Pela segunda vez nesta temporada, Elena Rybakina ganhou um troféu de Grand Slam em cima de Aryna Sabalenka e no piso predileto da bielorrussa. E não foi uma vitória qualquer. Venceu seu primeiro US Open em cima da atual bicampeã com uma atitude mais positiva, tática bem aplicada e controle emocional muito superior.
A cazaque ratifica assim a condição de líder do ranking, que ostentará pela primeira vez a partir de segunda-feira. Nada mais justo. Ganhou dois dos quatro Slam e em ambos superou a então número 1, façanha que apenas Steffi Graf havia obtido lá em 1995. Não menos relevante, faturou seu primeiro US Open superando duas campeãs consecutivamente nas rodadas decisivas. Impecável.
Ainda é preciso colocar na balança seu poder de superação. Saiu de Cincinnati com um problema no tornozelo, que a fez ficar dias sem andar direito e uma semana inteira sem treinar. Ela própria não sabia como seu corpo iria reagir. Ao mesmo tempo, havia novamente a pressão de estar com a chance de atingir a tão sonhada ponta do ranking. Marcou duas viradas consecutivas, contra Qinwen Zheng, jogo que valia a vaga na semi e garantia o número 1, e em seguida sobre Gauff.
Estava mentalmente pronta para todo o desafio e ratificou de vez seu momento ao superar Sabalenka numa final um tanto tensa, em que ambas oscilaram. Mas ela nunca se absteve de colocar a adversária sob pressão e pareceu ter muito menos dúvidas no terceiro set. Dominou com autoridade para erguer seu terceiro diferente troféu de Slam e acabar de vez com a soberania de Aryna na quadra sintética nesse nível.
A boa notícia para o tênis é que, apesar dos 1.000 pontos que Rybakina abre no ranking da temporada, nada está decidido. Vem aí a sempre importante fase asiática e o calendário terminará no Finals de Indian Wells, lugar onde perdeu neste ano para Sabalenka. Há muita coisa para acontecer.
Zverev é o favorito
Ben Shelton entrará em quadra às 15 horas deste domingo diante de um pequeno e de um grande tabu. Perdeu cinco vezes para o alemão Alexander Zverev, tendo vencido um único set justamente no primeiro dos confrontos. Ao mesmo tempo, carregará nos ombros o sonho norte-americano de voltar a ter um campeão de Slam, seca que persiste desde 2003.
Esse conjunto já serviria para colocar Sascha como favorito, mas ele possui outros atributos a seu favor. Faz sua terceira final consecutiva de Slam em três pisos diferentes, o que é para bem poucos. Já tirou o peso de ganhar seu primeiro Slam e tem a experiência, ainda que amarga, de ter decidido o US Open seis anos atrás.
Claro que a torcida toda estará com o homem da casa, o que pode ser para o bem ou para o mal. Ou seja, pode dar o empurrão naqueles pontos tão importantes ou gerar ainda mais ansiedade. Tênis nesse patamar, todos sabemos, está mais na cabeça do que nas mãos.
Não tenho preferências. Se Zverev ganhar, vai colocar pressão na luta pelo número 1 e a reta final de temporada ficará bem divertida. Caso Shelton vença, ganhará confiança para entrar de vez no rol dos grandes candidatos a façanhas e títulos, já que é um jogador que ainda tem muita coisa a melhorar.
Faltou um ponto para Guto
O norte-americano Marcel Latak jogou muito mais do que seus rankings juvenil e profissional indicam, porém ainda assim Guto Miguel deveria ter vencido em dois sets e saído de Nova York com seu segundo título de Grand Slam. No entanto, quando tinha 6/3 e 3/1, faltou matar o jogo. Oscilou no serviço e permitiu a reação e aí é preciso elogiar o adversário por seu controle em momentos tão delicados, como sacar com 4/5 e 30-30.
