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Azarenka trabalha para que mães tenistas tenham estabilidade financeira

Foto: Tennis Australia

Melbourne (Austrália) – A edição de 2024 do Australian Open conta com oito jogadoras que já são mães em sua chave principal, um cenário que se tem se tornado mais comum nas últimas temporadas após uma série de medidas adotadas pela WTA para que essas tenistas tenham maior segurança no retorno ao circuito. A ex-número 1 do mundo Victoria Azarenka é uma personagem importante no processo. Bastante influente no circuito e reeleita em outubro para o Conselho das Jogadoras na WTA, ela trabalha nos bastidores para dar melhores condições para as tenistas que já são mães e decidiram voltar a competir.

Azarenka tem um filho de sete anos, Leo. E desde que retornou ao circuito, em 2017, aproveitou sua posição de destaque para incentivar outras tenistas que já são mães. Foi com Azarenka no Conselho, que a regra do ‘ranking protegido’ ganhou novos artigos que possibilitam ter mais tempo de recuperação e treinamento após a maternidade.

Isso ajuda principalmente as tenistas de ranking mais baixo e que não teriam as mesmas condições da bielorrussa em termos de estrutura de treinamento, convites nas chaves e amplo acesso aos principais torneios do circuito. O próximo passo, segundo a ex-número 1, é dar maior estabilidade financeira a essas jogadoras, já que a maior parte do dinheiro que uma tenista profissional recebe vem das premiações dos torneios.

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“É claro que antes de mim já tivemos outras mulheres incríveis que conseguiram voltar a jogar. Kim Clijsters, por exemplo, foi uma delas. Ela ganhou o Australian Open e o US Open depois de se tornar mãe. Mas lembro que quando estava grávida, o primeiro pensamento que tinha ‘vou precisar parar minha carreira e talvez não consiga voltar’. Mas era uma coisa que talvez pudéssemos mudar. Acho que conseguimos quebrar esse esteriótipo de ter que escolher entre uma coisa e outra”, disse Azarenka, após a vitória sobre a dinamarquesa Clara Tauson por 6/4, 3/6 e 6/2 nesta quinta-feira. A jogadora de 34 anos enfrenta a letã Jelena Ostapenko na terceira fase.

Além de Azarenka, as outras mães do circuito na chave principal do Australian Open são Naomi Osaka, Angelique Kerber, Caroline Wozniacki, Elina Svitolina, Taylor Townsend, Yanina Wickmayer e Tatjana Maria. Mas o circuito ainda conta com outros nomes, como as russas Vera Zvonareva e Margarita Betova ou as romenas Patricia Maria Tig e Andreea Mitu. No último US Open, eram 10 mães na chave, incluindo a tcheca Barbora Strycova, que encerrou a carreira profissional. Recentemente, as top 20 Belinda Bencic e Petra Kvitova fizeram anúncios de gravidez e esperam retornar após a maternidade.

“Estou muito feliz que hoje existam mais jogadoras que se sintam mais confortáveis para voltar a jogar e a inspirar o mundo, inclusive as outras profissões. Eu espero que no futuro tenhamos oportunidades ainda melhores e estabilidade financeira para nossas jogadoras, algo que nunca foi feito no esporte feminino. Esperamos cumprir isso muito em breve”.

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