Bicampeão dá adeus e norte-americanos sonham com fim do jejum

Sem ver um campeão de Grand Slam desde que Andy Roddick surpreendeu com o título de 2003 no US Open, o tênis masculino norte-americano ganhou o direito de sonhar, e com grande chance, de enfim encerrar esse terrível jejum. Ben Shelton impediu o favorito Carlos Alcaraz de brigar pelo tri e segundo troféu consecutivo um jogo histórico e decidirá com Frances Tiafoe quem fará a primeira final de Slam da carreira.

Big Ben fez a melhor partida que já me lembro de tê-lo visto jogar, principalmente pela sua capacidade de manter as trocas de bola contra Alcaraz num ritmo pesadíssimo. Enquanto o duas vezes campeão perdeu intensidade e mostrou certa falta de pernas a partir do segundo set, Shelton manteve padrão de alto nível técnico e físico, lutando bravamente pelos pontos e colocando o adversário para correr. Mesmo tendo perdido facilmente o quarto set, voltou a jogar com firmeza na longa e tensa série decisiva, finalizando um match-tiebreak tenso e lutado ponto a ponto.

Claro que Shelton sacou maravilhas. Desde o primeiro game, abusou da força, marcou diversos primeiros serviços na casa dos 230 km/h e forçou o segundo saque – um marcou 195. Porém, além disso, devolveu com profundidade, manteve sempre uma postura ofensiva e perdeu raros pontos junto à rede. O primeiro set foi especialmente magnífico num jogo que terminou depois das 3 horas da madrugada – novo recorde do torneio – e recompensou o persistente público com dezenas de lances geniais dos dois lados. Shelton, que acaba de defender seu título no Masters canadense, chega a sua terceira semi de Slam e segunda em Nova York.

Tiafoe por sua vez obteve uma das vitórias mais memoráveis de sua carreira. O garoto Alex Michelsen sacou para o jogo ainda no terceiro set e teve depois vantagem de 3/0 na série decisiva. Entrou em jogo, é claro, a menor experiência em jogos tão grandes, refletidas nas duplas faltas quando tinha tudo nas mãos, mas o espírito de luta de Frances mereceu aplausos.

Enquanto o agora número 8 do ranking comemorava sua terceira presença nas semifinais do US Open, Michelsen chorou nos seus ombros, numa das cenas mais marcantes deste US Open. A partida teve um total de 40 break-points, dos quais cada um aproveitou oito.

Tiafoe deixou o top 30 pouco antes do Australian Open, fez final de Acapulco e quartas em Miami para se recolocar como 18º e era 26º quando ganhou Halle, seu quarto ATP da carreira mas o primeiro em três temporadas. O vice em CIncinnati para Arthur Fils foi sinal de que ele poderia ir longe novamente em Flushing Meadows.

O retrospecto entre os dois carismáticos homens da casa marca 3 a 1 para Shelton, embora cada um tenha vencido uma vez em duelos no US Open. O canhoto de 23 anos assume provisoriamente o quarto lugar do ranking, posição que só perderá caso Tiafoe seja campeão.

Sabalenka se agiganta na hora certa

O duelo de agressividade absoluta entre Aryna Sabalenka e Linda Noskova valeu o ingresso. Jogo intenso, cheio de alternâncias, sem sinal de quem sairia vencedora até o finalzinho do match-tiebreak. Cada uma disparou mais de 40 winners (46 a 42 para Noskova, que fez 18 a 12 em aces).

Na hora que precisou de toda sua confiança e arrojo, Sabalenka foi notável. Saiu de 2/4 no terceiro set e de 0-2 no supertie, tirou tudo que pode do saque, incluindo dois segundos serviços ousados, o último deles que virou ace no match-point. “Tive sorte”, foi sua modesta definição ao atingir a sexta semi consecutiva em Nova York.

Sabalenka não derrotava uma top 10 desde Coco Gauff em Miami e havia perdido os dois jogos de Slam que foram ao terceiro set. “Ela estava sacando melhor que eu na série decisiva, tive de pensar ponto a ponto”. E segue com chance de fechar a temporada com um troféu de Slam, o que tem feito seguidamente desde 2023, mesmo que o número 1 vá embora.