O terceiro set se transformou numa gangorra, com chances para os dois lados, quebra para cá e para lá. O “tiebrekão” foi para cardíacos. Guto não conseguia segurar o saque e viu Latak abrir 7-2, mas heroicamente encostou. Salvou dois match-points e ganhou uma dupla falta de presente. Pouco depois, seria sua vez de ter 12-11 e saque, uma bola no meio da quadra que parecia decisiva. Não foi.
Nada a reclamar. Não perdeu o jogo para um oponente qualquer. Latak foi valente, usou seus melhores golpes quando precisou e faturou o título tendo derrotado os dois líderes do ranking. Guto encerra sua carreira juvenil com ótima temporada, um jogo vistoso e agressivo e grande chance de finalizar como número 1. Daqui para a frente é só circuito profissional, e ele promete sucesso.










Rybakina foi simplesmente sensacional neste US Open!
Antes das figuraças, me antecipo . Jannik Sinner estava presente em Roland Garros 2026 e Alcaraz no USOPEN 2026 . Coboli e Shelton ( tirou Carlitos) , foram os finalistas , o que que Alexander Zverev tem a ver com isso ??? . O ” Amarelão” , sacou barbaridade, devolveu como poucos , e taticamente perfeito. Anulou completamente todos os golpes de Ben Shelton, que incomodaram Carlos Alcaraz. O Spin alto não funciona contra o experiente Alemão, que está no seu melhor agora aos 29 anos ( não aos 19…). Dos 4 Torneios que Sinner joga daqui pra frente, defende : Pequim 500 , Masters 1000 de Paris , Finals Invicto. A diferença é de apenas novecentos e poucos pontos para o único Bicampeão de Slam 2026 …Abs!
Correção : 1900 e poucos. Cansei de lembrar que Stanimal venceu seu primeiro Slam próximo aos 29 . O ” Amarelão” já supera o Suíço com sua imensa galeria de conquistas. Abs !
“h2h só serve para ser quebrado”
SR.
” O Spin alto não funciona contra o experiente Alemão, que está no seu melhor agora aos 29 anos ( não aos 19…). ”
Nota-se aqui, que ser fenômeno aos 19/20, em nada garantirá terminar a carreira entre os maiores. Tem um ex-tenista brasileiro que tornou-se #1 do mundo depois de ser campeão do AOpen. Jamais venceu sequer um jogo no profissional, até desistir da carreira.
2 teses infundadas.
Que coisa mais chata esse Sylvio Bastos comentando um jogo e falando de coisas pessoais irrelevantes para a audiência…insistente te…repetitivo….aborrecido.
Em geral os comentaristas da ESPN são bem ruinzinhos, o Ghem e o Messias ainda fazem boas analises, já os outros são tristes.
É um dos melhores comentaristas da ESPN!
Dalcim, que belo último parágrafo sobre tua crônica para a final masculina. Não querendo ser um Armando Lero, mas por isso que te admiro e te acompanho.
Obrigado, Paulo!
Ou você é Rolando Lero, ou é o Armando Volta. Abr.
Armando Volta, obrigado Maurício.
Minha memória me traiu.
Torci muito pra ela. Acho-a muito humilde. Agora no masculino, torcer pro Shelton hoje. Vamos ver!
Lembrei da declaração do Nadal falando que qualquer linguagem corporal negativa dá vantagem para o adversário e que esse era o único quesito que ele podia controlar (e assim ele fez, sempre). Sabalenka passou o jogo inteiro com essa linguagem negativa, e me parece que isso influenciou de alguma forma para minar sua energia. Claro, sem falar do tênis superior de Rybakina, com bolas mais profundas e saque devastador, este último algo raro no feminino. E que má perdedora é Aryna Sabalenka! E que má ganhadora é Rybakina! Comemoração pífia. Quanto ao Guto, só vi o terceiro set, e me peguei com taquicardia algumas vezes. Claro que dói a derrota, com a bola do jogo no T sendo disparada para fora, com 4 pontos em sequência para encostar em 6×7, com 3 match points salvos de forma seguida, mas penso na história fantástica que esse americano terá para contar para seus netos, ganhando dos cabeças 2 e 1, e lutando muito para ficar num jogo quase perdido. Poderia ter entregue o jogo após aquela dupla falta no match tiebreak, mas não largou o osso. O jogo é cruel, mas essa é também talvez a maior beleza do jogo. Parabéns ao Guto, que foi um fenômeno esse ano e deve comemorar muito seu vice campeonato! Sorte a nossa, que teremos outro tenista top nos próximos 5 anos para acompanhar João Fonseca. Ah, hoje dá Zverev, 3×1. Abçs mestre.
