Felipe Priante
Especial para TenisBrasil
Rio de Janeiro (RJ) – Eliminado na segunda rodada de Buenos Aires, o italiano Matteo Berretini volta ao Rio Open, onde em 2022 foi até as quartas de final e acabou superado pelo espanhol Carlos Alcaraz. Antes de sua estreia neste ano no torneio, contra o italiano Lorenzo Sonego, ele defendeu a temporada sul-americana de saibro.
Com a introdução do Masters 1000 saudita em 2028, a temporada sul-americana corre risco e para Berrettini seria um erro acabar com esses torneios. “Sei que vai haver um novo Masters 1000 na Arábia e que essa temporada sul-americana pode estar em perigo. Isso é uma pena, porque a América do Sul ama tênis”, disse.
“A experiência e a atmosfera que temos aqui no rio e em Buenos Aires são muito legais, os fãs comparecem mesmo no qualificatório. A América do Sul merece esses torneios e precisamos ter o máximo possível de torneios aqui”, acrescentou o tenista de 29 anos.
Porém, o italiano sabe que sua opinião apenas não vale tanto e que há diversos fatores envolvidos na confecção do calendário. “ É complicado, há muitas coisas envolvidas, muito dinheiro. Não importa muito o que eu penso: que é que a América do Sul merece esses torneios. Mas talvez outros 100 jogadores podem pensar o oposto e isso faz a diferença”.
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Berrettini pondera que é importante ter mais eventos de grande porte, embora reconheça que isso diminua o número de torneios espalhados pelo mundo. O que acho é que devemos manter o tênis no mais alto nível”, observou o atual número 58 do mundo.
“Se tivermos muitos torneios, os jogadores ficarão cansados, mas muitas pessoas também querem vê-los. Precisamos encontrar um equilíbrio, porque se você vê os números, muitos jogadores estão desistindo e jovens jogadores estão se machucando”, finalizou o italiano.













Berretini só tá aqui porque é o atp 500 com a chave mais esvaziada do calendário.