Isso vai afetar o futuro da modalidade se não fizerem ajustes. Infelizmente também é um esporte carregado de tradições e lento para mudanças inclusive de marketing.
Abs

Oscar Riote
Oscar Riote
7 dias atrás
Responder para  José Yoh

Tenis não é chato de assistir em relacão aos esportes de iniciantes de raquete. Já viu uma partida de pickleball ou beach tennis? Que coisas mais enfadonhas de se ver…
Concordo que piorou quanto a duração de partidas. A Atp iniciou um movimento de padronização de velocidade para baixo nos anos 2000 para privilegiar mais rallyes e o resultado é isso que temos hoje de apenas jogadores baseliners fazendo rallyes intermináveis.

José Yoh
José Yoh
6 dias atrás
Responder para  Oscar Riote

O que parece atrair os jovens é o dinamismo do jogo, e a facilidade para jogar. E onde há jovens, atrai jovens também. Fui em vários torneios de beach e o ambiente parece bem menos sisudo e mais festivo que o tênis.

Quanto aos rallyes, isto parece ser controlado pelos organizadores através da velocidade da quadra e bolas, mas a técnica dos jogadores/tecnologia está cada vez melhor e dificulta uma redução de tempo nesse sentido.
Abs

Marcelo Costa
Marcelo Costa
6 dias atrás
Responder para  Oscar Riote

A bola anda em média, 110 km/h, você acha que algum incauto seria capaz de jogar saque vôleio? Ia tomar tanta passada.
O jogo de base se dá justamente pela velocidade da bola, se jogassem no carpete por exemplo quase não haveria jogo.
Inclusive o jogo amador mudou, está muito mais intenso, trocas mais insanas, bolas andando muito, tive que subir a tensão da corda pra poder ter controle nesse jeito moderno de jogar, o rally é intenso não interminável

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
6 dias atrás
Responder para  Marcelo Costa

Exatamente por isso o saque-voleio está restrito a poucos habilidosos.
O sacador não tem mais tempo de se posicionar para volear contra um bom devolvedor. Se diminuir a velocidade do saque, toma pancada maior ainda de devolução.
E isso é uma visão contrária a coisa de que pisos são mais lentos. Mas a técnica evoluída, compensou muito esse “gap”.
Andy Roddick foi o primeiro a fazer um saque bombástico, na era moderna, chegando a 214 km/h. De lá para cá, muitos já o ultrapassaram.

Marcelo Costa
Marcelo Costa
6 dias atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Quais seriam esses poucos habilidosos? Eu não os vejo no circuito, sacar forte sempre foi algo presente no circuito, agora todos devolvem bem, o revez da grande maioria é excelente.
Temos uma sanha em achar que a quadra ficou lenta, e isso facilita, até no amador a bola anda muito mais, estão batendo muito, nunca se jogou tão rápido, o swing de drive está curto, batida de open stance por não ter tempo de apoiar o pé a frente pra drive, devemos rever esse conceito

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
6 dias atrás
Responder para  Marcelo Costa

Acho que não entendeste meu ponto, caro Marcelo.
Concordo plenamente com os jogos bem mais rápidos que no passado, inclusive sempre defendi essa tese aqui.
Fala-se muito em redução da velocidade dos pisos, mas esquecem desses detalhes.
O que eu disse no começo foi que saque-voleio realmente é raro e alguns, meia dúzia os utiliza. Djokovic raramente faz isso e como elemento surpresa e algum outro que o tem como arma exclusiva.

José Yoh
José Yoh
6 dias atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Ontem acontecia exatamente isso que vc falou sobre a pancada na devolução de saque. Alcaraz perdeu vários games de saque com Humbert devolvendo bolas no pé. O último set, foi um festival de quebras onde Alcaraz passou a fazer o mesmo.

E no jogo do Sinner, o poderoso saque do Shelton pouco fez contra a excelente devolução do italiano.

Mais um pouco e o tênis vai virar devolução-voleio, kkkk.
Abs

Paulo Almeida
Paulo Almeida
6 dias atrás
Responder para  José Yoh

Eu estou acostumado e gosto de jogos longos, mas já disse em outras oportunidades que os games não deveriam ter deuces infinitos; depois de uns 3 ou 4, o game deveria ir pro deciding point. Por outro lado, diminuir o número de sets em Slams ou de games por set para um fast four seria uma tragédia a meu ver.