Vai cruzar pela 14ª vez com Jessica Pegula, a quem venceu nas duas últimas edições do torneio rumo ao título, a primeira na final e a do ano passado na semi. A norte-americana ganhou apenas quatro desses confrontos e certamente não poderá mostrar a mesma fragilidade desta noite diante de Emma Navarro, em que só jogou realmente com firmeza a partir da metade do terceiro set. Por vezes, o saque machucou muito pouco e isso é fatal diante da devolução forçada da bielorrussa.

Aryna e Jessica estarão de dedos cruzados para ver se Elena Rybakina não crava o número 1 nesta quarta-feira diante de Qinwen Zheng. Só nesse caso, a semi também valerá a chance de liderar o ranking caso uma das duas chegue ao título. Coco Gauff, que enfrenta Mirra Andreeva, também fica na torcida.

Luísa é a nova número 3 do ranking

Apesar do placar aparentemente tranquilo, Luísa Stefani e a parceira Gabriela Dabrowski tiveram de jogar muito para superar o dueto chinês formado por Xinyu Jiang e Shuai Zhang, o que garante a terceira semi em Flushing Meadows e o inédito terceiro lugar do ranking para a paulistana de 29 anos.

Em busca da segunda final seguida de Slam, as vices de Wimbledon enfrentam no final da tarde desta quarta-feira as norte-americanas Robin Montgomery e Ashlyn Krueger, que não jogavam lado a lado há três anos e enfrentaram o dueto de Stefani no WTA de San Jose de 2021.

Há enorme chance de a decisão do título ser diante das líderes do ranking, a norte-americana Taylor Townsend e a tcheca Katerina Siniakova, que vão enfrentar a belga Elise Mertens e a russa Diana Shnaider.

Subscribe
Notificar
guest
114 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Andre Aguiar
Andre Aguiar
09/09/2026 21:18

Se o Shelton for consistente a ponto de manter por mais tempo o nível de jogo que apresentou nessa madrugada, deverá formar um Big 4 com Sinner, Alcaraz e Zverev nos próximos anos. O ranking vai começar a mostrar um descolamento desses quatro para a turma que vem atrás, na qual parece que haverá um sobe-desce constante.

José Afonso
José Afonso
09/09/2026 19:25

Felizmente fomos salvos de ver mais um título de Slam com asterisco para o ex-número 1 mais fake da História.

Bye bye, Tevez Jr.!

Ronildo
Ronildo
09/09/2026 20:48
Responder para  José Afonso

Piada repetitiva sem graça! É até engraçado kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
09/09/2026 21:56
Responder para  José Afonso

Não tem nenhum troféu de torneio algum que venha com um asterisco gravado nele. É coisa da sua cabeça.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 16:13

Em Julho de 2025 , Sabalenka tinha 12 400 pontos como TOP 1 . Rybakina 3400 pontos como Top 11. Em Set/2026 temos uma nova N 1. Daí que se manter em Semanas Consecutivas no topo é algo incrívelmente difícil. Nada desprezível como dizem os Kombistas … rs . Abs !

Paulo F.
Paulo F.
09/09/2026 17:51
Responder para  Sérgio Ribeiro

Nada desprezível, mas não é dos recordes mais importantes do tênis.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 18:43
Responder para  Paulo F.

Jura ???. As 310 Semanas na ponta de Federer, pareciam inatingíveis. Nem Lendl, McEnroe, Connors, Agassi, Nadal … Djokovic foi lá e bateu. Semanas Consecutivas, Djokovic com as suas 122 , ficou longe de vários, imagina 237 . Este recorde é imbatível devido a imensa pressão de ficar no topo. Quando Murray o pressionou em 2016 , “goat ” desmoronou. O “dominador” caiu cedo no AOPEN 2017 , e somente levou 2 ATPs250 em toda a Temporada caindo para Top 12. O Sr PF apenas repete o que ouve do Piloto. Do Esporte mesmo , pouco conheces ..rs …Abs !

