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Collins se impõe e chega a uma inédita final de WTA 1000

Danielle Collins (Foto: Jimmie48/WTA)

Miami (EUA) – A temporada de despedida de Danielle Collins do circuito profissional terá uma final inédita de WTA 1000. A norte-americana de 30 anos e ex-número 7 do mundo garantiu vaga na decisão em Miami, depois de superar nesta quinta-feira a russa Ekaterina Alexandrova, 16ª do ranking, popr 6/3 e 6/2 em apenas 1h14 de partida.

Collins tem dois títulos de WTA, conquistados no saibro de Palermo e no piso duro de San Jose em 2021. Já na temporada seguinte, disputou sua primeira final de Grand Slam no Australian Open. Em torneios de nível 1000, a melhor campanha de sua carreira era também em Miami, ainda em 2018, quando chegou à semifinal.

Atual 53ª do ranking, Collins voltará ao top 30 da WTA com os 650 pontos da final em Miami. Se for campeã, receberá 1000 pontos e cola no top 20. Ela também pode ser a primeira tenista da casa a conquistar o título desde Sloane Stephens em 2018. Na época, o torneio ainda era realizado em Key Biscayne. A mudança para Hard Rock Stadium, casa dos Dolphins na NFL, ocorreu no ano seguinte.

A adversária de Collins na final marcada para o próximo sábado às 16h (de Brasília) será a cazaque Elena Rybakina, número 4 do mundo. A norte-americana tem apenas uma vitória em quatro jogos contra a rival. Rybakina, de 24 anos, tem sete títulos de WTA, com destaque para Wimbledon em 2022. Em torneios de nível 1000, tem dois títulos, em Indian Wells e Roma no ano passado, e mais dois vices. Na atual temporada, a cazaque já ganhou dois títulos de WTA 500, em Brisbane e Abu Dhabi.

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Eliminada na semifinal, Alexandrova fez sua melhor campanha em um WTA 1000. A russa de 29 anos eliminou duas top 5 no torneio, a número 1 do mundo Iga Swiatek nas oitavas e a quinta colocada Jessica Pegula nas quartas. O resultado faz com que a russa ganhe uma posição no ranking e assuma o inédito 15º lugar.

No encontro entre duas jogadoras de estilo agressivo e que definem os pontos em poucas trocas, a partida começou com games muito equilibrados. Alexandrova conseguiu a primeira quebra logo cedo, mas Collins reagiu da melhor maneira possível. Ela fez quatro games seguidos, confirmando seus serviços de forma contundente. A pressão sobre os games de saque da russa continuava e Alexandrova salvou cinco set-points no saque, mas na sequência a tenista da casa manteve o saque de zero. Ela fez o dobro de winners, 8 a 4, e cometeu 12 erros contra 19.

Logo na abertura da segunda parcial, Collins conseguiu mais uma quebra de serviço. Com ótimo desempenho no saque, disparou todos os seus cinco aces da partida neste set e não enfrentou break-points. Ela cedeu apenas quatro pontos em seu serviço. Cada vez mais confiante na partida e dominando os ralis de fundo, a norte-americana conseguiu mais uma quebra e definiu a disputa em sets diretos. Collins fez quase o dobro de winners de sua adversária, 21 a 11. Ela cometeu 17 erros não-forçados contra 24 da rival.

 

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8 Comentários
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Viviane
Viviane
25 dias atrás

Eu particularmente não gosto de assistir jogos da Collins, mas tenho que reconhecer que ela tem feito um ótimo torneio, mas para por aí. Não acredito que ela seja capaz de ganhar da Rybakina, mesmo jogando em casa.

Flávio
Flávio
25 dias atrás
Responder para  Viviane

Verdade Viviane, mas como que a Alexandrova perde para ela viu pois a diferença técnica é muito grande e parece que os deuses queriam que ela vencesse, agora se a Ribakina controlar os nervos é muito difícil perder para Collins, mas a Collins vem fazendo milagre e os deuses podem premiá-la devido a sua história de vida.

Fernando Venezian
Fernando Venezian
24 dias atrás
Responder para  Viviane

Viviane, torço pra Rybakina, porém a melhor jogadora desse torneio é a americana. Ela tá se impondo com muita autoridade!

Leonel
Leonel
25 dias atrás

Gosto da Collins mas vejo que ela teve um caminho errático até aqui( lesões). Quando tudo parece equilibrar pra ela no tênis de repente já são 30 anos. Pra mulher tenista que quer ser mãe Fica dividida. Acho que vai fazer boa escolha parar e ser mãe. Já ganhou uma boa grana. Ganhar um torneio a mais ou Slam não vai levar a patamar algum. Boa sorte a ela. Gosto da Rybakina mas tô com a Collins nessa final.

Osvaldo
Osvaldo
25 dias atrás

isso aí, Collins, vamo calar a boca desses machistas, misóginos e intolerantes que te atacam covardemente pela simples decisão de querer ser mãe !

Fernando Romero
Fernando Romero
24 dias atrás

Ganhou os 3 ultimos jogos (Cirstea, Garcia e Alexandrova) pelo mesmo placar: 6×3 6×2. E nos 3 primeiros, fechou os jogos com os mesmos 3×2. Isso deve ser inédito no circuito.

Fernando Romero
Fernando Romero
24 dias atrás
Responder para  Fernando Romero

Com os mesmos 6×2

Fernando Venezian
Fernando Venezian
24 dias atrás

Não dá nem pra acreditar que essa americana vai se aposentar! Ela tá jogando um tênis primoroso!

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