Londres (Inglaterra) – Andy Murray acredita que o maior feito da carreira não foi ter vencido um Grand Slam, mas sim ter alcançado e se mantido no posto de número 1 do mundo. O britânico afirmou que manter a regularidade necessária para chegar ao topo do ranking da ATP representa um desafio ainda maior do que vencer um dos quatro principais torneios do circuito.
As declarações foram dadas ao ATP No. 1 Club, projeto que reúne depoimentos de ex-líderes do ranking mundial. Murray assumiu a ponta em novembro de 2016, após conquistar Wimbledon, a medalha de ouro nos Jogos do Rio de Janeiro e o ATP Finals, encerrando o ano como número 1 pela única vez na carreira. Ao todo, permaneceu 41 semanas na liderança do ranking.
Segundo o escocês, a diferença entre os feitos está na consistência exigida para liderar o ranking, especialmente em uma época marcada pelo domínio de Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic.
“Chegar ao número 1 do mundo quando você está cercado pelos maiores jogadores de todos os tempos significa manter um nível altíssimo durante 52 semanas de muito trabalho e grandes atuações para conseguir isso. Eu diria que isso é muito mais difícil do que ganhar um Grand Slam”, assegurou.
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Murray também relembrou a pressão que carregava antes de conquistar Wimbledon, em 2013, quando encerrou o jejum de 77 anos do Reino Unido sem um campeão de simples masculino no torneio.
“Se eu não tivesse vencido, certamente minha carreira teria sido considerada um fracasso. O principal sentimento naquele momento foi de alívio. Eu não precisaria passar o resto da vida pensando no que poderia ter acontecido”, ponderou.
Ao recordar a trajetória, Murray também falou sobre as frustrações que enfrentou até conquistar os maiores títulos. O britânico perdeu as quatro primeiras finais de Grand Slam que disputou antes de vencer o US Open de 2012. “Uma das coisas das quais mais me orgulho na minha carreira é que nada veio facilmente para mim”, concluiu.













Murray chegou a número 1 em 2016 e ficaria no posto até 2020 se não fosse a lesão.
Facil conclusao… slam duas semanas iluminadas te dão, #1 precisa ser o melhor por 1 ano. Que o diga Thomas Johansson, Raducanu, Gaston Gaudio, Ivanisevic, etc
Exatamente por isso o espanhol queridinho da mídia nunca conseguiu uma semana sequer por méritos próprios. Consegue se iluminar em alguns torneios, mas não ser o melhor em 12 meses.
Ele jogou na era mais Djokovic, então sentiu na pele.
É por isso que tenho minhas dúvidas quanto a Alcaraz, um cara muito forte nos Slams mas tendo que lidar com o Sinner no ranking, eu nao acho que vai conseguir.
E que nunca conseguiu uma semana sequer sem ajuda do destino (pandemia, guerra da Ucrânia, suspensão sem culpa e lesões dos que tinham melhor regularidade do que ele).
Primeiro temos que ver se o Alcaraz volta a ser o Alcaraz depois dessa lesão. Essa mesma lesão destruiu a carreira do Del Potro. Voltando bem, ainda assim, fica dificil para ele, porque Sinner tem uma consistencia parecida com Djokovic no seu auge. Alcaraz já mostou que pode superar o nivel mais alto do Sinner, mas não tem metade da consistencia. As coisas se mantendo como estão, com os 2 saudaveis e dominando, diria que Alcaraz pode chegar mais longe em GS, até porque é mais jovem e já lidera o quesito. Em contrapartida, Sinner deve voar no quesito n.1. Mas isso tudo tem um monte de “se” no meio. Amanhã um se lesiona, perde a motivação, chega outro tenista e se mete na briga. Muita coisa pode acontecer.
Concordo, Leonardo, bom lembrar que Alcaraz não teria sido número 1 sem a suspensão merecida do italiano.
Óbvio né… slam é um torneio apenas. Para ser número 1 precisa de uma regularidade durante o ano levantando mais troféus
Falou o lógico. Boa prova disso é que um certo vencedor de sete Slams só foi número 1 devido a muita ajuda do destino: pandemia, guerra da Ucrânia, suspensão sem culpa e lesões dos que tinham melhor regularidade do que ele.
Desta forma, o número 1 mais fake da História acumulou dezenas semanas. Haja sorte. Em condições normais, não conseguiu ainda uma semana sequer.
