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Jabeur: ‘Derrota na final de Wimbledon ainda dói’

Foto: Pete Staples/USTA

Nova York (EUA) – A busca de Ons Jabeur por um inédito título de Grand Slam recomeça com a disputa do US Open. A tunisiana, que completará 29 anos na próxima segunda-feira, foi vice-campeã em Nova York no ano passado e também esteve nas duas últimas finais de Wimbledon. Nas últimas semanas, ela disputou apenas um torneio preparatório e chegou às quartas em Cincinnati.

“Dizem que o tempo cura. Ainda estou esperando um pouco. A derrota em Wimbledon ainda dói”, disse Jabeur, na coletiva de imprensa da última sexta-feira em Nova York. “Sinceramente, não estava pronta para jogar em Montréal. Eu não estava pronta para voltar ao circuito logo depois, porque senti que precisava de um tempo para mim”.

“Mas estou muito melhor agora do que há um mês. Tenho 28 anos agora e aprendi com os erros de querer jogar muitos torneios o tempo todo. Acho que fiquei muito orgulhosa de dar um passo atrás, aproveitar o tempo com minha família e me preparar para os próximos desafios”, acrescentou a atual número 5 do mundo.

A temporada de Jabeur tem sido marcada por algumas lesões. Desde o início do ano, ela convive com um desconforto no joelho. Já no saibro, lesionou a panturrilha nos primeiros games da semifinal de Stuttgart. Em seu último torneio, sentiu um desconforto no pé direito e precisou de atendimento na partida contra Aryna Sabalenka.

“Tenho treinado muito bem esta semana e estou muito animada para jogar. É uma grande honra voltar como finalista do ano passado. Estou sempre tentando ser 100% saudável, e é difícil. Mas farei todo o possível para estar pronta. Vou dar um passo de cada vez e ver no que dá”, explica a tunisiana, que estreia contra a colombiana Camila Osorio.

Bastante carismática em quadra e solícita com os fãs, Jabeur é uma campeã de popularidade e costuma ter a maioria da torcida em grande parte dos torneios que disputa. “Eu sinto isso, especialmente quando entro em uma quadra de tênis. A maioria das pessoas torce por mim. Isso é um privilégio. É uma coisa positiva e me dá muita energia. Em Cincinnati, isso me ajudou muito a virar um jogo [contra Anhelina Kalinina]. Isso foi realmente incrível”.

Um dos treinos que Jabeur fez em Nova York foi uma reedição da final de Wimbledon com a tcheca Marketa Vondrousova. A tunisiana foi perguntada se isso foi uma tentativa de “exorcizar os demônios” daquela derrota: “Eu tentei, não funcionou… (disse sorrindo). Mas na verdade, eu sempre treinei com ela. É uma ótima pessoa fora da quadra. Principalmente, ela é canhota. E sempre faço alguns treinos com canhotas. É divertido jogar com ela. Foi uma grande honra treinar com a campeã de Wimbledon este ano (sorrindo)”.

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