Guatemalteco pego com mesma substância de Sinner é inocentado

Juan Sebastián Domínguez Collado (Foto: Mike Tripp/Tim Cowie Photography)

Londres (Inglaterra) – Nesta semana, a Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) anunciou que o guatemalteco Juan Sebastián Domínguez Collado está liberado para retornar às quadras, após apresentar provas que convenceram de que seu teste positivo para a substância clostebol ocorreu por acidente.

Collado alegou que a substância, a mesma que causou o doping do italiano Jannik Sinner, entrou em seu organismo devido ao contato próximo com um membro da família que utilizava produtos à base de clostebol para tratar uma condição médica.

Nos dias que antecederam o exame antidoping de Collado, o tenista dividia a residência com seu pai, que, por recomendação médica, vinha fazendo um tratamento com dois produtos diferentes à base de clostebol, várias vezes ao dia.

Collado afirmou que ele e seu pai tinham contato físico frequente e compartilhavam o acesso a um dispositivo móvel. Além disso, o tenista compartilhava toalhas com o pai, que declarou que as utilizava regularmente para enxugar as mãos após a aplicação dos produtos no corpo, como alternativa à lavagem após cada aplicação, aumentando ainda mais a exposição aos resíduos de clostebol.

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Como parte da investigação, a ITIA solicitou parecer científico do laboratório credenciado pela WADA em Montreal, Canadá, onde a amostra foi analisada, para obter opiniões de especialistas sobre a plausibilidade da explicação do jogador.

Após a análise, o laboratório confirmou que a explicação do jogador era plausível com base no baixo nível de clostebol na amostra e, considerando todas as evidências, a ITIA determinou que a explicação do jogador era mais provável do que improvável como a origem do clostebol.

Seguindo precedentes em casos recentes semelhantes no tênis e em outros esportes que seguem o Código Mundial Antidoping, a ITIA emitiu uma decisão de Ausência de Culpa ou Negligência em 2 de fevereiro de 2026. Collado está livre para retornar às competições.

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Edu Martins
Edu Martins
11 horas atrás

Que bom, o “acordo” ta rendendo! Uma pena que as explicações dos jogadores passados punidos severamente prejudicando carreiras acentuadamente não foram analisadas da mesma forma, uma vez que a regra antiga era, entrou no corpo -> doping, sem choro nem vela, agora é essa confusão, entrou no corpo, mas foi sem querer querendo, como dizia do Chaves!

Última edição 11 horas atrás by Edu Martins
Realista
Realista
11 horas atrás

Pegaram pesado com o Sinner, o caso dele também não era pra suspensão. Foi pego mais pelo grito de uma massa insandecida e por ele ser numero 1, para mostar que a entidade é rigida

Marcus Henrique
Marcus Henrique
9 horas atrás
Responder para  Realista

Não pegaram pesado não. Aliás: nem pegaram o Sinner. De acordo com a regra antiga, a punição que ele deveria ter recebido seria bem maior. Mas como era n.1 do mundo, uma punição severa prejudicaria vários contratos com empresas e patrocinadores. Então fizeram aquele acordo imoral pra dar uma suspensão pífia.

O problema é que esse acordo do Sinner abriu margem pra outros jogadores que forem positivados no anti-dopping. Agora a ITIA não pode mais suspender previamente os casos positivos, pois isso iria caracterizar contradição no tratamento aos tenistas (comparando com o caso do Sinner). Por isso, a chance de absolvição agora aumentou.

Pena para os tenistas que foram punidos antes do Sinner (com a utilização da regra antiga). Pra esses aí, a suspensão foi automática, sem nenhum tipo de argumentação.

Última edição 9 horas atrás by Marcus Henrique

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