Lehecka diz que domínio de Sinner e Alcaraz é bom para o esporte

Jiri Lehecka (Foto: Bri Ali/South Florida Stadium)

Londres (Inglaterra) – Derrotado pelo italiano Jannik Sinner na chuvosa final do Masters 1000 de Miami, o tcheco Jiri Lehecka abordou vários assuntos após a derrota por 2 sets a 0 no último domingo, entre eles o domínio de Sinner e do espanhol Carlos Alcaraz no circuito, com os dois conquistando a maior parte dos principais torneios do calendário, algo que para ele não é ruim.

“Não é a primeira vez que algo assim acontece no mundo do tênis. Já vimos isso antes com nomes diferentes, mas acho ótimo, sinceramente. É muito bom para o esporte e para nós também. No fim das contas, eles nos mostram nossos limites, nos ensinam o que precisamos melhorar no nosso jogo e ao nosso redor para sermos capazes de vencê-los”, afirmou o tcheco.

Dominado por Sinner no último encontro entre eles, ano passado em Roland Garros, quando venceu só três games, Lehecka lembrou que as condições eram extremamente difíceis para o seu estilo de jogo naquela partida. “Jogamos em quadra coberta, na Suzanne Lenglen. Estava incrivelmente úmido e as bolas estavam pesadas. Senti que ele tinha todas as armas para me vencer naquele momento, então não consegui fazer nada com o saque dele”, falou.

Comparando com a final de Miami, ele acredita que a história foi um pouco diferente. “As condições também estavam pesadas por causa da chuva, o que não me ajudou muito, mas acontece. Joguei uma partida melhor, mostrando um nível de desempenho superior ao de Paris. A verdade é que me concentrei em não cometer os mesmos erros que cometi lá, como usar mais o meu primeiro saque e subir mais à rede”, complementou Lehecka.

Balanço da campanha e olho no saibro

Apesar da derrota na final, o tcheco fez um balanço bem positivo de seu desempenho no torneio. “A consistência é algo de que me orgulho muito esta semana. Joguei muitas partidas em diferentes condições, contra diferentes tipos de jogadores. A forma como consegui manter meus principais pontos fortes ao longo de todas essas partidas foi algo em que venho trabalhando nas últimas duas semanas, até mesmo meses”, salientou.

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“Meu preparo mental para essas partidas também é algo que me deixa muito feliz, a maneira como consegui reverter situações que não estavam a meu favor”, afirmou o tcheco, que agora já se prepara para o começo da temporada de saibro, esperando aproveitar o embalo na disputa do Masters 1000 de Monte Carlo.

“A transição para o saibro nunca é fácil, mas temos uma semana de folga. Com certeza vou jogar em Monte Carlo. Pode ser um pouco corrido, normalmente eu levaria um pouco mais de tempo para me preparar, mas tudo bem. Cheguei à final aqui, então acho que as coisas serão mais fáceis em Monte Carlo se eu começar com a confiança que tenho”, finalizou Lehecka.

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Wanderson
Wanderson
22 dias atrás

Palavras de alguém que conhece seus limites e suas limitações…

Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
22 dias atrás
Responder para  Wanderson

Vdd. Mas um terceiro jogador seria bom também!

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