Cobolli busca virada e garante o tetra da Itália na Copa Davis

Flavio Cobolli (Foto: ITF)

Bolonha (Itália) – Pela quarta vez na história, a Itália é campeã da Copa Davis. Jogando diante de sua torcida na SuperTennis Arena, em Bolonha, a equipe italiana superou a Espanha por 2 a 0 neste domingo, decretando a terceira conquista consecutiva do país na competição.

O ponto decisivo foi marcado por Flavio Cobolli, número 22 do mundo, que buscou uma emocionante virada sobre o espanhol Jaume Muner, 36º colocado no ranking da ATP, por 1/6, 7/6 (7-5) e 7/5, após 2h56 de batalha. No primeiro jogo do dia, Matteo Berrettini já havia derrotado Pablo Carreño Busta com parciais de 6/3 e 6/4.

Com o tricampeonato consecutivo, a Itália se torna o primeiro país a obter o feito desde o penta dos Estados Unidos entre 1968 e 1972. Além deles, apenas Grã-Bretanha, França e Austrália também conseguiram essa façanha na história centenária da Copa Davis.

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Além dos quatros títulos em 1976, 2023, 2024 e 2025, os italianos colecionam outros seis vice-campeonatos, em 1960, 1961, 1977, 1979, 1980 e 1998, sendo, portanto, a sétima nação com mais finais disputadas. Eles só ficam atrás da própria Espanha (6 títulos em 11 finais), Suécia (7 títulos em 12 finais), Grã-Bretanha (10 títulos em 18 finais), França (10 títulos em 19 finais), Austrália (28 títulos em 49 finais) e Estados Unidos (32 títulos em 61 finais).

Outra estatística histórica que o campeões mundiais alcançaram é o fato de ser a primeira equipe a vencer uma edição da Davis sem perder um único jogo desde os Estados Unidos em 1972. Na atual edição, os italianos disputaram apenas a fase final em Bolonha, batendo a Áustria nas quartas, a Bélgica na semi e a Espanha na final, sempre por 2 a 0.

A Itália também amplia sua vantagem no confronto direto contra a Espanha, com oito triunfos em 14 duelos. A Squadra Azzurra não batia os hispânicos desde as quartas de final do Grupo Mundial de 1997. Depois disso, o país ibérico anotou três vitórias consecutivas, em 2000, 2005 e 2006, vendo agora essa série invicta se encerrar.

Cobolli começa abaixo, mas reage e vence

Apesar de toda a pressão pelo resultado para manter a Espanha viva na disputa, Jaume Munar começou o jogo com tudo e rapidamente abriu 4/0, cedendo apenas quatro pontos. Apenas no quinto game ele encontrou resistência do outro lado da quadra e precisou salvar cinco break-points antes de confirmar o saque. Ainda houve tempo para Flavio Cobolli sair do zero, mas na sequência o espanhol fechou o set por 6/1.

Embalado pela vitória parcial, Munar começou o segundo set já com uma quebra, complicando ainda mais a situação italiana. No meio do segundo game, porém, a partida foi interrompida por alguns minutos, devido a um incidente nas arquibancadas. Na volta, Cobolli precisou de três break-points para dar o troco, mas conseguiu o empate e renovou as esperanças de virada.

O jogo seguiu equilibrado, com bons lances e uma torcida muito participativa. Foi com essa atmosfera que Cobolli chegou a quatro set-points no 12º game, no serviço do rival, mas Munar se salvou de todos com as mais variadas formas: forehands vencedores, voleio curto e bom saque. A definição do set foi para o tiebreak, que manteve o clima de tensão e grandes jogadas. Nos momentos decisivos, Cobolli aproveitou a energia da torcida e elevou o nível para deixar tudo igual no placar.

Como não poderia ser diferente, o terceiro set colocou à prova o mental dos jogadores. Nos dez primeiros games, o domínio foi absoluto dos sacadores. No 11º, porém, Cobolli chegou a dois break-points, o primeiro salvo por Munar com um voleio genial de bate-pronto. No segundo, o italiano foi para cima e disparou um winner cruzado de direita para concretizar a quebra, incendiando a SuperTennis Arena.

Com o saque em mãos e ovacionado pela torcida italiana, ele selou o tetracampeonato da Itália com mais um ataque de forehand, que Munar até alcançou, mas não conseguiu devolver para o outro lado da quadra.

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João
João
18 dias atrás

Jogar em casa e numa competição que estragaram ajuda muito. Por sinal, o Tenisbrasil mencionou que a Caze TV transmitiu a competição?

fabiano
fabiano
18 dias atrás
Responder para  João

SIM…ESTÁ ANOTADO QUE IA PASSAR NA CAZÉTV….

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
18 dias atrás
Responder para  João

Em casa ajuda muito, mas não definiu diversas vezes na história. O efeito Sinner , mexeu no mental dos jogadores Italianos, mas o desfalque encima da hora de Alcaraz, pesou bastante para a ” Armada ” . Estragada ou não, Copa Davis é sinônimo de torcida e jogadores dando o máximo. Há muito não vejo Berretini tão focado. Abs !

SANDRO
SANDRO
18 dias atrás
Responder para  João

Não vi nenhum favorecimento à Itália… O que vi foram tenistas italianos aguerridos e competentes, com muita fome de vitória, com uma arbitragem decente e idônea sem qualquer tipo de favorecimento!!! E um time que consegue ser Campeão com sua equipe “C” desfalcada de seus 2 tenistas TOP 10, é porque esse time é muito forte mesmo!!!
A equipe “A” da Itália seria se ela estivesse completa com todos os seus TOP 10…
A equipe “B” da Itália seria se houvesse o desfalque de apenas um TOP 10, ou Sinner ou Musetti.
A equipe “C” da Itália foi essa que foi Campeã mesmo desfalcada de Sinner e Musetti!!! Isto é fenomenal, é um feito e tanto da poderosa e temida “Squadra Azurra”!!!
Agora a “Squadra Azurra” se tornou TETRA Campeã da Davis Cup: em 1976 no Chile, em 2023 na Espanha, em 2024 na Espanha e agora em 2025 pela primeira vez Campeã dentro da própria Itália!!!

Cassio
Cassio
17 dias atrás
Responder para  SANDRO

Compensa o futebol da Azurra…

eduspacca
eduspacca
17 dias atrás

Mau perdedor o Munar

Última edição 17 dias atrás by eduspacca
Neto
Neto
17 dias atrás

Munar teve um ano muito bom. Mas ainda não é um jogador capaz de carregar a Espanha. Pena. E Carreno Busta está numa descendente. Aí fica difícil.

Felipe
Felipe
17 dias atrás

Itália sobrando, sem Musetti e Sinner, que fase espetacular

Mário Mendonça
Mário Mendonça
17 dias atrás

A Davis acabou quando jogadores de futebol a compraram!

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