Pegula comemora semifinal inédita e valoriza poder de reação

Jessica Pegula (Foto: Tennis Australia)

Melbourne (Austrália) – Depois de três eliminações seguidas nas quartas de final do Australian Open entre 2021 e 2023, Jessica Pegula comemora o melhor resultado da carreira em Melbourne, chegando a uma semifinal inédita aos 31 anos. A experiente norte-americana se sente mais preparada para lidar com os grandes palcos e destacou o poder de reação na vitória desta quarta-feira sobre a compatriota Amanda Anisimova.

“Estou muito feliz com o meu desempenho hoje”, afirmou Pegula após o triunfo por 6/3 e 7/6 (7-1). Ela saiu atrás por 5/3 no segundo set, mas conseguiu devolver a quebra e fechou a parcial no tiebreak. A número 6 do mundo ressaltou a força mental nos momentos decisivos.

“O jogo teve muitas oscilações, mas comecei muito bem, sacando bem. Consegui me manter firme no segundo set para buscar a quebra de volta e resolver em dois sets”, avaliou a norte-americana. “Mostrei uma boa resiliência mental no fim, sem me frustrar. Estou realmente satisfeita com tudo o que fiz hoje”.

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Pegula também refletiu sobre as derrotas anteriores em quartas de final de Grand Slam, todas ainda na casa dos 20 anos. Agora, ela acredita ter evoluído como jogadora. “Quando olho para aquelas partidas, não sei se eu estava mentalmente pronta. Em certas partidas, eu sentia que não conseguia fazer nada para virar o jogo. Era frustrante, parecia que eu só competia e torcia para algo mudar”, relembrou. “Sinto que tenho mais ferramentas. Quando você sabe que tem recursos para reagir quando as coisas não vão bem, isso traz muita confiança. Estou orgulhosa de como consegui continuar melhorando ao longo do tempo”.

A vitória também marcou o 14º triunfo de Pegula nos últimos 15 confrontos contra adversárias norte-americanas. Ao ser informada sobre a estatística, reagiu com bom humor. “Vou aceitar esses direitos de se gabar”, brincou. “É algo que eu valorizo um pouco, especialmente contra as jogadoras mais jovens, como um recado de que elas ainda não chegaram lá”.

Em busca de sua segunda final de Grand Slam da carreira, Pegula enfrenta a cazaque Elena Rybakina. Nenhuma das duas perdeu sets até aqui no torneio, e o histórico do confronto está empatado em 3 a 3. A norte-americana reconhece a dificuldade do duelo. “Ela tem um saque muito pesado, golpes potentes do fundo e é extremamente fria em quadra. Não entrega nada de graça”, analisou. “Mas vou fazer o meu melhor para tentar encontrar uma maneira de decifrar o jogo dela na próxima rodada”.

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