SANDRO
SANDRO
10/09/2026 00:38
Responder para  Sérgio Ribeiro

Roger Freguêser pode ter 1 Bilhão de semanas como número 1, e está muito longe de ter 40 Masters Mil e 24 Grand Slams do GOAT, e o pior de tudo é que Freguêser nunca conseguiu vencer o GOAT Djokovic em Final de Wimbledon… Kkkkkkkkkkkkk então que engula essas semanas a seco… Kkkkkkkklkkkkkkkk

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
10/09/2026 11:49
Responder para  SANDRO

Novamente. Equivocadamente o Sr se dirigiu a pessoa errada

Rodrigo Lightman
Rodrigo Lightman
09/09/2026 16:02

E essa partida entre Alcaraz e Shelton fez jus ao epiteto de New York, a cidade que nunca dorme. Acho que não há esporte no mundo que seja jogado tão tarde da noite ou tão cedo na madrugada.

Jonas
Jonas
09/09/2026 15:09

Com a derrota do Alca, hora de atualizar aqueles números que postei depois de Wimbledon 2026. Vale lembrar que o espanhol tem hoje 23 anos e 4 meses.

Segue o comparativo de Grand Slams do Big 3 e do Sinner quando tinham exatamente essa mesma idade: Alcaraz 7 Slams, Nadal 6 Slams, Federer 4, Djoko 1 e Sinner 2.

Alguns pontos que chamam atenção nessa corrida:

1) Rafa chegou ao sexto Slam no Australian Open 2009. Teve problemas físicos naquela temporada, mas retornou voando no ano seguinte. Para se ter ideia, aos 24 anos ele já acumulava 10 Slams;

2) Federer e Djoko não tiveram um início de carreira super precoce, mas o suíço acumulou Slams rapidamente. Ele chegou à marca de 12 Slams no US Open 2007, com apenas 26 anos e 1 mês.

3) Djoko venceu seu primeiro Major aos 20 anos, passou a dominar o circuito aos 23 e, aos 24 anos e 8 meses, já levantava seu quinto troféu.

Sobre o torneio, agora minha torcida vai pro Zverev, tecnicamente ele é jogador para 3 Slams ou mais, ainda dá tempo… Mas não seria ruim Shelton ou Tiafoe levando também.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 16:06
Responder para  Jonas

Dominou tanto o Circuito aos 23 , que terminou 2011 com 4 Slam aos 24 anos . Em 2012 levou apenas 1 Slam aos 25 , e em 2013 também apenas 1 Slam aos 26 . Isso é o que se pode chamar de ” domínio ” no dialeto de um fanático. Sem essa Mestre Jonas … Rsrsrs,Abs !

Jonas
Jonas
09/09/2026 18:39
Responder para  Sérgio Ribeiro

Ele começou a dominar o tênis no Australian Open 2011, aos 23 anos e 8 meses. Não lembra do Federer levando um 3 x 0 para o sérvio? Pesquise aí que você consegue.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 21:23
Responder para  Jonas

Um cara que chega aos 24 com 4 Slam em 2011. Em 2012 leva apenas AOPEN e atinge 25 . Em 2012 leva novamente AOPEN e completa 26 . Dominou o que criatura ??? . Nem Alcaraz com 7 Slam antes dos 23 não dominou , por existir Jannik Sinner. Postou esta bobagem para tentar igualar Djokovic com Alcaraz. Tipo de lorota que somente cola lá no Site … rsrs. Abs !

Jonas
Jonas
10/09/2026 08:48
Responder para  Sérgio Ribeiro

O Djokovic dominou o tênis de 2011 a 2023, exceção feita à temporada 2017, em que ele esteve lesionado/desmotivado. O sérvio venceu 23 Slams no período.

Não é necessário vencer mais de um Slam por temporada, o que importa é a média no fim das contas.

Basta olhar para o Alcaraz, ele nunca venceu 3 Slams ou mais em uma única temporada, inclusive vai fechar a temporada 2026 com “apenas” um. Mas isso não muda nada, acorda.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
10/09/2026 12:36
Responder para  Jonas

Ele não entende o que é começar.
De 2011 a 2023 foi, de fato um domínio.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
10/09/2026 19:45
Responder para  Luiz Fabriciano

Tu que não compreende o texto. Não dominou desde 2011 , pois em 2012 e 2013 , venceu apenas 1 Slam em cada ano . Seria o mesmo que dizer que Alcaraz domina o Tênis desde 2022 quando se tornou N 1. De lá pra cá levou 7 Slam. Seria fingir que Sinner não existiu . É o que ele o Sr por desconhecimento assina . Abs !

