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Gauff: ‘É gratificante calar a boca de quem te odeia”

Foto: Mike Lawrence/USTA

Nova York (EUA) – A norte-americana Coco Gauff não escondeu que tirou força extra das pessoas que duvidavam dela para buscar sua maior conquista até então e levantar a taça, no último sábado, do US Open, sua primeira conquista em Grand Slam. Em entrevista ao site da WTA, ela contou com mais detalhes como transformou mensagens negativas em algo positivo.

“Depois que ganhei em Washington comecei a fazer isso (ler as mensagens nas redes sociais) porque antes eu simplesmente silenciava todas as palavras e não entrava na minha conta, apagava e todo esse tipo de coisa. Percebi que minha personalidade não é assim. Meus pais sabem que sou teimosa e gosto de provar que as pessoas estão erradas”, falou a jovem de 19 anos.

“Então, quanto mais eu lia, mais queria provar que eles estavam errados. Em Washington vi uma mensagem que dizia: ‘Ela só ganha WTA 250’. E então venci o WTA 500 em Washington. As pessoas diziam que foi uma vitória fortuita e então ganhei o WTA 1000 em Cincinnati. As pessoas disseram que só ganhei porque algumas tenistas não estavam descansadas, que não estavam fisicamente bem e que isso nunca se traduziria num Slam”, acrescentou Gauff.

A norte-americana provou depois que todos eles estavam errados, conquistou o título do US Open com uma grande vitória de virada na final sobre a bielorrussa Aryna Sabalenka, que assumiu a liderança do ranking na segunda-feira seguinte. “Há algo muito gratificante em calar a boca de quem odeia. Estou muito curiosa para continuar e ver o que mais eles dirão a seguir”, cutucou a norte-americana.

Derrotada na final de Roland Garros em 2022 pela polonesa Iga Swiatek, Gauff contou que se inspirou naquele momento para buscar também um título de Grand Slam. “A forma como ela ergueu o troféu e todo o estádio a aplaudiu. Eu queria aquele momento para mim”, disse a tenista que após o título subiu para a terceira colocação no ranking da WTA.

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