José Yoh
José Yoh
6 dias atrás
Responder para  Paulo Almeida

Também não gosto da idéia de 4 games por set. Mas acho que as viradas de lado e tempo de saque poderiam ser menores, e ter menos sets nas rodadas iniciais dos slams como alguém sugeriu em outro post. Um no-ad vai bem também.
Abs

Niwman
Niwman
6 dias atrás
Responder para  José Yoh

Bom ponto Jose e engracado que somente o Djokovic fala abertamente sobre isso, outros TOPs deveriam abracar a causa e promover mudancas reais na ATP!

No meu ponto de vista, nos tenistas (todos os niveis), estamos nos vendando pra nao aceitar o obvio. O esporte nao esta democratico o suficiente, pelo contrario esta cada dia mais elitista no que condiz a habilidade/preparacao fisica/idade e investimento financeiro necessarios para motivar novos jogadores a tomar gosto pelo esporte.

Sinceramente, sou do time “quem nao sabe jogar tenis, que va jogar outra coisa”! Mas a realidade ‘e que muitos jogadores iniciantes escolhem esportes em que eles possam ser medianos e ainda assim se divertir, porque no tenis, infelizmente voce TEM QUE passar pela fase excruciante de perder todo dia ate que voce fique “ok” pra ter alguma diversao dentro de quadra. Eh ai que mora o perigo, ja esperamos muito dos jogadores antes de terem o minimo para mostrar. Parece vaga de emprego pra NASA, querem o candidato pronto antes mesmo de sentar na cadeira.

José Yoh
José Yoh
6 dias atrás
Responder para  Niwman

kkkkk vaga na NASA…
Acho que o fato do esporte ser elitista conta bastante para que os patrocínios sejam gordos, já que alguns poderosos gostam de tênis. Isso é positivo para a continuidade dos torneios, mas por outro lado afasta a massa que futuramente podem ser os novos mecenas milionários…
Abs

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
6 dias atrás
Responder para  José Yoh

Pois é.
Vendo as passagens de câmeras pelas cadeiras na Central de Wimbledon, difícil imaginar gente classe média, como a brasileira, sentada ali.

Marcelo Costa
Marcelo Costa
6 dias atrás
Responder para  José Yoh

Não só público jovem, beach tem ranking 50+ em clubes, o padel cresce entre os mais velhos, ou seja, tênis parou no tempo, em sua necessidade de silêncio em regras de etiqueta sem sentido.

José Yoh
José Yoh
6 dias atrás
Responder para  Marcelo Costa

Verdade. Eu fico preocupado com o público jovem em especial porque são eles que darão continuidade à popularidade do esporte. Se bem que tem gente vivendo 100 anos, rss.
Abs

Luis
Luis
6 dias atrás
Responder para  José Yoh

Na minha opinião, o Tenis ganhou muito depois que a ATP diminuiu a velocidade. Era mais chato ficar vendo o pessoal só sacando e voleando. Da para ver o quanto o esporte se popularizou depois do Fereder, Nadal e Djoko, com suas bolas espetaculáres na base, curtinhas, slices etc.
Ao mesmo tempo acho que outros esportes mais fáceis de jogar são muito bem vindos e viram porta de entrada para o tenis também. Assim como viram porta de saída para quem não se adapta a dificuldade do tenis e nesse quesito coloco o mental também.
Claro que algumas mudanças para deixar o esporte mais dinamico poderiam ser bem vindas, mas se for para mudar só por causa da dificuldade, deveriam tirar a ginástica olímpica primeiro rs.

Oscar Riote
Oscar Riote
6 dias atrás
Responder para  Luis

Mas não era assim como vc diz que era só saque e voleio… tanto que o o Guga surgiu e sempre houve diversos baseliners. Desde que eu acompanho tenis, epoca que os tops eram Sampras e Agassi, o saque e voleio sempre foi a minoria

Luis
Luis
6 dias atrás
Responder para  Oscar Riote

Do que me lembro, o Guga e os baseliners ganhavam mais destaque no saibro que era mais lento. O Sampras quase sempre ganhava nas outras quadras com aquele saque e voleio incríveis dele.

Luis Ricardo
Luis Ricardo
6 dias atrás
Responder para  José Yoh

concordo com vc Jose , o tenis está muito chato e cansativo de assistir , por isso minha preferencia e minha torcida , são toda pro tenis feminino, esse eu gosto.