Jonas
Jonas
09/09/2026 19:05
Responder para  Sérgio Ribeiro

Aliás, esse argumento joga a favor do sérvio: ele conquistou 3 Grand Slams nas temporadas de 2011 e 2015, faturou 2 em 2016 e manteve a consistência com ao menos um título nas demais.

No período de 2011 a 2016, ele venceu 11 Slams — um domínio tão avassalador que supera a soma dos títulos de Slam de Federer, Nadal, Murray e Cilic juntos na mesma época. A visão de fanático não deixou você perceber esse dado.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
09/09/2026 20:25
Responder para  Jonas

12 Slams na verdade, quando completou o Nole Slam em RG 2026. Aí depois mais 12 a partir de Wimbledon 2018.

Jonas
Jonas
09/09/2026 20:55
Responder para  Paulo Almeida

Se incluirmos 2008 sim, correto, mas estou falando do período 2011-2016, o qual o SR tentou desmerecer sem perceber o tiro no pé.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 21:36
Responder para  Jonas

Tiro no pé é tentar igualar com 23 e 4 meses, o que Alcaraz fez antes dos 23 . Não houve domínio algum. Dividiu em 2012 e 2013, ao vencer somente 2 , com os outros membros do Big 4 . Abs !

Jonas
Jonas
10/09/2026 08:49
Responder para  Sérgio Ribeiro

Ninguém tentou igualar, apenas apontei fatos e você reclamou como sempre faz.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
10/09/2026 12:03
Responder para  Jonas

Apontou “fatos ” que não aconteceram. Domínio jamais será ficar duas Temporadas inteiras vencendo apenas 1 Slam em cada . E ainda contou com dois fatos incríveis a partir de 2016 . Os caras que lhe roubaram 4 Slam, não venceram nem um simples Masters 1000 até o final de suas carreiras. Murray se lesionou terrivelmente depois daquela disputa insana em 2016 . Abs !

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
10/09/2026 12:38
Responder para  Sérgio Ribeiro

Como assim fatos que não aconteceram?
Pode isso Arnaldo?

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
10/09/2026 15:49
Responder para  Luiz Fabriciano

Difícil para o Sr distraído. São 4 Slam por temporada. Djokovic venceu 1 em 2012 , 1 em 2013 . Os outros levaram 6 Slam neste período. Daí o fato de que não houve domínio algum . Tua dificuldade de entender qualquer argumento é inacreditável. Pode isso Arnaldo???. Abs !

Paulo Almeida
Paulo Almeida
09/09/2026 21:41
Responder para  Jonas

Verdade, você está certo. Não prestei atenção.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 21:31
Responder para  Jonas

Domínio tão avassalador que precisou de 72 Slam para conseguir 24 . Rafa Nadal totalmente “dominado” precisou de 60 para conseguir 22 . Somente passas recibo, imagina se “goat ” tivesse o mesmo aproveitamento de Carlos Alcaraz… Venceu 30% dos Slam que atuou …rs. Abs !

Jonas
Jonas
10/09/2026 08:44
Responder para  Sérgio Ribeiro

Então você está discordando do recorde mais importante do tênis, que é do Djokovic, já foi do Nadal e por um tempo foi do Federer. É uma visão fanática de que não aceitou que Federer foi superado, ainda bem que é minoria porque chega a ser engraçado, abs.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
10/09/2026 12:07
Responder para  Jonas

Onde isto está escrito acima ? Djokovic é o mais eficiente jogador da história, devido a esses números. ” goat ” jamais será considerado. O reconhecimento incrível também em Nova York em relação a Federer, incomoda os desesperados fanáticos. Abs !

