Londres (Inglaterra) – Com vaga garantida nas semifinais em Wimbledon pela primeira vez na carreira, Karolina Muchova celebra a grande fase na grama e a forma como tem conseguido impor o estilo agressivo. Logo após derrotar novamente a japonesa Naomi Osaka, desta vez por 7/6 (7-4) e 6/4, a tcheca analisou o triunfo.
As duas já haviam se enfrentado recentemente na decisão do WTA 500 de Bad Homburg. Na ocasião, Muchova ficou com o título. Ela liderava por 6/1 e 1/0, quando a adversária se retirou e a conquista a levou de volta ao top 10, atualmente na nona colocação.
A tcheca valorizou a adaptação no duelo desta terça-feira. “Tive meu saque quebrado duas vezes no começo. Precisei me acostumar com a quadra, com o fato de ser uma arena mais fechada, algo que eu ainda não tinha experimentado aqui, porque cheguei mais tarde ao torneio e não treinei nessas quadras grandes”, analisou.
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“Depois que me adaptei, passei a me sentir bem confortável. E ajuda muito quando estou em um bom dia, sacando bem. Nos momentos difíceis ou nos game-points posso confiar no saque ou na primeira bola depois do saque”, prosseguiu a tenista de 29 anos.
Conhecida no circuito pelo amplo repertório de golpes, Muchova exaltou as variações. “Osaka jogou muito bem, batendo muito forte e perto das linhas. Tentei igualar essa velocidade e, quando tinha a oportunidade, acelerar também. Quando ela encurtava a bola, eu procurava usar o slice ou subir à rede para variar um pouco”, avaliou.
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Satisfeita com o desempenho, Muchova credita o resultado inédito à preparação realizada antes de competir no All England Club. “Eu não tinha jogado tanto na grama no passado, mas este já é o meu melhor resultado. Então, em termos de resultado, com certeza é o meu melhor momento na superfície”.
Karolina Muchova completes the semi-final set at Grand Slams 👏 pic.twitter.com/F9T7GU8TEI
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“Joguei Berlim e Bad Homburg antes de Wimbledon e isso me ajudou a ganhar partidas e experiência. Acho que agora estou me sentindo mais confortável do que nunca na superfície”, celebrou.
Muchova enfrenta nas semifinais a norte-americana Coco Gauff, que também chegou à penúltima rodada pela primeira vez, e lidera o histórico por 6 a 1. No entanto, este será o primeiro encontro entre elas na grama.
A tcheca sabe que terá um desafio complexo pela frente. “A Coco é uma atleta incrível, uma das melhores do mundo no nosso esporte. É sempre duro jogar contra ela. Ela devolve muitas bolas, tem várias armas e é uma grande lutadora, o que torna o jogo desconfortável para mim”, reconheceu.
Muchova valoriza repertório de golpes e evolução
Indagada sobre a forma de atuar, Muchova salientou como busca evoluir constantemente. “Sempre foi muito natural para mim jogar assim, desde criança. Minhas duas primeiras treinadoras, quando eu tinha uns 10 anos, me apoiaram muito nesse estilo. Em vez de dizerem que não daria certo, trabalharam para melhorar meu slice e outros aspectos”, relembrou.
“Estou aproveitando muito mais o tempo aqui porque consigo jogar sem os grandes problemas físicos que tive no passado. Estou saudável e fico feliz por isso e também por conseguir usar o meu estilo”.
Third time’s a charm for Karolina Muchova 💜 💚#Wimbledon pic.twitter.com/YtI1pmPsAL
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Atualmente, ela é orientada por Sven Groeneveld, ex-treinador de estrelas como Maria Sharapova, Ana Ivanovic e Caroline Wozniacki. “Ele é uma boa pessoa, o que é muito importante para mim. Tem muita experiência e sinto que temos a mesma sintonia dentro da quadra. É bom ter alguém que me dá confiança e transmite positividade”, ressaltou Muchova.
A tcheca ainda utilizou a leveza para comentar seu principal problema com a grama. “Sou alérgica, tomo alguns comprimidos quando preciso, utilizo sprays e colírios”, confidenciou. Muchova já havia alcançado quartas em Wimbledon em 2019 e 2021, mas desde então sofreu quatro derrotas em estreias.
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Ela saudável (e com mental forte) não deve em nada pra nenhuma jogadora (muito pelo contrário – não há ninguém na WTA que tenha tantos recursos). Torcendo pra que seja campeã.