Djokovic garante que reação rápida no começo do jogo foi crucial

Foto: Maria Christina Acosta

Miami (EUA) – Apesar de ter anotado um placar confortável para cima do italiano Lorenzo Musetti, cedendo apenas quatro games ao rival, o sérvio Novak Djokovic levou um susto no início do jogo. Ele foi quebrado de cara e perdeu os primeiros dois games da partida, mas se recuperou rapidamente e deslanchou, venceu nove games seguidos e definiu mais uma vitória sobre o freguês.

“Ele teve um começo de partida muito bom. Nos primeiros games, comecei um pouco lento e então sabia que se desse tempo, ele faria seus golpes. Ele adora fugir do backhand para acertar forehands, é tão talentoso que consegue fazer isso em qualquer superfície”, analisou o número 5 do mundo, que bateu Musetti pela oitava vez em nove encontros.

“Foi difícil, principalmente nos primeiros sete ou oito games da partida. Mas acho que quebrar o serviço dele para voltar para 2/1 e quebrar imediatamente em 3/2, foi uma mudança de momento e tentei usar isso. Eu saquei bem, isso torna sua vida mais fácil na quadra. Você consegue algumas bolas tranquilas e isso ajuda. No geral, foi uma ótima partida”, acrescentou o sérvio.

Nas quartas de final, Djokovic medirá forças com o tenista da casa Sebastian Korda. Será apenas o segundo confronto entre eles e o sérvio bateu o norte-americano na única vez que se cruzaram antes, dois anos atrás na final do ATP de Adelaide, em partida dura com três sets e dois tiebreaks, na qual o ex-número 1 do mundo saiu atrás e buscou uma virada.

Serena e Delpo nas arquibancadas

Dois ícones do tênis acompanharam de perto a vitória de Djokovic na última terça-feira. A norte-americana Serena Williams e o argentino Juan Martin del Potro estavam nas arquibancadas da quadra central do Hard Rock Stadium. “Fiquei impressionado. Foi incrível ver primeiro Delpo, um amigo de longa data e um rival. Tão feliz por tê-lo por perto e receber seu apoio em meu box”, disse o sérvio.

“E Serena, isso foi uma surpresa. Eu não sabia. Na verdade, quando eu acertei aquela passada na linha, apontei para ela e perguntei se estava tudo bem. Ela meio que disse: ‘sim, estava tudo bem’. Se Serena falou que estava tudo bem, então quer dizer que foi incrível para os padrões de todos os outros. Então sim, ótimo tê-los em quadra”, acrescentou Djokovic.

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Federer eterno GOAT
Federer eterno GOAT
3 dias atrás

jamais conseguirá superar o GOAT

José Afonso
José Afonso
2 dias atrás
Responder para  Federer eterno GOAT

– Recorde de Slams;
– Recorde de semanas como nº 1;
– Recorde de temporadas como nº 1;
– Recorde de Masters 1000;
– Recorde de ATP Finals;
– Único a ter todos os Big Titles;
– Único a ganhar todos os Masters 1000 e ainda fez isso duas vezes;
– Único homem a ter pelo menos 3 títulos em cada Slam;
– Único que conseguiu dominar seus dois rivais do Big 3;
– Único a derrotar Nadal em Roland Garros duas vezes;

Tá bom já ou quer mais?

Federer era excepcional, é meu segundo favorito e realmente era um espetáculo vê-lo jogar. Porém, quando ele jogava com Nadal, era um espetáculo triste, pois sempre foi freguês do Cueca, desde o início. Não tem como ser o maior sendo freguês de outro, quando se está no próprio auge.

Gilvandro
Gilvandro
2 dias atrás
Responder para  José Afonso

237 > 122
103 > 99
8 > 7
2 > 1

José Afonso
José Afonso
2 dias atrás
Responder para  Gilvandro

O que é o “2 > 1”?

Suspeito que o único desses que vai restar é o 237 > 122, hein, rsrs.

De resto:
24 > 20
428 > 310
40 > 28
8 > 5
1 > 0
Só pra citar os principais, rs.

Rafael Lucena
Rafael Lucena
1 dia atrás
Responder para  Gilvandro

Se formos pegar recortes de estatísticas que não interessam, coitado do Federer, da pra colocar um livro aqui de tudo que o Djokovic tem a mais. Aí vcs catam um slam específico (WB), cuja diferença é de 1 título, e os 103 títulos gerais (metade são pequenos). Nota dó.