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
10/09/2026 12:40
Responder para  Sérgio Ribeiro

O que de fato incomoda e a representação típica disso, é ficar contando gente aplaudindo de pé, quem já está fora de ação nas quadras.
Se o placar estivesse invertido: 24 – 22 – 20, 24 seria o fato relevante, não os aplausos.
E falo por que era assim antes.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
10/09/2026 15:57
Responder para  Luiz Fabriciano

Isso serve para um sujeito que não está nem aí para o Esporte. Amas o homem Djokovic de uma maneira passional . A ponto de detestar toda a Next Gen, e confessar que dorme nos jogos de JF . Para tua irritação, Sinner e Alcaraz jogam mais que teu Djokovic na mesma idade . E Federer é o verdadeiro embaixador do Esporte, e é o mais próximo de ” goat ” do Big 3 . Agardemos o final da carreira do Sérvio. Abs !

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
11/09/2026 09:42
Responder para  Sérgio Ribeiro

Rapaz, tu é mentiroso de carteirinha, hein?
Além da velha petulância.
Detestar NextGen é resolução sua, nunca disse isso, tampouco que durmo em jogos de João Fonseca.
Deverias se envergonhar de ficar repetindo isso.
E não precisamos aguardar o fim da carreira de Djokovic não, porque ela praticamente já chegou. Vamos aguardar o fim da carreira da dupla Sinner/Alcaraz, para certificarmos que se jogam mais que o sérvio na mesma idade dele, será garantia de ultrapassa-lo no final.
Maratona se vence é na chegada e não na largada.

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
09/09/2026 14:44

” Saio da quadra com um sorriso, saudável, e era disso que eu precisava.” (Alcaraz)
Essa pra mim foi a melhor notícia. Temia que depois de 5 ‘sets’ a tal lesão pudesse se manifestar.
A derrota, ainda mais nas quartas-de-final e contra um americano Top 10 e em casa, faz parte. São ossos do ofício.
Parabéns Carlitos, parabéns Shelton e obrigado pelo espetáculo. Foi de cair o queixo.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 15:16
Responder para  Maurício Sabbag

Onde assino , meu caro ? . Abs !

Eduardo P.
Eduardo P.
09/09/2026 13:47

Alcaraz contra Shelton foi o melhor jogo deste US Open e praticamente ninguém assistiu.

O horário foi ruim para América do Sul, EUA em geral, Europa e Ásia. Somente costa leste dos EUA e Havaí tiveram um horário razoável.

A organização planejou muito mal esse dia do evento, uma pena…

Curioso para ver como será a recuperação do Shelton que não deve ter ido dormir antes das 6h da manhã hora local (isso se conseguiu fazer todos os compromissos pós jogo e recuperação com agilidade).

Paulo Almeida
Paulo Almeida
09/09/2026 14:15
Responder para  Eduardo P.

A organização não tem culpa se todos os jogos do feminino e do masculino foram longos, utilizando todos os sets disponíveis. Não é a primeira vez que acontece e nem será a última.

Paulo A.
Paulo A.
09/09/2026 14:32
Responder para  Eduardo P.

Muito surpreendente o ataque de choro do Michelsen nos ombros do compatriota, ao final do jogo!

GUSTAVO LUIS
GUSTAVO LUIS
09/09/2026 14:49
Responder para  Eduardo P.

Vai se recuperar bem, até porque esse lado da chave terá 2 dias de descanso antes da semifinal, diferente de quem vai jogar hoje.

SANDRA
SANDRA
09/09/2026 13:04

Dalcim , e eu que cheguei a pensar que so Djokovic passasse mal em quadra , Alcaraz passou mal também

Fernando Brack
Fernando Brack
09/09/2026 12:48

Fiquei muito surpreso com o desempenho do Alcaraz neste USO e em particular nessa fantástica partida. Jogou demais pra quem esteve tanto tempo parado e não demonstrou qualquer fraqueza no punho. Me pareceu livre da lesão. Nâo me considero torcedor, mas que siga saudável. O tênis precisa muito dele, tanto quanto do Sinner. E Shelton parece disposto a subir de prateleira, o que também é excelente para o esporte.

Refaelov
Refaelov
09/09/2026 12:45

Com relação ao jogo principal: n assisti ao vivo, vi apenas os highlights mas, pareceu-me q o Alcaraz escapou de levar um duro 3×0, dado a notável queda de desempenho que teve nos 2° e 3° sets..

Analisando as estatísticas: me chamou a atenção o baixo aproveitamento do Carlitos nas devoluções de 2° serviço do Shelton, tudo bem q o americano tem provavelmente o melhor 2° saque do circuito atual mas me pareceu que o Alcaraz arriscou-se demais querendo agredir muito nessas devoluções e acabou empilhando ENF/fazendo o Shelton jogar menos pontos a partir do 2° saque..