Maurício Luís *
Maurício Luís *
7 dias atrás

Desconcertante esse ponto do Sinner destacado aí em cima. Será que o jogo dele é tão sem graça assim com alguns vem dizendo?
… E voltando um pouco à senhorita Bia Maia: parece haver consenso que o problema dela é principalmente mental. Mas ela já deve ter, não é de hoje, acompanhamento psicológico. Ou seja, o trabalho do psicólogo não está dando o resultado esperado.
Conclusão: ” Alguma coiza herrrada não está serta…”

André Aguiar
André Aguiar
7 dias atrás
Responder para  Maurício Luís *

Aproveitando a sua menção à Bia, não deixa de ser curioso o fato dela, em meio à crise de confiança, ter ganhado duas vezes da Navarro recentemente e até com relativa facilidade.

James Garcia
James Garcia
7 dias atrás
Responder para  Maurício Luís *

Problema dela é bolinha murcha mesmo e bajuladores passando a mão na cabeça dela como se fosse a Serena Williams brasileira

Rodri
Rodri
6 dias atrás
Responder para  Maurício Luís *

Ah hoje em dia tudo é mental, joga tudo neste quesito que tá explicado. Ah para. Ela é limitada tecnicamente também

Oscar Riote
Oscar Riote
7 dias atrás

Gosto bastante do jogo do Tommy Paul. Teve alguns problemas com lesões que o atrasaram, mas é muito perigoso contra qualquer um

Marcos RJ
Marcos RJ
7 dias atrás

Sinner não cansa de vencer e de encantar com uma mistura de golpes pesados e habilidade. Grande jogador e personalidade

SANDRO
SANDRO
7 dias atrás
Responder para  Marcos RJ

Concordo! É muito interessante o jogo do SINNER!

Gustavo
Gustavo
6 dias atrás
Responder para  Marcos RJ

Vencer não cansa. O que cansa é perder… rs

Marcelo Reis
Marcelo Reis
7 dias atrás

Na entrevista do Djokovic, o Bola Amarela comenta que ele sugere algo “inovador”: colocar os GSs com 3 sets nas rodadas iniciais.

Não sei se chega a ser inovador, mas a gente já tinha cantado essa bola aqui mesmo no blog, dia 09/06. Eu digitei o seguinte:

“ – Para os homens, deixar as rodadas iniciais com 3 sets, ficando as rodadas finais de 5 sets porque o prize money costuma ser muito substancial nestas rodadas. É o contrário da sua. Jogar 5 sets até as quartas, por exemplo, já cansa muito os tenistas. Chegam na semi e final já baqueados. Com 3 sets, eles chegam mais inteiros nas partidas que mais importam.”

Tô achando que ele anda por aqui pelo Blog rsrs.

Jonas
Jonas
7 dias atrás
Responder para  Marcelo Reis

Seria uma boa mesmo e ajudaria na questão da chuva. Evitaria jogadores sendo prejudicados, tendo que jogar dias seguidos.

Pelo menos na primeira semana poderia ser assim. E isso não afeta tanto o Djokovic, que tá em fase final de carreira.

José Yoh
José Yoh
6 dias atrás
Responder para  Marcelo Reis

Logo acima eu escrevi “como alguém sugeriu em outro post”, depois percebi que era aqui mesmo, sorry Marcelo!
Abs

Marcelo Reis
Marcelo Reis
6 dias atrás
Responder para  José Yoh

Tranquilo! Abraço.

Oscar Riote
Oscar Riote
6 dias atrás
Responder para  Marcelo Reis

Só que em 5 sets, normalmente um tenista joga 1 dia e folga 2. Com 3 sets, não haveria a necessidade de 2 dias de descanso

José Alexandre
José Alexandre
7 dias atrás

Este ponto do Sinner lembrou um ponto do rei contra Henman, se não estou enganado. O britânico ficou tão desconcertado que não conseguiu ficar focado até o término do ponto.

Julio Marinho
Julio Marinho
7 dias atrás

Fale, Dalcim!
Realmente, Tommy Paul será uma parada duríssima. 50-50 para mim. Ele é um jogador muito completo, rápido e acho ainda o jogo dele bem estiloso de se ver. Claro, na vírgula ali o Alcaraz pode levar, porque tem saido magistralmente de momentos delicados, elevando o nível no momento exato. Acho que nesse jogo em particular, o primeiro set é o mais importante. Se o espanhol sair atrás, vai ser mais difícil achar saída para o buraco, contra um jogador tão sólido.
Abraços!

Luis
Luis
6 dias atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

Oi Dalcim, concordo que o Tommy Paul deveria estar no top 10. É muito legal ver ele jogar. Na sua opinião, o mental é o que atrapalha ele? Se não, o que seria?

