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Rio Open terá torneio internacional de cadeira de rodas

Shingo Kunieda (Foto: Getty Images/Ryan Pearse)

Rio de Janeiro (RJ) – Para celebrar a histórica edição de 10 anos, o Rio Open preparou mais uma surpresa para os torcedores. Pela primeira vez em sua história, o torneio terá uma competição internacional de tênis em cadeira de rodas de altíssimo nível, que reunirá atletas da elite mundial da modalidade. Estarão presentes na competição o brasileiro Daniel Rodrigues, o japonês Shingo Kunieda, e os britânicos Alfie Hewett e Gordon Reid, que acabaram de conquistar o título de duplas do Australian Open.

Considerado um dos maiores tenistas em cadeira de rodas da história e o recordista de títulos de Grand Slam em todo o tênis, superando até mesmo nomes como Novak Djokovic e Serena Williams, Shingo Kunieda será a principal estrela do torneio. Dono de 50 títulos de Grand Slam, 4 medalhas de ouro paralímpicas, 4 Masters, considerado o melhor jogador do circuito por 10 temporadas pela ITF e com 117 títulos em seu currículo, o japonês tem dominado o circuito de cadeira de rodas.

“Estou animado para competir no Rio Open. Mesmo aposentado do circuito da ITF, estou extremamente honrado em receber o convite e muito animado em jogar no Rio de Janeiro pela primeira vez desde os Jogos Paralímpicos de 2016. Continuo comprometido em elevar o tênis em cadeira de rodas em nível mundial, então ter esta competição dentro de um torneio ATP é muito especial para nós. Estou muito animado para estar com todos vocês muito em breve”, disse o multicampeão.

Número 2 do mundo em simples e 1 em duplas, Hewett, de 26 anos, lidera o tênis em cadeira de rodas atual e vem em excelente fase, tendo terminado 2023 como o número 1 pela primeira vez em sua carreira e sendo coroado pela ITF pelo feito. Entre os seus mais de 100 títulos conquistados em carreira profissional, o britânico é dono de 27 títulos de Grand Slam entre simples e duplas, além de três medalhas em Jogos Paralímpicos e seis títulos de Masters.

O seu parceiro, com quem divide o atual posto de número 1 do mundo nas duplas, Gordon Reid também vem com um currículo de peso. Com mais de 100 títulos também conquistados e ex-número 1 do mundo em simples, o britânico tem o circuito de duplas como a sua maior especialidade, onde conquistou 23 de seus 25 títulos de Grand Slams. Ao lado de Hewett, Reid conquistou 44 títulos no circuito de duplas, sendo 19 Grand Slams, e também completaram o chamado “calendar Slam”, conquistando todos os títulos de Grand Slam da temporada de 2021. Já familiar com o Rio de Janeiro, Reid conquistou o seu ouro paraolímpico em simples justamente nos Jogos Paralímpicos de 2016.

Para completar o grande line-up e representar o país da casa contará com Daniel Rodrigues. O experiente jogador de 37 anos e ex-número 11 do circuito mundial tem como destaque em seu vasto currículo cinco medalhas em Jogos Parapan-Americanos, além do seu estilo de jogo físico e cativante.

“Estamos orgulhosos e animados em poder ver de perto os melhores tenistas em cadeira de rodas nas quadras de saibro do Jockey Club Brasileiro. Serão três dias de grandes jogos e diversas ações que oferecerão uma experiência única com esses super atletas,” disse Luiz Carvalho, diretor do Rio Open.

Os jogos do torneio de cadeiras de rodas estão marcados para acontecer nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro. No dia 22, os quatro tenistas da competição em cadeira de rodas se enfrentarão nas semifinais, em confrontos ainda a serem sorteados. Já no dia 23 será a final de simples, enquanto no dia 24 acontecerá a final de duplas.

“Além de reunirmos todos os anos os melhores tenistas do mundo no Rio Open, agora também contaremos com a elite do tênis em cadeira de rodas. Esta é mais uma das atrações especiais que preparamos para esta edição histórica de 10 anos do Rio Open. Por meio deste torneio especial, também trazemos para o evento de uma maneira mais forte questões como acessibilidade e inclusão. Sabemos das dificuldades que as pessoas com deficiência em geral enfrentam no dia a dia em nosso país, e queremos ser um exemplo positivo neste sentido também”, disse Marcia Casz, diretora geral do Rio Open.

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