PLACAR

Djokovic brilha e iguala Court com 24 Grand Slam

Foto: Garrett Ellwood/USTA

Nova York (EUA) – Pela terceira vez nos últimos anos o Arthur Ashe Stadium viu uma partida valendo o recorde de títulos de Grand Slam. Após duas tentativas frustradas de Serena Williams, neste domingo o sérvio Novak Djokovic aproveitou o maior palco do tênis mundial para igualar as 24 conquista da australiana Margaret Court, batendo o russo Daniil Medvedev com parciais de 6/3, 7/6 (7-5) e 6/3 para faturar sua quarta taça do US Open.

Curiosamente, o sérvio consegue igualar o recorde absoluto de títulos de Grand Slam exatamente no mesmo torneio em que Court levantou seu último troféu deste porte. Foram necessários 50 anos de espera para que outra pessoa conseguisse vencer tantos Slam em simples. Djokovic teve sua primeira oportunidade de alcançar tal marca em Wimbledon, nas acabou superado pelo espanhol Carlos Alcaraz em uma emocionante final.

Aos 36 anos de idade, ‘Nole’ se torna também o mais velho campeão do US Open, ultrapassado Ken Rosewall, que venceu o torneio em 1970 aos 35 anos. O australiano ainda segue como o mais velho finalista da história da competição, tendo ficado com o vice-campeonato em 1974, quando já havia completado 39 anos, derrotado na decisão pelo tenista da casa Jimmy Connors em sets diretos.

Pela terceira vez na carreira, o sérvio conseguiu disputar as quatro finais de Grand Slam em uma mesma temporada, repetindo o que já havia feito em 2015 e 2021. Com a conquista deste domingo, ele se torna o primeiro homem a vencer pela quarta vez na carreira três dos quatro principais torneios do circuito em um mesmo ano, algo que também havia alcançado em 2011, 2015 e 2021.

Com números que não param de crescer, Djokovic chega agora a 88 vitórias no US Open, ficando atrás apenas das 89 de Roger Federer, tendo tudo para superar o suíço no próximo ano, e das 98 de Connors, precisando de pelo menos mais dois anos para atingir esta marca. No geral, ele tem 361 vitórias em Grand Slam e está a oito de igualar o recorde de Federer (369).

O tetracampeonato do US Open deixa o sérvio empatado com o espanhol Rafael Nadal e o norte-americano John McEnroe entre os maiores campeões do torneio. Eles estão atrás apenas de Federer, Connors e Pete Sampras (com 5 títulos) e de Bill Tilden, William Larned e Richard Sears, os recordistas com 7 cada. Tilden inclusive é junto com Djokovic o tenista com mais finais disputadas, ambos com 10.

Começo bastante sólido de Djokovic

Muito firme desde o primeiro ponto, Djokovic não demorou para tomar as rédeas do placar, anotou quebra de zero no segundo game e abriu o jogo com 3/0. Depois de perder dois set-points no oitavo game, no saque de Medvedev, o servio foi ao serviço e confirmou para fazer 1 a 0 e dar enorme passo para a vitória, uma vez que nas 73 vezes em que faturou o primeiro set em Nova York, ele levou apenas uma virada, do suíço Stan Wawrinka na final de 2016.

Ainda na primeira parcial, com seus 12 winners, o sérvio superou a marca de 1.000 winners em Grand Slam nesta temporada, com quase 200 a mais do que o segundo. O saque também foi um diferencial para Djokovic, que venceu 68% dos pontos contra 56% de Medvedev. Ele não encarou sequer um break-point contra e teve três chances de quebra, precisando converter apenas uma delas para superar o russo na parcial.

Disputa acirrada e 2 a 0 no placar

O segundo set viu uma elevação no nível de Medvedev e uma queda no de Djokovic no decorrer da disputa, principalmente por conta dos pontos muito longos e de dois games disputadíssimos. O primeiro deles foi o oitavo que durou mais de 12 minutos, no qual o sérvio salvou um break-point. No 12º ele voltou a ser ameaçado, salvando um set-point para fechar em mais de 10 minutos de confronto.

Veio então o tiebreak decisivo e o russo aproveitou o melhor momento para abrir 2-0. Contudo, a resiliência de Nole é invejável e mesmo sofrendo um pouco com o físico naquele momento, ele conseguiu achar forças para reagir, devolveu o mini-break no quinto ponto e depois fechou com outro no primeiro set-point que teve. O sérvio chegou a 36 desempates vencidos e só 5 perdidos na temporada.

Série de quebras e fim de jogo

Se nos dois primeiros sets as quebras foram raridade, com apenas uma para ambos os lados, no terceiro a situação mudou um pouco de forma e elas vieram em profusão. Mais inteiro depois da pausa para ir ao banheiro na virada das parciais, Djokovic voltou a pressionar um pouco mais o oponente, conseguindo superar o saque de Medvedev no quarto game. O russo reagiu devolvendo o break em seguida, mas não sustentou seu próximo serviço e novamente levou a pior.

Djokovic abriu confortável vantagem de 5/2 ao encerrar a sequência de quebras, chegou a ver o russo servir em 0-30 no oitavo game, mas Medvedev se salvou e confirmou para seguir vivo na partida. O sérvio então teve o saque nas mãos para fechar e não deu brecha para o azar, venceu o game e sacramentou sua décima vitória e 15 duelos contra o tenista de Moscou, devolvendo a derrota sofrida no começo do ano em Dubai.

Números finais da partida

Afiado com o serviço, Novak teve desempenho bem superior ao de Medvedev, vencendo 69% dos pontos contra 59% do rival. Ele foi superior tanto com a primeira bola (81% contra 71%) quanto com a segunda bola (54% a 38%). Nos break-points, ele converteu metade dos seis que teve a seu favor e salvou dois dos três que teve contra.

Sua consistência também ficou clara ao levar a melhor nas bolas vencedoras, anotando seis a mais do que o russo (38 a 36) e também conseguindo cometendo menos erros não forçados (35 a 39). Destaque também para seu jogo junto à rede, vencendo 84% dos pontos (37  em 44 subidas), enquanto do outro lado Medvedev teve 73% de aproveitamento (16 em 22).

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