Joselito
Joselito
6 dias atrás

Alcaraz tem que tomar cuidado com o Tommy Paul. Ele gosta de bater espanhóis.

Valmir da Silva Batista
Valmir da Silva Batista
6 dias atrás
Responder para  Joselito

ISSO LÁ É CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO? Tommy Paul “gosta de bater espanhóis” como gosta de bater russos, italianos, franceses, alemães, ingleses, outros americanos etc etc etc…Mas ô conversinha fiada, não?!

Joselito
Joselito
6 dias atrás
Responder para  Valmir da Silva Batista

É só zoação mesmo. Falo isso porque enfileirou 12 vitórias seguidas contra espanhóis, batendo 3 na sequência. Como dizem os economistas, rendimento passado não garantem o rendimento futuro.

Valmir da Silva Batista
Valmir da Silva Batista
6 dias atrás
Responder para  Joselito

POIS É, “ZOAÇÃO” NOTA ZERO…

Evaldo Moreira
Evaldo Moreira
6 dias atrás
Responder para  Valmir da Silva Batista

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkValmir, vc é poeta, e dos bons, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Valmir da Silva Batista
Valmir da Silva Batista
6 dias atrás
Responder para  Evaldo Moreira

EVALDO MOREIRA, muito obrigado pela ironia ou pela sinceridade ou pelos dois fatores juntos…

Última edição 6 dias atrás by Valmir da Silva Batista
Luiz Fernando
Luiz Fernando
6 dias atrás

Claro q a Raducanu deve ter feito o q ela e sua equipe julgaram q era melhor pra ela, mas dar o cano no Murray foi lamentável, no mínimo…

Alguns vivem postando q o jg desse ou daquele é assim ou assado. E daí? O q vale no esporte é vencer, desde q dentro das regras. Mas aqui tem aquela turma da realidade virtual q julga q o vitorioso é quem mais winners e não quem vence mais sets…

Gustavo
Gustavo
6 dias atrás

Novak Djokovic diz que seu joelho está ‘longe de estar bem’, mas ele está trabalhando duro com o fisioterapeuta para melhorá-lo a cada partida:

“Fico feliz que você ache que está tudo bem, é assim que (o joelho) deveria parecer, mas está longe disso.

Me movimentei muito melhor em comparação com as duas primeiras partidas, estou jogando com mais liberdade nesse aspecto, mas está longe de estar tudo bem – estamos trabalhando na mesa (do fisioterapeuta) o tempo todo para que eu possa jogar todas as partidas seguintes .”

Gustavo
Gustavo
6 dias atrás

Li no Twitter q a partir de Wimbledon 2025, volta a regra de os jogadores solicitarem e receberem as toalhas entre os pontos, como era habitual antes da pandemia de Covid-19.

Lamentável.

Eu justamente achei a mudança de os próprios jogadores pegarem suas toalhas ótima. Não gosto que esta regra seja trazida de volta. Agora os boleiros terão de voltar a pegar toalha suja e suada e entregá-la nas mãos do(a) tenista…

Horrível

Anti-higiênico

Muitos boleiros inclusive são assediados, especialmente pelos jogadores, sobretudo quando estão perdendo, sendo rudes, agressivos e mal educados.

José Yoh
José Yoh
6 dias atrás
Responder para  Gustavo

Sempre achei a forma como os boleiros são treinados/tratados um negócio do século passado, uma submissão. Parece mais um exercício militar.
Abs

Paulo A.
Paulo A.
6 dias atrás
Responder para  Gustavo

Concordo. Um retrocesso.

Sandra
Sandra
6 dias atrás

Dalcim, vc acredita nessa história que o Thiago Wild não olha a chave ? Particularmente acho impossível conseguir essa façanha !

Sandra
Sandra
6 dias atrás

Dalcim, alguém já conseguiu quebrar o saque do Zverev nesse Wimblendon ? Se sim quem foi ? Nesse pique eke só perde para o Sinner e o Alcaraz , aliás esses dois últimos tem uma sorte danada , mesmo sem sacarem bem , conseguem sair do buraco .

Sandra
Sandra
6 dias atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

Tô secando todo mundo rsss , só assim Djokovic consegue ser campeao

Guilherme
Guilherme
6 dias atrás

Fritz vence o terceiro set, que está chegando às 17h30, o que significa que Djokovic x Rune só começará pelo menos às 18h30. Enquanto isso, seu próximo adversário, De Minaur, jogou primeiro na quadra nº 1 e terá muito mais horas de descanso antes da partida.

