PLACAR

‘Idade é apenas um número’, garante Djokovic

Foto: Darren Carroll/USTA

Nova York (EUA) – Classificado pela 36ª vez para disputar uma final de Grand Slam e em condições de erguer o 24º troféu, Novak Djokovic garante que se sente no máximo de sua forma física e técnica. Fará neste domingo sua 10ª final no US Open e já tem garantida a volta ao número 1.

Questionado se está surpreso por continuar em nível tão alto nesta idade, Djokovic foi firme: “Pode até parecer arrogante, mas não estou. Sempre acreditei em mim, na minha capacidade. Me sinto fisicamente bem, em forma, preparado. Idade é apenas um número e não posso considerar sair do circuito se ainda estou no topo do tênis”.

Ainda assim, a decisão é muito especial para ele. “Aos 36 anos, toda final de Slam pode ser sua última, então tenho de valorizar essas oportunidades, mais do que acontecessem 10 anos atrás. Quero encarar esta final como mais um jogo. Perdi um Slam para cada um deles”, afirmou, referindo-se aos potenciais adversários, Carlos Alcaraz ou Daniil Medvedev.

Sobre a vitória em sets diretos sobre o jovem norte-americano Ben Shelton, de 20 anos, ele reconheceu ter sentido pressão no terceiro set. “Hoje as coisas estavam indo muito bem para mim, dois sets à frente e 4/2. E então começou a mudar. Ele quebrou de volta e o terceiro set poderia ter ido para qualquer um. Ele teve set-point, eu saquei para o jogo. Acho que perdi um pouco de ritmo, fiquei tenso, isso acontece para todos. Não queria de forma alguma que o jogo fosse ao quarto set, com o público tão envolvido”.

Djokovic fez elogios ao jovem adversário. “Ele tem muito poder de fogo e o saque sobe muito. É bem imprevisível sobre o que vai fazer, então precisei permanecer alerta e calmo, focado no meu plano de jogo. Precisava ficar sólido no fundo de quadra e acho que fiz isso bem na maior parte do jogo, o que o deixou pouco confortável”.

Um dos pontos essenciais para o sérvio era seu próprio serviço. “Consegui manter seu saque de forma tranquila a maior parte do tempo, com alto percentual de primeiro saque. Não lhe dei muita chance de me atacar no segundo serviço. Com o fechamento do teto, a umidade baixou muito, mas ainda assim suávamos bastante”.

Claro que a imitação do gesto de Shelton ao vencer a partida, simulando falar ao telefone, foi assunto na entrevista oficial. Djokovic tentou evitar polêmica. “Adoro a forma com que ele comemorou, achei bem original e decidi copiá-lo. Roubei a celebração dele”, sorriu.

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