Rio de Janeiro (RJ) – A pré-temporada de João Fonseca, iniciada na última segunda-feira no Rio de Janeiro e que vai durar cinco semanas, servirá de preparação também para um calendário mais exigente em 2026. Depois de terminar o ano no top 30, o atual número 1 do Brasil e 24º do mundo terá que cumprir um regulamento que prevê a participação em grandes torneios ao longo do próximo ano.
Fonseca terá que disputar oito dos nove Masters 1000, com exceção de Monte Carlo que não é obrigatório. Ele também terá que jogar no mínimo cinco ATP 500, sendo que um deve ser realizado após o US Open. E para fins de compromisso, o Masters 1000 de Monte Carlo pode ser incluído nos requisitos mínimos da categoria 500. O não cumprimento das regras sem justificativas médicas ou pessoais pode resultar em multas e até perda de pontos.
O carioca de 19 anos e seu técnico, Guilherme Teixeira, falou em coletiva de imprensa sobre a importância de ter um bom período de treinos nas próximas semanas, pensando já nas exigências de um calendário tão exigente. “Sei o quanto importante é essa pré-temporada para começar o ano bem. É um dos meses mais importantes para o ano de um atleta e estou muito focado para fazer uma boa preparação. As expectativas estão boas”, disse Fonseca.
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Teixeira deu detalhes sobre o trabalho que será feito com o jovem tenista. “A pré-temporada talvez seja o único período do ano que a gente tem para trabalhar com calma. A gente sabe que no ranking que ele está, teremos que seguir um calendário com pouquíssimas brechas para ter semanas de treinamento. Então ele fez um bom descanso e tem uma programação muito bem montada para as próximas cinco semanas. É um momento chave, de reestruturar algumas coisas e fazer uma mudança aqui ou ali. É o momento que a gente tem tempo para trabalhar e pensar nas evoluções que a gente precisa para se manter onde a gente está”.
Segundo o portal italiano SpazioTennis, o atual 154º do ranking Giuio Zeppieri virá ao Brasil para também participar de treinos com Fonseca. Zeppieri, de 23 anos, chegou a ser 110º do mundo e tem três títulos de challenger, um deles neste ano, em Xangai.
A temporada de Fonseca começará em 5 de janeiro. Ele disputa dois ATP 250 na Austrália, em Brisbane e Adelaide, antes do Australian Open, marcado para iniciar no dia 18. O carioca também está à disposição da equipe brasileira que enfrenta o Canadá na Copa Davis em fevereiro. No saibro sul-americano, tenta defender o título no 250 de Buenos Aires e jogará o 500 do Rio de Janeiro, antes de voltar ao piso duro para os Masters 1000 de Indian Wells e Miami nos Estados Unidos.
Confira o calendário de João Fonseca para o início de 2026
05/01 – ATP 250 de Brisbane
12/01 – ATP 250 de Adelaide
18/01 – Australian Open
06/02 – Copa Davis (Canadá x Brasil)
09/02 – ATP 250 de Buenos Aires
16/02 – ATP 500 do Rio de Janeiro
04/03 – Masters 1000 de Indian Wells
18/03 – Masters 1000 Miami












Ele não tem medo de investir né? O cara tem a moral de pagar um top 150 pra vir ficar de sparring
Melhor que o Sakamoto né?
Óbvio, isso que to falando, ele não tem pena de investir
Tenho a impressão que mesmo alegando razões médicas (lesão ou doença) um top 30 que não joga em um dos 12 torneios obrigatórios (4 GS + 8 M1000) carrega zero ponto no cômputo do ranking de 52 semanas.
Não sei se nesse caso há consequências financeiras também (multas ou perda de direito a bônus).l.
Mas é meio lógico que leve 0 pontos se nao jogar não? E por consequênciaé obvio que ha prejuízos financeiros ja que como não jogou nao ganhará prize money nenhum.
Existem bônus em dinheiro para quem joga os torneios obrigatórios…
Quem falha em algum… Além é claro de não receber a premiação do torneio que não jogou… Ainda perde esse bônus… Só não tenho certeza se esses bônus são proporcionais ao número de torneio que jogou ou se perder um torneio ja perde a totalidade do bônus.
Não é tão lógico assim. O regulamento poderia estabelecer que a ausência em um dos 12 torneios obrigatórios por razões estritamente médicas daria o direito a um top 30 não considerar esse torneio (e o zero ponto) na cesta dos seus 19 melhores resultados (torneios) que contam pontos para o ranking. Por exemplo, ele poderia trocar um zero ponto por ausência em RG devido a uma lesão por 200 pontos obtidos numa SF de um ATP 500. Isso é permitido apenas para os tenistas top 30 com idade superior a 30 anos, salvo engano.
Outra coisa: quando mencionei prejuízo financeiro não me referi ao prize money. Basta você ler o que escrevi entre parênteses no final do comentário. Provavelmente você desconheça o bônus (prêmio extra) que um top 30 pode auferir no final da temporada caso cumpra os requisitos previstos no regulamento.
Entendi sobre o bônus, vlw
Parabéns Fonseca e equipe técnica. Step-by-step, rumo ao top 15 ou 10 no final do ano.
Preparando um campeão.
Olha, vamos assistir muitas partidas do Fonseca a partir desse ano. Espero que consiga fazer uma boa sequência de vitórias, com títulos nos 250 e 500 (e 1000 também, afinal, sonhar grande custa o mesmo esforço).
Excelente, Fonseca vai jocar Brisbaine e Adelaide como preparação para o AO. Depois de pouco mais de 2 meses sem torneios oficiais, vai precisar de ritmo para entrar bem no AO. Com 2 torneios 25,0 tem mais chance de jogar pelo menos uns 4 ou 5 jogos antes do AO para chegar bem afiado. Além de ser uma temporada que ele vai jogar uns 20 torneios se não se machucar. Minimo de 17 (4GS, 8 M1000, 5ATP500) são obrigatorios, mais esses 3 ATP 250 que já estão no calendario… Vai ser um 2026 interessante.
caros amigos, uma dúvida. Este regulamento da ATP foi transcrito por algum lusitano? além, da falta de clareza é possível ao jogador alegar questões médicas ou pessoais???? e, por fim, qual o preconceito da entidade com Monte Carlo? é 1000 mas, não é obrigatório mas, se jogar, “pode” ser incluído da meta de um ATP 500……. Agradeço se alguém puder esclarecer.
E, so pra completar, vimos diversos tenistas “pular” alguns master 1000. Na prática, além da “perda” do bônus, o que mais lhe pode acontecer?
Para os que reclamavam que estava disputando poucos torneios, 2026 está logo ali.
Com Thiago em fim de carreira e o Wild só ladeira abaixo pelo menos vamos assistir mais vezes o João Fonseca jogar!