Rymakina, Incrivel, como jogou, título e número um amplamente merecidos…
Nobre Luiz Fernando: tu viu compra Sharapova continua lindíssima?
Eu vi, rsss.
Iria perguntar ao meu xará se ele irá ver a Badosa pessoalmente em Sampa.
A Rybakina conseguiu alcançar a primeira parte do objetivo. A partir de agora o desafio vai ser maior ainda, que é o de se manter na liderança do ranking, o que inclui jogar sempre como favorita e enfrentar jogadoras mais motivadas do que o normal. E o mais difícil, a meu ver, é controlar o próprio instinto e a tendência de relaxamento pelo fato de ter atingido o topo e teoricamente não ter muito o que melhorar. E logo também chegará a pressão para defender as conquistas da temporada anterior para se manter como n° 1. De qualquer forma, que a Rybakina aproveite bem esse início de reinado porque no final deste ano já terá que defender o título do WTA Finals de 2025.
Eu, como fã da Rybakina, agora fico na torcida para ela levar seu RG e completar os cinco grandes títulos profissionais.
Dalcim , a pontuação do nexten é no profissional ou no juvenil ? É sobre o Guto , ele não poderia jogar o nexten ?
Next Gen não dá pontuação alguma, Sandra, mas vale boa premiação. Não, o Next Gen se baseia no ranking profissional.
Valeu a pena eu ver a final feminina não só pelo jogo em si, mas pelas impagáveis caras e bocas da Sabalenka, as quais, por si só, valem o ingresso. Ela é bem emotiva, o que agrada a nós latinos.
A cereja do bolo foi a quebra de raquete e a cara que ela fez quando a cazaque levantou o troféu.
A Rybakina está com uns golpes verticais que, confesso, nunca vi. Que que isso!
Rybakina é a antítese de tenistas ridículos “Quebradores de Raquetes”… Parabéns pela “Classe” desta verdadeira “Dama”!!!
A derrota do Guto vai fazer ele muito mais “brabo” do que se tivesse vencido. Precisa melhorar e não sentar em cima do que já fez. Então, nada como uma derrota doída. Ele vai pra cima!
Ben Shelton Campeão dentro de solo americano seria a grande “Cereja do Bolo” desta edição do US OPEN… Que assim seja!!!
Tecnicamente infelizmente a final foi abaixo da crítica com ambas as tenistas(sobretudo a Sabalenka) passando muiiiiiiito longe do melhor nivel q apresentaram nas suas melhores atuações nos jogos anteriores..
Agora já passou da hora da Bielorrussa botar a mão na consciência e refletir seriamente sobre esses papeloes que ela costumeiramente anda aprontando pós derrotas em finais, nem as rivais, tampouco o público tem qlqr culpa se ela está amarelando e n consegue mostrar seu melhor nivel nesses jogos, mais uma vez foi muito desrespeitosa com todos e isso mancha sim a sua imagem..
Discordo, o jogo foi bom e elas jogaram bem.
Mas, realmente, a Sabalenka tem que aprender a perder. A postura dela em derrotas nas finais é muito feia, para dizer o mínimo.