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
2 dias atrás
Responder para  Federer eterno GOAT

Explica aí. Em que o Djokovic falta superar o Federer? Reivindicar algum reconhecimento que não fez por merecer é meio constrangedor e vergonhoso. Por isso, tenho certeza que o Federer não apoia algumas manifestações de alguns de seus fanáticos fãs.

SANDRO
SANDRO
2 dias atrás
Responder para  Federer eterno GOAT

O que mais se viu em Wimbledon foi Djokovic superando o Freguêser… Kkkkkkkkkkkkkk

Rafael
Rafael
3 dias atrás

O Goat voltou a jogar bem! Avante!!

Leonardo
Leonardo
2 dias atrás

Djokovic 2025 jogando no nivel do Djokovic 2021. O nivel de jogo sempre teve, mas nos ultimos torneios parecia que o fisico já não dava mais. Na derrota para o Botic na primeira rodada de IW, dava todo o sinal que estava tendo dificuldades com a velocidade e o ritmo de jogo. E agora chega em Miami como o “Bom e velho” Nole. Afinal, a qualidade do jogo está lá, o que faltava era voltar ao nivel fisico de uns 3 ou 4 anos atras. A pergunta é. Será que consegue manter isso de forma consistente, principalmente nos Grand Slams?

José Afonso
José Afonso
2 dias atrás
Responder para  Leonardo

Vamos torcer muito para que sim.

Eu acredito que o 25º vem em Roland Garros ou então em Wimbledon.

E realmente não descarto vencer os dois, embora saiba que aí já é muito mais difícil, rs.

Mas com Djoko saudável e Alcaraz sem tanta confiança contra ele, as chances são muito boas. Especialmente porque Sinner parece ainda não ter atingido seu melhor no saibro e na grama.

Jonas
Jonas
2 dias atrás

O sérvio está desfilando em quadra aos 37, quase 38 anos. Por mais que ele esteja em um nível muito abaixo que anos anteriores, sou da opinião de que ele não deveria parar de jogar agora.

Hoje ele pode sair rápido em um torneio porque está mais vulnerável, mas por outro lado, caso ganhe ritmo pode vencer qualquer um que disputar, em qualquer superfície. Enquanto for assim, deve continuar jogando.

Djokovic é tão acima do resto, que “sem esforço” se mantém no top 5 mundial. Nesse momento, apenas o Monfils é mais velho que o Nole no top 100, mas nem preciso desenhar a diferença gritante de ranking entre eles.

Última edição 2 dias atrás by Jonas
José Afonso
José Afonso
2 dias atrás
Responder para  Jonas

Concordo 100%.

Vejamos os últimos Slams, então:

– AO 2025: sem derrota direta, abandono na semi por lesão;
– US Open 2024: caso à parte, muita mudança de pisos e esforço olímpico (Alcaraz caiu até mais cedo);
– WB 2024: finalista, mesmo recém-operado;
– RG 2024: sem derrota, abandono nas quartas para fazer cirurgia;
– AO 2024: derrota na semi apenas para o todo-poderoso das quadras duras, Sinner, nº 1 disparado da temporada;
– 2023: campeão do AO, RG e US Open, sendo finalista em WB, perdendo partida disputadíssima;
– 2022: impedido de jogar AO e US, campeão de WB;
– 2021: campeão de 3 Slams.

Bom, o histórico mostra que ele ainda é altamente competitivo nos Slams e que só Sinner e Alcaraz tem um nível para derrotá-lo e ainda depende do piso. Alcaraz é dúvida, na verdade. Sinner no piso duro, sim, é superior.

Enquanto ele ainda estiver com boas chances de vencer Slam, não é hora de parar.

Última edição 2 dias atrás by José Afonso
Jonas
Jonas
2 dias atrás
Responder para  José Afonso

A pior versão do Djokovic foi naquele início de 2018, quando voltava de lesão. Se ele conseguir jogar pior que aquilo com frequência, aí precisa parar, rs.

quanto
quanto
2 dias atrás

Ontem performance incrível, física e uma solidez mental! Idemo Nole

Sergio Barreto
Sergio Barreto
2 dias atrás

O bom e velho Djokovic sempre buscando motivação para jogar um tênis de primeira linha e ganhando bem e mostrando que é o melhor de todos os tempos.
Parabéns Djoko, aprendiz de violino de sua filhinha.

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