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 14:49
Responder para  Refaelov

Escapou de possível 3 x 0 levando o primeiro Set e metendo 6 x 1 no quarto ? . Teve 43 % de aproveitamento nas devoluções contra 49 % de Shelton que é grande sacador. O estilo do Espanhol e’ arriscar demais sempre. Mesmo empilhando ENFs , fez apenas 6 pontos menos em toda a partida. Fatalmente levaria o jogo se tivesse o primeiro Serviço afiado . Nesse ponto Shelton foi bem acima . Abs !

Refaelov
Refaelov
09/09/2026 12:39

O jogo dos rapazes eu n consegue prestigiar ao vivo mas, vi boa parte do 3° set entre Sabalenka X Noskova e assino com o Dalcim: jogaço de altíssimo nível, com a Tcheca inclusive superando a n°1 na pancadaria em muitos momentos, o fiel da balança foi mesmo a Sabalenka conseguir elevar o seu nivel ao máximo justamente nos 2 tie-breaks.. triunfo importantíssimo pra Aryna recuperar a confiança na luta pelo TRI e, um belo prenúncio de q a Linda definitivamente n deverá fazer parte daquele clube de atletas com 1 único Slam..

Luiz Fernando
Luiz Fernando
09/09/2026 12:11

Quando Alcaraz venceu o set1 achei que o jogo estava liquidado. Errei feio. E depois de ontem BS demonstrou que pode vencer os tops, e mesmo nas partidas parelhas. Vamos acompanhar, mas a confiança do cara foi às alturas depois de ontem, algo fundamental pra quem almeja um GS…

GUSTAVO LUIS
GUSTAVO LUIS
09/09/2026 15:30
Responder para  Luiz Fernando

Eu também achei que o jogo estava liquidado, tanto é que pensei “Vou é dormir que ganho mais” rsrsrs

Zan
Zan
09/09/2026 11:11

Carlos honra o espírito de luta do maior tenista espanhol. Mesmo retornando de lesão e sem competir há 5 meses, e mesmo vomitando em quadra, indício talvez de falta de condicionamento, seguiu até o fim. Poucos conseguem reverter uma situação assim, principalmente sem fazer dramalhão para desconcentrar o adversário. No tiebreak, poderia ter ido para qualquer lado. Quem sabe no 7×6 do tiebreak no 5ºset para shelton, se a bola de Alcaraz entrasse, a historia fosse diferente. Quase foi.
Ainda assim, provavelmente, final da temporada e ano seguinte veremos novamente a dominancia dos 2 maiores do circuito atual, mas confiança elevada no novo campeão do UsOpen será positiva para tentar incomodar o dueto fantástico ítalo espânico. Provavelmente, Zverev com confiança seja o mais perigoso ao dueto, mas Shelton foi muito bem nas trocas de bolas com Alcaraz… então, parece estar evoluindo bem e pode se tornar cada vez mais completo para ficar no topo.
Enquanto isso, UsOpen mostra que permanece como o slam mais imprevisivel.

Groff
Groff
09/09/2026 11:10

Não tive tempo de aparecer aqui antes, mas estava vendo o jogo do Shelton com o Grego no outro dia e comentei em casa: ele passa fácil do Tsi e provavelmente bate Alcaraz nesse nível em que está (porque o espanhol ainda não está nem perto de seu melhor, ademais). Devia ter feito uma fezinha… (brincadeira, porque detesto jogo de azar).

Sinceramente? Se mantiver a cabeça no lugar, o Shelton pode muito bem levar, porque só Zverev pode lhe fazer real frente, e não o vejo no mesmo nível. Não dá pra cravar 100%, porque a partir de agora é mais frieza e controle do que qualquer coisa, mas é como vejo em termos de bola apresentada até o momento, e também levando em conta a gira americana antes do USO.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 19:15
Responder para  Groff

Desculpe caro Groff. Elogias barbaridade Shelton contra Tsitsipas, e vistes qual jogo do.Espanhol ?. Surpreendeu positivamente o Mundo do Tênis pelo nível de jogo altíssimo após quase 5 meses. O “ainda não está nem perto do seu nível” , não bate com o jogo de ontem. Apenas 6 pontos menos que Ben , com direito a 7 x 10 no Super Tiebreak. Ias ganhar a ” fezinha ” na pura sorte …rs. Abs !

