Schett revela que família tentou remover treinador da equipe de Rybakina

Foto: Jimmie48/WTA

Nuremberg (Alemanha) – Ex-tenista profissional e atualmente trabalhando como comentarista e apresentadora, a austríaca Barbara Schett abordou a fundo a questão envolvendo Elena Rybakina e o treinador Stefano Vukov, que foi suspenso do circuito pela WTA. Em entrevista à Kicker, a ex-número 7 do mundo acredita que a cazaque sofreu uma lavagem cerebral e por isso não se reconhece como vítima mesmo sendo.

“Na minha opinião, ele fez uma lavagem cerebral completa em Elena. Você pode ver como ele a trata e como fala com ela. As coisas pioraram no US Open de 2024 e a equipe e a família tentaram removê-lo. Sabemos que ela tem muitos altos e baixos psicológicos, provavelmente por causa dele, que definitivamente abusou dela mentalmente. É por isso que acho justo que ele tenha sido suspenso pela WTA”, afirmou Schett.

A austríaca explica que justamente por causa dessa lavagem cerebral Rybakina não se coloca no lugar da vítima. “Falei longamente sobre esse assunto com Goran Ivanisevic, que me disse que o problema é que eles estão em um relacionamento na vida privada. Vukov quer entrar sorrateiramente e recuperar seu lugar no time. Isto é, claro, uma catástrofe. Ele tem que sair da vida dela depois de tudo o que fez”

Schett ouviu durante a temporada australiana alguns dos gritos de Vukov da tribuna e não ficou nada contente com a situação. “Isso simplesmente não funciona. É por isso que acho ótimo que a WTA esteja protegendo suas jogadoras e tenha tomado medidas”, observou a ex-top 10.

O medo imposto pelo comportamento do treinador de Rybakina é algo que, para ela, interfere até mesmo nas denúncias das colegas de circuito. “O problema é que muitas jogadoras não ousam dizer nada porque têm medo de consequências pessoais. Por exemplo, eu tinha muito medo do pai de Jelena Dokic. Eu provavelmente nunca disse nada porque pensei que ele fosse me matar”, falou a austríaca, lembrando de outro caso celebre de abuso no circuito.

“Talvez não achemos isso tão trágico agora quanto mais tarde. Algumas jogadoras já falaram com a WTA sobre Rybakina e Vukov. É importante que o anonimato seja mantido porque elas simplesmente estão com medo. E também estou curiosa para ver o que acontece com o pai de Leylah Fernandez, porque a maneira como ele trata a filha é insana. É terrível que algo assim ainda exista hoje e seja parcialmente aceito”, finalizou.

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JClaudio
JClaudio
2 horas atrás

O caso é intrigante, lembra um pouco o filme O Porteiro da Noite, com Charlotte Rampling e Dirk Bogarde.
Nunca sabemos aquilo que está na alma do indivíduo.

Zé
1 hora atrás
Responder para  JClaudio

Cultura inútil

JClaudio
JClaudio
27 minutos atrás
Responder para 

O que seria cultura útil???

Adalberto
Adalberto
1 hora atrás

Vixe!
A Leyla tá nessa vibe também?
A coisa é mais grave que o público imagina…

Edu Martins
Edu Martins
1 hora atrás

Realmente era o que pensava desde o começo, nada de “love”, beira a caso de polícia ou mais! É o tipo de situação (abusiva) que só algo mais grave termina (esperando que nada aconteça a ela), até lá, ela vai ter que ir levando…tomara que não caia muito no ranking nesse peso mental fora da quadra que terá que levar junto com os jogos! Boa sorte Rybakina, torço por vc!

Paulo A.
Paulo A.
2 minutos atrás

Não tenho dúvidas de que se trata de uma relação abusiva. Pobre Elena. Ela só é a mais famosa mas deve haver muitas outras mais no circuito…

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