Gaspar (SC) – O Brasil terá dois representantes nas semifinais do Banana Bowl, o mais tradicional torneio infanto-juvenil do país e que está em sua 55ª edição. O paranaense João Bonini e o brasiliense Pedro Chabalgoity venceram seus jogos nesta sexta-feira vão desafiar os principais cabeças de chave do ITF J500 nas quadras de saibro do Bella Vista Country Club, na cidade catarinense de Gaspar.
Cabeça 8 do torneio e 34º do ranking, João Bonini venceu um duelo nacional contra gaúcho Vicente Freda por 6/2 e 6/4. O paranaense de 17 anos fez três bons resultados nos torneios ITF J300 preparatórios, quartas em Barranquilla, final em Salinas e semi em Lima. Seu próximo rival é o norte-americano Jack Kennedy, cabeça 2 do evento e 12º do ranking.
Pedro Chabalgoity, de 16 anos e 130º do ranking, eliminou o norte-americano Keaton Hance, cabeça 7 do Banana Bowl e 22º do mundo, por 4/6, 6/3 e 6/2. Vencedor de três títulos no circuito mundial juvenil da ITF, o brasiliense desafia o espanhol de 18 anos Andres Santamarta Roig, principal cabeça de chave e número 6 do mundo.
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As semifinais rendem 250 pontos no ranking aos brasileiros. Bonini pode chegar ao 23º lugar, enquanto Chabalgoity se aproxima do top 60. O ranking mundial juvenil considera os seis melhores resultados em simples e mais 25% da soma entre as seis melhores pontuações nas duplas. O torneio dá 500 pontos ao campeão e 350 para o vice.
Victória Barros cai diante da cabeça 2 nas quartas, mas vai à final de duplas
Única brasileira restante na chave feminina do Banana Bowl, Victória Barros caiu nas quartas de final. Depois de três vitórias na semana, a potiguar de 15 anos e 54ª do mundo foi superada pela norte-americana Annika Penickova, segunda cabeça de chave e número 20 do ranking, por duplo 6/2. A campanha até as quartas rende 150 pontos no ranking para a brasileira, que tem 60 pontos descartar. Ela está voltando ao top 50, mas seu melhor ranking é o 31º lugar.
Victória segue em Gaspar para disputar a final de duplas, ao lado da búlgara Yoana Konstantinova. Elas venceram a semifinal contra a norte-americana Claire An e a romena Maia Ilinca Burcescu por 6/3 e 6/1. Ela tem um título de duplas no circuito da ITF e mais quatro em simples. O torneio de duplas vale 375 pontos para as campeãs e 262 para as vices.
Outra brasileira semifinalista de duplas é a paulista de 14 anos Nauhany Silva, que joga ao lado da argentina Sol Larraya. Elas foram campeãs em Porto Alegre na semana passada e enfrentam a parceria norte-americana de Maya Iyengar e Annika Penickova, cabeças 1 do torneio.
Semifinais dos 14 e 16 anos em São Paulo
As competições de 14 e 16 anos do circuito da Confederação Sul-Americana (Cosat) estão sendo disputadas no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo. Destaque a final brasileira na chave feminina de 14 anos: Gabriela Bettoni venceu Flavia Cherobim por 7/6 (7-3) e 6/2, enquanto Clara Coura superou Lara Hass por 6/3 e 6/4. Na chave masculina de 14 anos, Miguel Ferraz perdeu a semifinal para o venezuelano Andres Molina por 7/6 (7-4), 2/6 e 6/0.
Outro brasileiro numa final é Bernardo Carvalho, que chegou à decisão ao vencer o argentino Maximo Cataldi por 6/3, 5/7 e 6/4. Ele enfrenta o chileno Simon Ignacio Flores. Já na chave feminina, Maria Eduarda Carbone caiu diante da peruana Luciana Luna por 6/1, 6/7 (4-7) e 6/2.
Grande surpresa do Banana o Chabalgoyt. Sempre se destacou nas idades inferiores e tinha estancado nos últimos meses. Dispara no ranking e ganha enorme motivação pra evoluir. Victoria perdeu de juvenil de sua idade, no piso preferido. Temos que conter a expectativa, ela pode se tornar uma grande tenista, mas tem muito chão pela frente.
Muito bom ver o Chabalgoity jogando bem novamente. Venceu um americano 22 do ranking juvenil. E agora pega o cabeça 1 espanhol TOP10 juvenil. Pedro parece ser o melhor nome da geração 2008. Bonini, que se mostra o melhor nome da geração 2007, tem semifinal difícil também contra o número 12 do ranking juvenil. Torcendo para esses meninos salvarem suas gerações, pois a geração 2005 parece ter sido uma geração perdida, assim como foi a de 1995.
Sobre a Victória, ela tem potencial, parece estar acima da média para o padrão brasileiro, mas precisamos conter a euforia pois não me parece que será um fenômeno mundial, haja a vista algumas dificuldades contra tenistas de grande alento da mesma idade que ela. Mas podemos pensar em ser um TOP100, o que para o padrão do tênis feminino brasileiro já seria muito bom.
Concordo, oba oba demais é receita pra não confirmar o que muitos esperam dela. Tá muito longe de se garantir num top 100 da vida, onde só chegam as melhores e mais batalhadoras.