Groff
Groff
10/09/2026 08:35
Responder para  Sérgio Ribeiro

Fala, Sérgio! Não tinha visto o jogo deles antes de escrever, por isso o que eu disse. Aliás, ontem consegui pegar um pouco e vi os melhores momentos do primeiro set, e só. Alcaraz parece que estava bem, sim, então ainda mais méritos para o Shelton, não acha? Vou tentar ver o resto, havendo tempo. Abraço!

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
10/09/2026 12:23
Responder para  Groff

Acredito que o Shelton leva uma grande vantagem sobre o Zverev: a disposição física.
O que ele correu e chegou em bolas curtas, o Zverev não chegaria.

Cassio
Cassio
09/09/2026 11:08

Big Foe x Big Ben

Rafael
Rafael
09/09/2026 10:17

Será que estamos presenciando o momento que Shelton está “virando a chave”?
23 anos, está no tempo, e com um saque destruidor desses.. se ganhou do Alcaraz tem condições de ganhar do Zé e do Tiafoe. Vai ser interessante de acompanhar.

Derzur
Derzur
11/09/2026 14:57
Responder para  Rafael

Concordo. E para quem acha que fazer 20 ou mais slans é banal pro Alcaraz, penso que não é bem assim. Outros grandes tenistas além dos que já estão hj nas cabeças surgirão, lesões estão batendo sempre na porta e, sobretudo, haja motivação pra se submeter às exigências de estar sempre competitivo pra ganhar tanto.

Ronildo
Ronildo
09/09/2026 09:46

Uma pena para Alcaraz. Mas voltando de lesão foi um slan acima da média histórica dos retornados. Talvez em 2027 Alcaraz inicie um período de domínio absoluto do circuito, vencendo todos os slans por 2 ou 3 anos seguidos. Habilidade e recursos técnicos para isso ele tem. Ainda mais que depois deste susto em 2026 Alcaraz certamente vai administrar mais inteligentente a sua carreira.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
09/09/2026 10:43
Responder para  Ronildo

Realidade: jamais superará o GOAT.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 11:06
Responder para  Ronildo

Perfeito meu caro. Jamais veremos um retorno de 6 meses , como o do Craque Suíço em 2017 , levando de cara AOPEN também em 5 Sets e de virada pra cima do Touro.Miura . A diferença toda em relação a Carlitos e seus quase 5 meses , foi o extraordinário Serviço do Suíço. Alcaraz ontem jogou com apenas 3 Aces e 7 duplas faltas , em toda a partida . . Shelton teve todos os méritos e o deixou exausto com excelentes devoluções. Avisei que Ben largou Cincy de cara e chegou na ponta dos cascos . Carlos Alcaraz provou que não vai precisar de 84 Slam para atingir seus objetivos . E não levou nenhum dos seus 7 Slam, antes dos 23 anos , sem a presença de seu grande rival Jannik Sinner. Abs !

Paulo Almeida
Paulo Almeida
09/09/2026 11:19
Responder para  Sérgio Ribeiro

Em que ano atingirá seus objetivos? 2031 ou 2032?

Rsrsrs, abs!

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
09/09/2026 12:49
Responder para  Paulo Almeida

Só Deus sabe se estarei vivo até lá pra ver se será confirmado esse esse monte de profecias.
Assim como os tenistas vão ponto a ponto, o melhor é ir vivendo momento a momento.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 12:49
Responder para  Paulo Almeida

O futuro a Deus pertence. Até os 23 , Alcaraz 7 x 1 em Djokovic. E este aos 24 anos quando atingiu 4 em 2011 . Levou apenas 1 em 2012 e mais 1 em 2013 . Carlos Alcaraz pode atingir mais cedo , como nunca atingir. Para os Kombistas somente resta secar … Rsrsrs .Abs !

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
09/09/2026 11:44
Responder para  Sérgio Ribeiro

Djoko chegou a 24 no slam de número 72 rs.