Pois é. Você insiste em querer desvalorizar o Carlos Alcaraz, na minha opinião injustamente. Só vou lembrar você que quando o líder do ranking não pode defender títulos por algum motivo, quem assume o seu lugar é o nº 2 que é o posto imediatamente posterior. Então, o Alcaraz fez a parte dele para estar na posição 2 do ranking. Para a sua perseguição fazer sentido precisaria ter ocorrido algum favorecimento indevido ao espanhol das equipes de arbitragem nos seus jogos e nos jogos dos seus adversários. Novamente lembro a você que o seu mundo ideal e perfeito não aconteceu e a ATP e WTA tiveram que tomar atitudes para enfrentar a situação que apareceu, assim como os governantes dos países onde são realizados os torneios tomaram algumas decisões ao longo do período de pandemia. As decisões tomadas podem não ter sido as mais acertadas mas isso não invalida os resultados que ocorreram. E não consegui entender qual foi o caso de “suspensão sem culpa” a que você se referiu.
Olá, caro Carlos Alberto Ribeiro da Silva.
A “suspensão sem culpa” a que me referi foi a de Jannik Sinner, pois a própria agência anti-doping (WADA) declarou que ele não teve culpa. Nem ganho de performance. Por isso, muitos a classificam como injusta. Antes do caso Sinner, outro italiano — desconhecido e de ranking muito mais baixo — na mesma situação sofreu punição inferior.
Quanto ao mérito do espanhol para quem advogas, peço a gentileza que tentes entender, de uma vez por todas: pelo critério formal, não há o que se falar, a legitimidade é absoluta, não temos divergência nisso. No entanto, conheces a distinção entre formal e material? Entre “de fato” e “de direito”? Número 1 deveria ser o melhor jogador no período de 12 meses, certo? Aquele que apresenta melhor desempenho na competição, contra seu rivais. Não é disso que se tratam os esportes?
Esse seria o critério material, de fato, de mérito. Só que não foi isso que ocorreu: o posto de número 1 foi para as mãos de alguém que não era o melhor daquele período, mas sim o segundo, terceiro ou até quarto melhor, que contou com a sorte dos melhores serem limados por fatores exteriores às quadras.
Mas a sorte faz parte do jogo também. Faz parte de todo e qualquer esporte. Os fatos que o Senhor alega não tem pé e nem cabeça. Podes até não gostar do tênis do espanhol. Agora, dizer que um tenista que já tem 7 Grand Slams aos 22 anos não mereceu ser o número 1 do mundo beira o ridículo.
Nada contra o tênis dele, não gosto muito é da personalidade.
Sergio, você entendeu que mesmo com os 7 Slams ele nunca teria chegado a número 1 sem as ajudas do destino?
É matematicamente possível ganhar 30 Grand Slams ou mais na carreira e não ser número 1. Ajuda na pontuação, mas não é o critério principal.
Inclusive, os Masters 1000 juntos valem mais pontos (nove mil) do que os Grand Slams juntos (oito mil pontos).
Exatamente, facilitou a vida dele. Mesma situação do Djoko não ter jogado o Australian Open 2022.
Isso mesmo, Djoko ajudou muito Nadal a ter o Double Career Slam nessa.
Acredito que se referisse a Jannik Sinner.
Mas, sem culpa não foi mesmo.
Ainda opino que a suspensão foi bem mais leve que deveria.
Somando a isso que o atual n.1 do mundo foi pego no doping, e varreram para baixo do tapete. Nem estou discutindo o merito, mas antes desse caso, varios outros como da Simone Hallep e o mesmo da Bia Haddad que depois foi provado que foi contaminação externa sem culpa das tenistas. Ainda assim Hallep ficou sem jogar de Out/22 até Mar/24, foi condenada a 9 meses mas já tinha cumprido 17. A Bia foi condenada a 10. O Sinner fez 3 meses voluntarios em um periodo que não tinha GS. Desculpe José Afonso, mas se tem que colocar algum asterisco em um n.1 fake, isso deveria ser no Sinner.
Leonardo, o caso da Halep foi considerado intencional, por isso a suspensão muito maior.
Um tenista italiano de duplas desconhecido — Marco Bortolotti — foi o que teve o caso mais parecido com o do Sinner, antes dele, e ficou apenas 2 meses suspenso. Fonte: https://bolamarela.pt/outro-italiano-viveu-caso-de-doping-igual-ao-de-sinner-clostebol-nao-melhora-o-rendimento/
Além disso, outro desconhecido, em caso também bastante semelhante, mas posterior, foi inocentado. Fonte: https://tenisbrasil.uol.com.br/guatemalteco-pego-com-mesma-substancia-de-sinner-e-inocentado.html
Pior que é verdade, não que o espanhol seja um tenista ruim, apenas não era o melhor do mundo em 2022 e 2025.
Exato, Jonas. Em 2025 ao menos era o segundo melhor.
Em 2022… estava em nível abaixo de Nadal e Zverev, além de Djokovic, obviamente. Quando Zverev se recuperou da lesão, Alcaraz ficou em 3º no ranking.
Jogou Muito !!!