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Dimitrov: “Há muitos aspectos positivos para tirar”

Foto: Corinne Dubreuil/ATP Tour

Paris (França) – Derrotado na final do Masters 1000 de Paris pelo sérvio Novak Djokovic, o búlgaro Grigor Dimitrov segue com seu jejum de títulos, que dura desde a conquista do ATP Finals de 2017. Após se emocionar na premiação, ele explicou que foi um misto de sensações, mas garantiu que tira mais coisas positivas da semana e vai batalhar para ter novas oportunidades como essa no futuro.

“Acho que é difícil explicar as emoções. Essas são lágrimas de felicidade, não quero tê-las como algo negativo. Afinal, sou humano. No final das contas, acho que foi apenas o acúmulo, não apenas das últimas duas semanas, mas dos últimos meses de trabalho duro e da grande viagem à China. Estava tão perto de fazer algo que queria fazer há tanto tempo”, disse Dimitrov

“Não tenho vergonha, simplesmente aconteceu. Estou triste por ter perdido. Nunca é divertido quando você perde na final. Acho que agora tenho algum tempo para refletir e seguir em frente”, acrescentou o búlgaro, que acumulou 41 vitórias nesta temporada, seu maior número desde 2017.

Dimitrov destacou a profundidade de Djokovic na partida. “Sua bola estava incrível e mesmo que não estivesse se sentindo bem fisicamente, ele conseguiu me colocar em uma posição muito desconfortável e me fez trabalhar em cada golpe. Também acho que meu saque hoje não funcionou”, analisou o búlgaro, que voltou ao top 15 nesta segunda-feira após a campanha em Paris.

“No geral, fiquei um pouco chateado com o que fiz, mas é claro que enfrentar Novak na final é provavelmente uma das coisas mais difíceis que você pode ter no nosso esporte. Quando se trata dessas partidas, ele sempre é capaz de maximizar seu jogo, mesmo que não esteja no seu melhor. Ele consegue maximizar e colocar você em situações desconfortáveis”, observou o búlgaro.

De positivo para, ficou o desempenho no decorrer do torneio e a boa campanha. “Quero aproveitar esses momentos. Esta semana, em algumas partidas as coisas poderiam ter sido completamente diferentes para mim, mas consegui seguir firme, consegui ser muito bom mental e fisicamente também, embora estivesse lutando com algumas coisas”, destacou Dimitrov.

“Portanto, há muitos aspectos positivos que posso tirar disso. Ao mesmo tempo, preciso olhar para algumas coisas que posso melhorar, algumas coisas que posso voltar e talvez fazer melhor. Sinto que há pequenos detalhes que tenho certeza que, se melhorar um pouco, podem fazer uma grande mudança no meu jogo”, disse o tenista de 32 anos.

“É claro que no tênis todo mundo é muito competitivo. Há muitos bons jogadores, muitos bons concorrentes. Não sabemos como tudo o resto vai acontecer, mas a única coisa que quero sentir é que, no final do torneio, ganhe ou perca, quero ter a certeza de que deixei tudo o que tenho”, finalizou o búlgaro.

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