Tecnicamente Final abaixo da crítica ? . Que tal uma olhada no número de Winners e ENFS de ambas . Vai se surpreender. Sem contar o excelente aproveitamento de pontos ganhos com o primeiro Serviço. O descontrole de Aryna sobre grande pressão no Terceiro Set, pode ter dado esta impressão. Ambas ficaram muito longe dos 50 ENFS que acontecem em finais com grande tensão. Vimos um Show de serenidade da nova N 1 do Mundo. Abs !
Com todo o respeito, não concordo que a final tenha sido abaixo do esperado. Pelo contrário, para mim foi sensacional. O primeiro set foi excelente. A Rybaquina e a Sabalenka começaram muito forte e o jogo começou bem intenso e tenso também. Daí a Rybaquina quebrou o saque da Sabalenka e parecia que iria deslanchar mas a Sabalenka encontrou forças e reagiu e quase devolveu a quebra. A Rybaquina ganhou o set no limite. No segundo set foi a Sabalenka quem conseguiu a quebra e levou o jogo para o terceiro set e aí então a Rybaquina voltou a dominar e venceu o US Open. Agora, quanto ao comportamento da Sabalenka isso eu concordo contigo. Está passando dos limites mesmo. Abs.
O Titanic da Sabalenka bateu no ‘iceberg’ da Rybakina e afundou. Título e número 1 ficam em boas mãos.
Salta aos olhos que a bielorrussa estava “sequinha” pra carimbar o número 1 da cazaque, mas nem tudo dá certo nesta vida. Restou-lhe apenas quebrar mais uma raquete e fazer um discurso meio a contragosto e com pitada de ironia.
Mas eu gosto desse jeito explosivo dela, meio que latino.
E gosto também da elegância, classe e beleza da dama do gelo Rybakina. Se ela quisesse, poderia tranquilamente fazer uma carreira paralela de modelo.
Concordo plenamente contigo em relação à Rybakina: uma verdadeira dama repleta de elegância, graça, classe e beleza… E que não fica dando vexame quebrando raquetes e berrando por aí como uma desajustada…
Eu sou suspeito há tempos em falar da beleza da Leninha….
Eu entendo os predicados que o parceiro admira em Sabalenka rs . Agora , os grandes Campeões Latinos : Maria Esther Bueno, Gabriela Sabatini, Gustavo Kuerten e Guillermo Vilas, eram o oposto da Bielorussa. Gabi merece um destaque : Deu o azar de ser da mesma geração de Steffi Graf e Monica Seles . Perdeu o Ouro Olímpico, 3 Finais de Slam para Alemã. Mesmo assim venceu Wimbledon em duplas jogando com a própria. Sua vitória no USOPEN sabre a Senhora Agassi , a fez entrar definitivamente para o rol das maiores. Abs !
Interessante que nunca vimos Djokovic quebrar uma raquete, sentado no banco, depois do jogo acabado. Baghdatis já fez isso com todas as que tinha na raqueteira, Dimitrov também. Não me lembro mais de outro.
Ao contrário, quando o jogo acaba, ele sorri e abraça o adversário.
Mas, parece que somente ele dá o direito de lhe pegarem no pé por tudo que faz.
Muito merecido. Interessante que a Rybakina não foi um prodígio quando era juvenil. Mas agora está sendo.
Isso mata a tese de que “fulano na idade de beltrano tinha mais títulos”.
Veja Zverev, entrou para o top5 há quase 10 anos e só agora, aos 29, faturou dois GS.
E no mesmo ano.
No final das contas, temos Gustavo Kuerten com 3 GS e a grande maioria dos tenistas, sem nenhum.
Guto viaja muito. A impressão que passa é que se ele não inventar nada, atropela esses meninos todos. Teve o jogo na mão e abusou muito dos erros bobos. Mas achei até bom, pq uma derrota assim ensina muito mais do que uma vitória.
Verdade! Mas ele ainda tem muito a evoluir, particularmente no controle emocional que está a anos-luz do necessário para um tenista profissional bem sucedido. Ele tem o tempo a seu favor…