Circuito volta à quadra dura com desfalques e oportunidades

Alex de Minaur (Foto: ATP Tour)

Jannik Sinner e Novak Djokovic decidiram ampliar o descanso, Carlos Alcaraz segue cheio de dúvidas e assim a volta do circuito masculino à quadra sintética abre brechas. Alexander Zverev, por exemplo, pode sair de Montréal muito perto da liderança no ranking da temporada.

Washington é a primeira grande parada do circuito norte-americano de verão, reunindo nada menos que dois eventos de nível 500 simultâneos. O torneio da capital norte-americana tem longa tradição e carrega na sua galeria de campeões Thomaz Koch, que venceu a fortíssima edição de 1969 em cima da estrela local Arthur Ashe. O evento então acontecia sobre o saibro e a final era em cinco sets. Foi o título de nível profissional de maior relevância do canhoto gaúcho, que recebeu o troféu das mãos da filha do então presidente Nixon.

A chave masculina coloca três dos atuais top 10 em quadra, entre eles os heróis da casa Taylor Fritz e Ben Shelton e o atual campeão Alex de Minaur. O torneio de US$ 2,5 milhões fechou a chave no 56º lugar e por isso traz ótimas atrações desde a primeira rodada como Minaur x Stefanos Tsitsipas, Arthur Fils x Rafael Jodar e o duelo de canhotos e de gerações de Learner Tien x Adrian Mannarino.

Não é só. Voltam ao circuito Lorenzo Musetti e Jack Draper, enquanto Tommy Paul sequer conseguiu entrar como cabeça de chave. Ganharam convites Kei Nishikori, para sua despedida oficial, e o duas vezes campeão Nick Kyrgios, que jogará apenas duplas ao lado de Frances Tiafoe, garantia de lances bonitos e descontraídos.

A competição feminina tem 28 jogadores e premiação inferior mas boa, na casa dos 1,6 milhão. Jessica Pegula, Elina Svitolina e Naomi Osaka saem adiantadas. Também há promessa de boas partidas desde a primeira rodada, com Anastasia Potapova x Venus Williams, Madison Keys x Liudimila Samsonova, Emma Navarro x Sofia Kenin e Alexandra Eala x Qinwen Zheng.

Acontecem ainda dois 250. O da ATP é em Los Cabos, com favoritismo de Jiri Lehecka, Francisco Cerúndolo, Karen Khachanov e Luciano Darderi, que passou as últimas semanas no saibro e vai arriscar a transição. Um duelo de convidados parece bem especial: Grigor Dimitrov contra o adolescente Moise Kouame. O torneio mais fraco ocorre em Memphis, tendo Ekaterina Alexandrova como única top 40 entre as participantes.

O WTA 1000 de Toronto, que vem na sequência, terá 18 das top 20 em quadra. Aryna Sabalenka precisa se preocupar. Segue 54 pontos atrás de Mirra Andreeva no ranking do ano e a vantagem sobre Elena Rybakina é de 318. Caso cheguem ao título de Washington, Pegula e Svitolina também entram na briga.

O verão norte-americano promete ser escaldante também dentro da quadra.

Wild, aos 45 do segundo tempo

Enfim, o paranaense Thiago Wild parece fisicamente inteiro. No período de um mês, conquistou dois torneios de nível challenger, recuperou pontos importantes que tinha a defender no período e, ao se reaproximar do top 200, garantiu o direito de disputar o qualificatório do US Open junto a Gustavo Heide, já que Wild não tem mais resultados a repetir até o final da temporada.

O título em Zug neste domingo, evento de nível 125 e premiação de 203 mil euros mas sem qualquer top 100 na lista, mostrou um Wild estável e confiante, com apenas um set perdido na semana. Ele segue inscrito para o challenger de nível 75 em Liberec, onde deve estrear na terça-feira.

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Ronildo
Ronildo
15 dias atrás

Sensação estranha ver o Tsitsipas jogar quali de master mil. E pensar até já torci por ele contra o Djokovic, inclusive em final de RG. Daí, enquanto o jovem está num quali de master mil, Djokovic, que já tem idade para ser avô, está descansando, planejando uma boa campanha em Cincinnati e US Open.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
13 dias atrás
Responder para  Ronildo

Agora sim Ronildo, palavras condizentes com a realidade.
Rsss.

levI sIlvA
levI sIlvA
11 dias atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Rsrsrs

Luiz Fernando
Luiz Fernando
15 dias atrás

Que pena que o Di Menor perdeu, uma grande perda para o evento, o público deve estar revoltado kkkk

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
15 dias atrás
Responder para  Luiz Fernando

É o tipo do jogador aguado. Parece chuchu cozido sem sal.

levI sIlvA
levI sIlvA
14 dias atrás
Responder para  Maurício Sabbag

Maurício, meu caro, tanto o chuchu quanto o repolho cozido, a gente quebra esse adocicado que nos soa como sem graça com uma pitada mínima de pimenta do reino, sabia dessa? Se tentar fazer isso apenas no sal, fica impossível de engolir….!

lEvI sIlvA
lEvI sIlvA
16 dias atrás

Caramba, que loucura o caso da Marketa Vroundosouva…! Suspensa por 4 anos da WTA…!

Ronildo
Ronildo
15 dias atrás
Responder para  lEvI sIlvA

Sim, e quanto maior a barbaridade, mais explicações dão para tentar convencer o público de justeza.

