Melhores do mundo enfrentam os Grand Slam e exigem premiação maior

Paris (França) – A controvérsia no mundo do tênis continua. Seguindo a demanda da PTPA (Associação de Jogadores Profissionais de Tênis) por melhores condições para os atletas, de acordo com o L’Equipe, os 20 melhores jogadores da ATP e da WTA enviaram uma carta conjunta aos quatro Grand Slam pedindo uma melhoria significativa nos prêmios em dinheiro.

Na carta, os tenistas afirmam que sem eles não haveria show, pois são os principais protagonistas. Esta não é a primeira vez que os protagonistas exigem um aumento na premiação dos diversos torneios do circuito.

Esse esforço unificado segue discussões recentes sobre a justiça da distribuição de receita no tênis, particularmente quando comparado a esportes como a NBA, em que os jogadores recebem aproximadamente 50% da receita total. Em contraste, os tenistas normalmente ganham cerca de 17,5% da receita do seu esporte nos torneios do Grand Slam

Próximo Slam no calendário, Roland Garros distribuiu cerca de apenas 16% de sua receita total estimada para os jogadores em 2024.

De acordo com os tenistas, o apelo por uma compensação mais justa não é apenas sobre dinheiro, é sobre reconhecer o valor dos atletas que impulsionam o interesse global no esporte. Eles argumentam que o sistema atual não reflete adequadamente suas contribuições para o sucesso e a receita do esporte.

O esforço por uma compensação mais equitativa vem depois que um recorde de US$ 254 milhões foi alocado para a compensação dos jogadores nos Grand Slams em 2024, marcando um aumento de US$ 23 milhões em relação ao ano anterior.

Apesar desses aumentos, os tenistas de classificação mais baixa geralmente enfrentam dificuldades financeiras devido aos altos custos associados à competição em nível profissional. A carta destaca a necessidade de uma distribuição mais equilibrada da receita para apoiar todos os jogadores, não apenas aqueles no topo.

Subscribe
Notificar
guest
10 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários
Samuel, o Samuca
Samuel, o Samuca
21 horas atrás

Se for verdade, 16% ou 17% é um percentual ridículo, não tem cabimento.
Vão conseguir mudar tal panorama, com a absoluta união dos atletas.

Felipe
Felipe
21 horas atrás
Responder para  Samuel, o Samuca

pois é, ao inves de brigarem por esse direito, ficam de birrinha com o Djoko e desmerecendo a PTPA só pq ele apoio-apoia

José Alexandre
José Alexandre
21 horas atrás

Bem razoável a demanda, acho que não deve ter nem 5 tenistas no circuito que ganham mais (em premiação, sem contar patrocínios) que um jogador mediano de NBA.

Samuel, o Samuca
Samuel, o Samuca
21 horas atrás
Responder para  José Alexandre

Se comparar com o golfe, a situação é constrangedora.
Há pouco tempo, um golfista número 30 do ranking, auferia premiação equivalente aos prêmios recebidos por um tenista número 30 do ranking. Situação não deve ter mudado.
Com o detalhe que o ranking do golfe tem muito mais participantes que o ranking do tênis.

Samuel, o Samuca
Samuel, o Samuca
21 horas atrás
Responder para  José Alexandre

Correção: … um golfista número 100 …

André Borges
André Borges
20 horas atrás

Se por um lado eu penso que os tenistas já ganham demais, por outro vejo que tem gente ganhando muuuuuuitooooooo mais ainda sem pegar numa raquete. Então acho justissimo que os tenistas peitem e até boicotem os Slams se necessário. Queria ver o que RG faria se os top50 femininos e masculinos não se apresentassem pra disputa. A argumentação é 100% justa, sem o tenista não existe show.

Joselito
Joselito
20 horas atrás

Uai, mas não era só reclamação infundada do sindicato do Djoko?

André Borges
André Borges
16 horas atrás
Responder para  Joselito

Essa não, a infundada é abolir o antidoping por exemplo….

JClaudio
JClaudio
19 horas atrás

Ahmad Nassar, executivo da PTPA, está usando aquilo que aprendeu na NFL Players Inc, do qual foi presidente antes de assumir a PTPA.
Algo muito parecido com o “Strike82”, uma greve inédita dos jogadores da NFL para aumento na participação dos lucros (na época foi exigido 55% dos lucros, se negociou um percentual menor, hoje a divisão está em 50% x 50%)
Existe alguns riscos para os tenistas, uma delas é a mobilização e aglutinação por meio do agenciamento dos jogadores por um sindicato que não tem a confiança de muitos jogadores (no caso, os tenistas estariam colocando uma entidade entre eles e os organizadores, sendo que não poderiam negociar diretamente).
Outra dificuldade é a tradição, pegamos Wimbledon…caso tenistas top decidisse não jogar Wimbledon, o torneio seria menor, com jogadores com pouca fama e baixo nível tecnico?
na realidade, o tênis tem os quatro Slam como puxadores de contratos, cada qual com uma política financeira própria, o circuito da ATP tem suas deficiências, alguns muito bem geridos, outros nem tanto (uma briga, resultaria numa grave, vários dos torneios 1000 deixariam de existir da forma como conhecemos).
Para os quatro Slam, não significaria a morte, pois, eles acreditam que são maiores que os top (jogadores) do tênis.
Jogada arriscada, principalmente para os tenistas que terão que necessariamente se filiar num sindicato que os representarão (alguns já sao representados por grandes escritórios de gerenciamento de carreira).

Rodri
Rodri
14 horas atrás

Aí vem os bocas de bueiro falar mal da PTPA só porque o servio é um dos cabeças. Mas o propósito é exatamente melhorar as premiações, justamente para aqueles de rankings mais baixo. Isso tudo já foi explicitado antes de toda essa polêmica dos processos

Comunicar erro

Comunique a redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nessa página.

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente ao TenisBrasil.