Por que Wimbledon insistiu em começar às 13h30?

Paulo Almeida
Paulo Almeida
6 dias atrás
Responder para  Guilherme

É a obsolescência de sempre. Foram pro 5° set agora e há sim a chance do jogo do Djoko não terminar hoje.

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
6 dias atrás
Responder para  Paulo Almeida

Não vai não rs

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
6 dias atrás
Responder para  Paulo Almeida

Ele sabendo disso, tratou de liquidar a fatura rapidinho.

Felipe
Felipe
6 dias atrás

O tênis italiano está em plena expansão neste momento. A Itália tem menos recursos q outros países mas está claramente distribuindo melhor as suas receitas num sistema muito mais eficiente, o q se prova com Vários jogadores no Top 50 e muitos jovens chegando.

Valmir da Silva Batista
Valmir da Silva Batista
6 dias atrás

QUE CHORO SENTIDO DA ELINA SVITOLINA, por conta do bombardeio da Rússia à capital de seu país, matando ao menos trinta pessoas e atingindo um hospital psiquiátrico. Que humanamente maravilhosa ela…

Valmir da Silva Batista
Valmir da Silva Batista
6 dias atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

JOSÉ NILTON, muito obrigado pela retificação. Algumas notícias, davam conta, equivocadamente, de que se tratava de um hospital psiquiátrico. Valeu…

Luiz Fernando
Luiz Fernando
6 dias atrás

Incrível e inesperada virada do Fritz. Como um cara q tem um BH excepcional como o alemão não o explora a exaustão, em especial contra um adversário com esse golpe bem inferior? Não consigo encontrar uma resposta! É por situações como essa q Zverev, um tenista excepcional, provavelmente vai passar a carreira sem um GS…

Luiz Fernando
Luiz Fernando
6 dias atrás

Será q alguém pode avisar o Rune q o aquecimento terminou. Perdeu 12 pontos seguidos kkk…

Gustavo
Gustavo
6 dias atrás

Zverev e Fritz tiveram uma longa conversa na rede após a vitória do americano.

Alguém aqui sabe ler lábios?

Gustavo
Gustavo
6 dias atrás

Nick Kyrgios comentando sobre a partida Djokovic x Rune na BBC:

Djokovic 3-0 12-0 pontos

“Que começo perfeito para o GOAT.”

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
6 dias atrás
Responder para  Gustavo

Vixe, surto coletivo à vista!

Paulo Almeida
Paulo Almeida
6 dias atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Kkkkkkkk. Mais um nome pra lista!

Felipe
Felipe
6 dias atrás

Se os Grand Slams masculinos fossem como os femininos e melhor de 3 em vez de melhor de 5, acho que Zverev já teria vencido 5 Slams. Kkkk

Muitos outros jogadores também teriam ficado sem slam kkkk

Felipe
Felipe
6 dias atrás

Tênis:

Sim, você deve jogar até as 3 da manhã

Quer usar o banheiro? Faça isso em 30 segundos.

Gustavo
Gustavo
6 dias atrás

Djoko na entrevista pós jogo:

“Para todas as pessoas que foram respeitosas, uma boa noite. Para todas as pessoas que tentaram me desrespeitar… uma gooooooooood noite”.

“Eu sei que eles estão torcendo por Rune, mas o ruuuuune durante a partida é apenas uma desculpa para também me vaiar.”

Vamos, Djoko!!

Felipe
Felipe
6 dias atrás
Responder para  Gustavo

Não ouvi os fãs de Rune comemorando assim contra Halys, Djokovic tem razão

Paulo Almeida
Paulo Almeida
6 dias atrás

E aí, o dono dos esportes está a fim do título ou só foi pra avacalhar a chave?

A conferir, rsrsrs, abs!

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
6 dias atrás

Como previsto Djokovic passou mas com incrível facilidade. E seu oponente nas Quartas, Alex De Minaur , se lesionou no Match point e balançou a cabeça na direção de Hewitt. Deixou a quadra mancando… Abs!

Paulo Almeida
Paulo Almeida
6 dias atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Para muitos era prevista a eliminação hoje. De fato, eu esperava pelo menos 4 sets.

Rsrs, abs!

Marco Antônio
Marco Antônio
6 dias atrás

Incrível, realmente é incrível…

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

PUBLICIDADE

VÍDEOS

Wimbledon seleciona os melhores backhands de 1 mão

Os históricos duelos entre Serena e Venus em Wimbledon