Felipe Priante
Especial para TenisBrasil
Rio de Janeiro (RJ) – Ao final de mais uma edição do Rio Open, o diretor do torneio Lui Carvalho concedeu sua tradicional entrevista coletiva para fazer um balanço do evento. Ele reconheceu que a 12ª edição do torneio foi desafiadora, começando pela organização no meio do Carnaval, e terminando com a chuva que atrapalhou a reta final, mas fez um balanço positivo.
“Foi uma edição bem desafiadora, uma montanha-russa com altos e baixos. Obviamente a gente começou ali com as desistências, mas depois teve o recorde de brasileiros na chave, que foi um ponto bem positivo. Também teve um trabalho nos bastidores para fazer acontecer essa dupla do Marcelo (Melo) com o João (Fonseca)”, disse Lui, celebrando a conquista nas duplas.
Para o diretor do evento, apesar de os brasileiros não terem ido longe, o título de duplas de Melo e Fonseca conseguiu manter em alta a atenção no torneio. “Então acho que a gente está bem servido de campeões com esses três”, comentou, salientando também a conquista do argentino Tomas Etcheverry que encarou por volta de 6h em quadra no domingo para faturar o título.
Mudança de piso e ingressos
Um assunto que o público sempre cobra do Rio Open é uma venda melhor dos ingressos. Lui reconhece que há problemas pontuais no sistema quando abrem as vendas. “Eles são gerados muito pela quantidade de acessos ao mesmo tempo. Para vocês terem uma ideia, foram 200 mil acessos na compra de ingressos no ano passado. Isso é muito. A gente não tem essa quantidade de ingressos à venda”, argumentou.
“Não estou isentando da nossa culpa, mas eu estou falando que acaba gerando um ruído, uma experiência ruim, e essa experiência ruim acaba gerando esse barulho maior. É uma questão mais de a gente tentar se adaptar a trabalhar para melhorar o sistema”, completou Lui, indicando que a mudança de plataforma de venda não está nos planos, mas sem descartar a possibilidade.
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Já sobre o assunto da semana, a cada vez mais iminente mudança de piso, Lui mostrou que o caminho é esse mesmo. “É um pedido meu, que plantei há sete anos junto à ATP. É um processo, é cíclico, é político, não é da noite para o dia. Eu confio que a gente está chegando perto de um desfecho feliz, nessa questão de poder fazer essa mudança”, afirmou.
Lui contou que o Rio Open tem trabalhando nos bastidores para posicionar o evento de uma maneira que o ATP enxergue que a América do Sul é um mercado potencial. Neste contexto, há também a visita do presidente da ATP, o italiano Andrea Gaudenzi, que veio mais para ver as condições do evento do que para negociar as mudanças. Isso só deverá acontecer em reuniões futuras.
“A gente queria muito mais para mostrar o evento, mostrar a cidade, mostrar o potencial (para ele). Então, ele se reuniu com a gente, a diretoria da IMM (organizadora do evento) e com os patrocinadores para escutar deles também esse comprometimento do investimento para o desenvolvimento do evento, que é muito importante”, falou o diretor do Rio Open.
Nomes para o futuro
Enquanto a mudança de piso não vem (podendo ser acompanhada ou não da mudança de data), em 2027 o evento seguirá no Jockey Club Brasileiro e sobre o saibro. Embora já esteja pensando na próxima edição, Lui conta que não há ainda qualquer tipo de conversas e explica que espera a temporada europeia de saibro terminar para ver quem foi bem e que possa ter interesse de jogar aqui,
“A gente não tem nenhum contrato vigente, mas obviamente tem alguns jogadores que a gente vem conversando há algum tempo para poder trazer. Não vou falar para você que a gente vai trazer grandes nomes do piso duro porque sabe da dificuldade de poder atrair eles para cá”, disse o dirigente.
Por enquanto a única certeza é a volta de João Fonseca, mas nomes como Casper Ruud, Andrey Rublev e Holger Rune são possibilidades. Lui destaca que a Copa Davis também pode ajudar, caso algum bom jogador venha defender seu país na América do Sul, o que facilita bastante as negociações.
Ele lamentou que a maior parte das equipes sul-americanas jogou fora recentemente na Davis. O único jogo por aqui foi do Chile contra a Sérvia, que não contou com Novak Djokovic. “Na hora que saiu o sorteio, é óbvio que eu mandei uma mensagem. ‘Não vou nem jogar a Copa Davis e nem o Rio’ foi a resposta, mas o não a gente já tem”, brincou Lui.














O Djokão perdeu de ganhar 500 pontos (muito provavelmente) e de virar o ídolo máximo do Rio (certamente).
Ele odeia o RJ
Difícil Djoko vir aq, aquele calote que ele tomou deixou péssimas impressões.
O piso duro seria a melhor opção já, encaixando-se melhor na sequencia AO ate Miami e, assim, tornando-se uma excelente opção para os tops 20.
Espero que aconteça essa mudança de piso, ela é fundamental pro futuro do rio open.
É um desafio muito grande fazer com que o site de venda de ingressos não dê bug e quando volte não esteja com todos os ingressos esgotados. E um desafio maior ainda deve ser fazer com que esses ingressos todos não apareçam na mão de cambistas….
Alguma explicação razoável para a verdadeira maratona que é comprar um ingresso nessa plataforma zoneada e nos dias do evento as arquibancadas estarem vazias?
Todos têm a explicação real, mas ela não é razoavel por isso ninguem fala….
Eu já desisti ,moro no Rio e nunca consegui comprar um ingresso.
Só conheço um amigo que foi e ele disse que ganhou cortesia ,pois também nunca teve sucesso na compra .
Esta plataforma atual de vendas é muito, muito ruim mesmo. No sistema anterior, que esteve vigente nos (vários) anos iniciais do torneio, funcionava beeeem melhor, e era relativamente tranquilo de comprar ingressos, até mesmo meias-entradas.
Além disto, a atuação dos cambistas, que empregam um exército de “laranjas” para comprar ingressos online, também atrapalha muito.
Wawrinka não quis vir esse ano?
Se mudar pra duro, não seria preciso um espaço maior entre o argentino e rio?!
E a data x chuvas?!
Sugestão tbém não esquecer do excesso de cambistas e alugarem um gerador pra falta de energia, pelo menos na quadra central. Abs
Se a compra dos ingressos já é uma zona há mais de 5 anos para um torneio que sempre está completamente esvaziado, e caríssimo diga-se de passagem, e o próprio Diretor assume que o sistema é ruim mas não pretende fazer nada, imagina se acontece a alteração de data e piso e aparecem uns 4-5 top 20 no torneio. Esquece que ninguém conseguirá comprar por vias legais. Ou você é amigo desse tal Diretor e consegue a entrada ou vai precisar orar para que todos os astros estejam alinhados e dar a sorte de conseguir efetuar a compra no site.
Tentei comprar ingressos para passar a semana no Rio. Tudo esgotado tão logo liberaram as vendas. Ok, assisti na TV e vi grande parte do torneio com as qrquibancadas semi vazias. Quem explica?
Se o sistema é ruim, por quê não trocam?? Por quê não está nos planos?? Só consegui assitir em 2019 ao vivo no Jóquei e no Qualy somente. Absurdo!!
Não é o piso que atrai grandes jogadores, mas a grana extra pela participação! Já imaginaram pedidos para Roland Garros mudar o piso? Creio que não! Até as ditaduras arabes já fazem isso, coloquem uma montanha de dolares na mesa que todos virão para cá!
Coitados do argentinos se mudar o piso para duro, vai tirar muito ganha pão rsrsrsr
Tomara que mude…