A temporada 2026 entra na reta final, com duas semanas potencialmente muito importantes para o tênis masculino, onde se disputam 2 mil pontos que podem (e devem) trazer mudanças na ponta do ranking e vão definir os oito jogadores que disputarão o sempre empolgante Finals de Turim.
Viena é o lugar onde precisamos de maior atenção. Lá podem acontecer duas alterações de peso: Alexander Zverev precisa de duas vitórias para atingir as quartas de final e assim assumir de vez a liderança, já que o Masters de Paris terá seus pontos descontados no dia 2 de novembro.
Ao mesmo tempo, há grande chance de o jovem espanhol Rafael Jódar entrar pela primeira vez no top 10. Nesta segunda-feira, com a queda antecipada dos pontos de Viena e da Basileia, ele estará apenas 46 pontos atrás do australiano Alex de Minaur, que perdeu dois postos e ainda tem de repetir 200 pontos jogando também em Viena. Novak Djokovic e Taylor Fritz necessitam fazer pelo menos final na Basileia para tentar barrar Jódar, que começa a somar a partir de uma hipotética segunda vitória.
Por falar em Nole e Fritz, os dois também estão na luta por alguma das quatro vagas que restam para o Finals. Nestes últimos dias, Ben Shelton se tornou o terceiro nome garantido, ao lado de Zverev e Carlos Alcaraz, lembrando que Sinner já anunciou desistência. Mais duas vagas estão praticamente asseguradas para Daniil Medvedev, com mais um título neste fim de semana, e Flavio Cobolli, ambos já com mais de 3.600 pontos na temporada.
Assim, tudo indica que existem três vagas abertas e por isso quase todo mundo correu para os ATPs 500 desta semana. Arthurs Fils, Jódar, Djoko e Fritz optaram pela Basileia, enquanto Frances Tiafoe, De Minaur e Tommy Paul estão em Viena, junto a Medvedev e Cobolli. Claro que a disputa dos 1.000 pontos de Paris ainda faz com que Alejandro Davidovich, Jakub Mensik e Félix Aliassime sigam com esperança. Destes três, apenas Mensik se dispôs a ir à quadra em um dos 500, no caso Viena.
Ao se observar as chaves dos 500, De Minaur tem Cobolli e Zverev no caminho e Paul se vê no quadrante de Alcaraz e Medvedev. Já no piso coberto suíço, Djoko parece com trajetória segura até a semi contra Shelton e a parte inferior vê briga provavelmente intensa entre Fils e Fritz antes de cruzar Jódar. Mas é claro que, em torneios tão concorridos, estreias e segundas rodadas podem ser potencialmente difíceis, o que tende a acontecer no ATP austríaco, com Tiafoe-Lorenzo Musettti, Cobolli-Grigor Dimitrov e Paul-Andrey Rublev.
Reação na hora certa
A evidente evolução dos principais tenistas brasileiros nos challengers sul-americanos traz boas noticias e expectativas para as próximas semanas. Thiago Wild e Gustavo Heide se aproximam pouco a pouco do top 100. O paranaense, que já esteve lá, aparece agora cerca de 50 pontos da meta e o paulista se coloca apenas 10 pontos atrás. Ao olharmos o ranking da temporada, onde não precisamos considerar defesa de pontos, Wild está 35 à frente.
São dois nomes garantidos no quali do Australian Open e a eles devem se juntar João Lucas Reis e agora Matheus Pucinelli, com a conquista deste domingo em Cali, que o recoloca no top 200, muito perto de seu recorde pessoal. Quem também está próximo de Melbourne é Thiago Monteiro, o único que optou por competir na Europa.
A partir desta segunda-feira, no saibro do Graciosa, outra oportunidade para as meninas dá a largada, com o Curitiba Open, um WTA de nível 125, o maior torneio já realizado no Estado. Além das experientes Laura Pigossi, Carol Meligeni e Gabriela Cé, a nova geração está bem representada por Naná Silva e Duda Gomes, local de apenas 14 anos. A chave é dura e qualquer vitória precisa ser comemorada.