Ronildo
Ronildo
18 dias atrás

Dalcim, você que conhece bem o ambiente do tênis, ou alguém que conheça ou é professor de tênis, eu tenho uma pergunta: não faz parte do treinamento de tenistas a subida à rede em ocasiões propícias e o uso de curtinhas neste instante? Porque os tenistas usam curtinhas quando estão no fundo da quadra mas não usam curtinhas quando estão na rede e o oponente está no fundo da quadra? Não seria este o melhor momento para usar curtinhas?
Certa vez eu vi o Federer subir à rede contra o Djokovic e forçar uma bola no fundo da quadra que saiu por pouco enquanto o Djokovic estava plantado à linha. Anos depois o Federer apareceu fazendo a bolinha praticamente parar na sua raquete. Porque não fez isso naquela jogada e deixou a bola cair logo ali junto à rede? Mas eu formulei esta pergunta porque assisti alguns jogos do W75 de Vacaria e lá ficou evidente como as tenistas tentavam curtinhas quando estavam no fundo da quadra e nunca quando estavam perto da rede e a oponente recuada.

Última edição 18 dias atrás by Ronildo
Ronildo
Ronildo
17 dias atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

Então é o que eu pensei Dalcim: os tenistas em geral tem receio que a bola se alongue um pouco mais e facilite para o adversário. Obrigado

Joselito
Joselito
17 dias atrás
Responder para  Ronildo

É muito comum a curtinha nas ocasiões de subida à rede e, nesse caso, mais conhecido como voleio.

Ronildo
Ronildo
17 dias atrás
Responder para  Joselito

Sim, os voleios. Porém o ideal seria treinar algum tipo de amortecimento da bola para ela cair ali mesmo do outro lado da rede, desde que o adversário esteja longe. Tipo assim:
https://youtu.be/UDSSq0nUzpk?si=46NeAx2L651TgWXJ

Joselito
Joselito
16 dias atrás
Responder para  Ronildo
Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
17 dias atrás
Responder para  Ronildo

Me parece que a definição de quando executar a curta, depende mais da posição do adversário que da sua.
Quando se está muito próximo da rede, às vezes, o que se faz é um bate-pronto bem curto, mais como defesa, que como ataque curto.

Ronildo
Ronildo
17 dias atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Sim, verdade Luiz Fabriciano. Geralmente os dois correm para o centro da quadra.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
17 dias atrás
Responder para  Ronildo

Então caro Ronildo. O “ Toque “ vale a pena conferir em Guga Kuerten Beast-shot ATP no YouTube. Era especialidade da casa … Abs !

Luiz Correia
Luiz Correia
18 dias atrás

Não consigo entender o Heide sequer tentar o quali em Los Cabos. Chave do quali fraquíssima, até Bernard Tomic passou como Lucky loser e venceu na primeira rodada.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
18 dias atrás

Chefe, qual sua análise do tenista Cruz Hewitt?
Ontem teve destaque em Washington.
Será o primeiro filho de campeão a ser igualmente campeão?
Claro que não falo de um ou dois torneios pequenos apenas.

evaldo moreira
evaldo moreira
16 dias atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

Falou e disse o mestre….

Thiago Silva
Thiago Silva
17 dias atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Perebaço, se ganhar um 250 na vida já vai ser muito.

evaldo moreira
evaldo moreira
16 dias atrás
Responder para  Thiago Silva

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

SANDRA
SANDRA
19 dias atrás

Dalcim , se ninguém gosta desses Masters de 12 dias pra que fazem ? Até onde sei nem o publico e nem os jogadores gostam ?

Evaldo Moreira
Evaldo Moreira
19 dias atrás

Pena que…

Guto Miguel não vai participar, teve o visto barrado, e esse ATP 500 de Washington sempre foi forte, e de tradição, mas bem que poderia ser também um master 1000 também..

Enquanto que a maioria dos top tenn estão a vapor, outros a galope, com exceção de Alcaraz, e por falar nele, vi no Tik Tok, em que estava em restaurante, e veio uma menina que foi ao encontro dele para abraçar..

Teve todo o cuidado com a mão que ainda está com a proteção no punho, é Dalcim, parece preocupante mesmo, em pleno verão americano, embora Carlos esteja treinando, não sei se aumentaram a intensidade, mas muito estranho, e o staff não faz divulgações concretas, e ainda acho que ele não vai a Cinci defender o título….

E sobre a BHM, se for verdade que esteja grávida, Deus abençoe, e que tudo possa dar certo pra ela, aliás já deu tudo certo.

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
19 dias atrás

Como mencionado pelo Dalcim, a grande incógnita do verão americano é o Alcaraz. E provavelmente será cabeça 3 no US Open, podendo pegar Sinner na semi… se chegar a essa fase.
E tem mais incógnitas. Serena vai receber convite pro US Open? Dimitrov vai se recuperar a tempo da nova contusão? Em problemas desse tipo, o búlgaro e o Lorenzo Musetti podem se dar as mãos, infelizmente.

Gil
Gil
20 dias atrás

Dalcim, acabei de ver um stories da Bia, deu uma indireta que a avó dela será bisavó… Bia tá grávida???

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
19 dias atrás
Responder para  Gil

Se a Bia tiver um irmão/irmã, pode não ser ela que vai dar um bisneto pra vó.

Evandro
Evandro
21 dias atrás

Obrigado, Dalcim, por trazer à memória o grande feito de Thomaz Koch, bem no ano em que nasci.

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

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