Última edição 1 mês atrás by Paulo Sérgio
Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 12:32
Responder para  Paulo Sérgio

Djokovic atingiu 12 Slam aos 29 anos em 2016. Todos lembramos que nesta Temporada, disputou cabeça a cabeça com Murray até ATP Finals, quando entregou N 1 nas mãos de Andy. Retornou caindo na segunda rodada do AOPEN 2017 , e mesmo contratando Guru , venceu Zero Slam, Zero Masters 1000 , e terminou 2017 no Top 12 . Mesmo assim atingiu o Slam 24 , 7 temporadas depois em 2023 aos 36 e 1/2 . O futuro a Deus pertence, e Carlitos pode atingir mais cedo , ou nem chegar perto. Aguardemos Sr Paulinho. PS : Impossível dormir vendo a galera Torcendo para Alcaraz no Quarto Set , para termos um quinto. Shelton entendeu de boa …Abs !

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
09/09/2026 14:22
Responder para  Sérgio Ribeiro

Repetindo:

O recorde de slam veio na participação de número 70 em RG 2023 ao obter o vigésimo terceiro título.

O vigésimo quarto major veio no slam de número 72 no US OPEN 2023.

Ele disputou 84 slam porque competiu nos 4 maiores torneios nos anos de 2024, 2025 e 2026. No entanto, atingiu os objetivos bem antes.

Tome um chá para acalmar e interpretar melhor o texto rs.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 15:08
Responder para  Paulo Sérgio

Pelo visto ou és preguiçoso ou não sabes ler . Em que momento questionei acima criatura ? ” Mesmo assim atingiu o Slam 24 aos 36 e 1/2 em 2023 ” . Agora , é fato que disputou 84 Slam e levou 24 . Rafa Nadal disputou 68 e levou 22 . No último levou 3 x 0 de Zverev em pleno RG . Ou seja , a disputa já com idade avançada e não levar é para todos. Abs

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
10/09/2026 12:19
Responder para  Sérgio Ribeiro

Obrigado por nos avisar.
Que seria de nós sem…

Paulo F.
Paulo F.
09/09/2026 09:23

Bem que o Dalcim disse que, num dia bom, Shelton ou Tiafoe poderiam ganhar do ungido.
Não à toa que ele é um dos melhores jornalistas do Brasil mesmo.
Shelton merece levar o US Open por desbancar um dos dois melhores tenistas do momento.
Mas acho Sascha o favorito natural agora.

Evaldo Moreira
Evaldo Moreira
09/09/2026 08:47

Bom dia,

Vi os 2 sets, e só, porque já estava tarde, kk

Não vejo esse Shelton esse jogador que todo que falam, bom sacador e só, tecnicamente um ou dois degraus abaixo de Alccaraz e Sinner.

Contra o espanhol, vimos isso, o cara saca, manda ver e Carlos devolve a maioria, algumas até com facilidades até;contra o grego não vimos isso, o cara sacou uma barbaridade, e Stefanos nunca foi um devolvedor de fato.

Esse Us Open pode cair nas mãos de um deles, ou de Alexander Zverev, que pode conquitar esse slam, o que um dia perdeu inexplicávelmente o Thiem, mas o austriaco mereceu ganhar.

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
09/09/2026 08:31

RG 2031 é a nova previsão para os ansiosos do time Alcaraz se vencer 18 majors seguidos rs

Us Open 2031 é a nova previsão para os ansioso do time Sinner se vencer 20 majors seguidos rs

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
09/09/2026 12:37
Responder para  Paulo Sérgio

Isso é típico de um cara que se nega a crescer. Na boa Paulinho, tens noção dos ” micos ” que pagas diariamente devido ao teu excesso de fanatismo??? … Abs !

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
09/09/2026 14:16
Responder para  Sérgio Ribeiro

Ficou nervoso com a data distante mesmo na melhor das hipóteses rs. Não está me parecendo um coroa maduro com esses chiliques. A conferir rs.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
10/09/2026 12:17
Responder para  Paulo Sérgio

Boa!
Para ele deve valer que na mesma idade, Alcaraz já tem mais que os do passado.

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

Comunicar erro

Comunique a redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nessa página.

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente ao TenisBrasil.