Deduzindo que Nilton Dalcim está nesta semana em Curitiba para acompanhar o Curitiba Open 125, vai aqui uma dica para aproveitar os famosos parques e pontos turísticos da cidade:
https://youtu.be/1mxbq8A_aUE?si=CM5rsK5xeic8Pi64
A cidade possui uma linha de ônibus turístico permanente com vários horários com paradas em vários pontos turísticos. Você pode descer de seu ônibus, frequentar um parque e subir no próximo, até o último horário.
Obrigado, Ronildo. Tomara que eu tenha tempo para isso. Curitiba é uma belíssima cidade.
Valeu Dalcim!
Dalcin, por que o Léo Azevedo saiu do RTB? E onde ele está atuando agora? Considero-o um dos melhores treinadores do país, com uma experiência internacional única. Sem dúvida que tem muito a agregar ao nosso esporte.
Não conheço os motivos, mas parecem ser particulares. Ainda não revelou seu destino, mas pode ser no Sul.
Karen Khashanov pode estar no momento Top 24 . Mas é carne de pescoço em Indoor. Dos seus 5 Títulos , 4 nesta superfície. Com direito a bater Djokovic em Sets diretos na final do Masters 1000 de Paris 2018 . Jugo foi duro e Carlos Alcaraz precisou de um tiebreak no segundo Set . Agora , que vai chegar com tudo em Paris, e no Finals na superfície, não tenho dúvidas. Aguardemos. Abs !
Sinner voltando de lesão, a tempo de participar da milionária exibição Six Kings em dezembro…se ele pode, Fonseca idem…!
Com aquele premiozinho “módico” de 6 milhões de petrodólares, eu iria até de cadeira de rodas e com 40 graus de febre.
Dalcim, novamente excelente o pod cast.
Obrigado, caro Ronildo!
Pra quem não viu, entrevista com a Nauhany Silva, Eduarda Gomes e com a diretora do torneio
Dalcim gostaria de um opinião sua: vc acha que esses jogadores muito bem ranqueados deveriam disputar a Davis? Pergunto pq temos visto um festival de contusões, esse caras jogam muito o ano inteiro e encarar essas disputas me parece um erro. Creio que o erro seria menor nos muito jovens, ávidos por conquistas, mas no caso de um jogador ja veterano como Zverev eu acho um esforço contraproducente. O que vc acha?
Acho que agora, com a Davis reduzida para dois sets e no máximo dois dias de competição, ficou bem mais facil para eles disputarem. E a fase final não muda muito em termos de calendário, Luiz.
“Ao olharmos o ranking da temporada, onde não precisamos considerar defesa de pontos, Wild está 35 à frente”
No ranking da Race, contam os resultados obtidos em challengers/ITFs pós Finals 2025 Dalcin, no caso do Heide, 75 pontos pela conquista do Challenger 75 de Florianópolis em 2025.
Logo, pensando na projeção de ranking para o final de 2026/vaga direta ao AOpen, o Heide está há mais de 100 pontos do Wild e há mais de 150 pontos de finalizar 2026 num top 100..
Saudações.
Prezado Dalcim,
Excelente, até aqui, para os brasileiros essa gira sul-americana no saibro! 3 títulos consecutivos! Mas, o que eu queria lhe perguntar é o seguinte: o que o Puccineli mudou no seu jogo para chegar a esse tpitulo de hj, em especial no jogo contra o Heide?
E viva a democracia!!
Caro Dalcim!
Que legal a evolução de nossos tenistas no saibro sul-americano, três campeões brasileiros em seguida, salvo engano! Mas, a minha pergunta é: o que o Puccinelli fez de diferente desta vez, em especial no jogo contra o Heide?
Acho que a chave foi ter sido mais consistente na base, Ernani. Acho que o jogo do Pucinelli tem menos buracos no saibro contra o Heide do que num piso mais veloz.
O Wild e o Heide não teriam chances reais de entrar direto na chave principal do AO? Principalmente se subirem mais algumas posições no ranking?