Melbourne (Austrália) – Elogiado pelo sérvio Novak Djokovic em seu discurso em quadra na final do Australian Open, o campeão Carlos Alcaraz tratou de retribuir as palavras e fez questão de enaltecer o rival em sua primeira fala após a conquista inédita em Melbourne, onde se tornou o mais jovem a completar o Grand Slam de carreira.
“Primeiro eu quero falar sobre Novak. Você comentou sobre o que eu tenho feito, mas o que você já fez inspirou a todos, não apenas os tenistas, mas pessoas em todo o mundo. Você trabalha duro todos os dias e joga um grande tênis. Adoro vê-lo jogar, é uma honra dividir o vestiário e a quadra com você. Obrigado por tudo o que fez”, disse Alcaraz.
O espanhol também não deixou de enaltecer sua equipe, que virou foco das atenções depois do rompimento com o treinador Juan Carlos Ferrero no começo da temporada. Mesmo assim, ele mostrou força e sem o ex-número 1 do mundo ao seu lado venceu seu sétimo título de Grand Slam e o 25º da carreira.
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“Ninguém sabe o quão duro trabalhamos para chegar neste momento. Não ligamos para o que falaram antes do Australian Open e apenas tenho que agradecer a todos que tão aí. O título também é de vocês”, afirmou o número 1 do mundo.
A torcida e todos os organizadores do Australian Open também não foram esquecidos pelo espanhol. “Jogar aqui a cada ano é um privilégio, recebo muito amor não apenas nas quadra, mas nos treinos e fico feliz por todo apoio. Agradeço o apoio nos momentos difíceis e mal espero para voltar no próximo ano”, finalizou.












Parabéns aos dois tenistas que melhor jogaram esse Australian, dominando completamente seus oponentes em todos os jogos: Alcaraz, e Musetti.
Perfeito comentário!
Não vi musetti na final kkkk
Nem eu. A final foi Alcaraz x Djoko. Não sei onde vc viu “final”…
Desistiu por contusão depois de meter 2xO no vice campeão.
No torneio de Wimbledon/2025 o Dimitrov desistiu por contusão no terceiro set após fazer 2 a 0 no campeão Jannik Sinner. E no terceiro set, quando desistiu, o jogo estava empatado em 2-2. Agora no AO/2026, no terceiro set entre Djokovic e Musetti, o Nole estava ganhando de 3-1. Imagino que os reclamões e chorões de plantão querem mudar as regras dos grand slams masculinos que são disputados em melhor de 5 sets. Estes chorões inconformados querem que um jogador que tenha ganho os dois primeiros sets e desista do jogo no terceiro set por contusão, sejam declarados vencedores dos jogos. Imagina a confusão que daria. Aí o contundido vencedor não teria condições de disputar a rodada seguinte e o seu próximo adversário seria declarado vencedor. Imagina se a contusão fosse na semifinal. Teríamos um torneio sem a final. Parabéns aos inconformados. A gente entende porque dor de cotovelo às vezes se espalha para a cabeça e causa problemas para raciocinar.
CA, ontem me deu vontade que a ideia estapafúrdia do Sr. Victorio Benatti viesse a tornar-se realidade.
Tenista que se machuca ou cansa na final, paralisa o jogo e vai se tratar, para o final continuar depois.
Djokovic pediria uma pausa, após atropelar Alcaraz no primeiro set.
Hoje, segunda-feira a essa hora, estariam novamente jogando. Se ganhasse outro set novamente, continuariam. Se não, outra pausa, até ter condições de jogar de igual para igual.
Só não sei o que todo o resto do mundo faria enquanto isso.
Falando sério agora, uns ditos entendedores do esporte relutam em aprender é que para ter jogo, tem que ter dois tenistas.
Se um estiver em quadra, pronto e/ou disposto e outro não aparecer ou se retirar antes do fim do jogo, todos os méritos para o primeiro. É tão simples isso.
Pois é, também não entendo essa linha de que alguém se machucou, teve problemas. É igual em vestibular e concurso, se você tiver dor de barriga no dia ou tiver um branco, a vida segue. Todo o esporte é feito de circunstâncias. Um lance de sorte, uma lesão que atrapalha. Ademais, ignora que todos eles têm algum tipo de dor mais leve ou qualquer coisa. São só circunstâncias. E se a carreira for longa, essas circunstância vão te beneficiar algumas horas tanto quanto te prejudicar em outras. Enfim.. mérito de quem esteve apto. Só isso.
Também não. Acho que temos que rever o exame de vista.
Nem eu.
Vai ver ele se juntou a Grigor Dimitrov e estão comemorando os troféus do AO e Wimbledon 2025, respectivamente.
Por isso a TV não mostrou ontem.
Djokovic derrotou Sinner, isso o senhor não fala. O que Djoko está fazendo já perto dos 40 anos é algo impressionante. Ano passado chegou em todas a semifinais de Grand Slam. Nesse ano já começou com uma final. Dificilmente Sinner ou Alcaraz farão isso quando tiverem a idade de Djoko.
Por que dificilmente? O que um homem faz, outro também faz. Talvez seja uma torcida para que não façam. Quando Sampras ganhou 14 slams, muita mas muita gente mesmo falou que ninguém mais ganharia. Só mostra o quão precipitadas são essas previsões. Aguardemos e veremos, sem torcida ou antecipações.
Julio, não torço contra, mas acho, realmente extremamente difícil.
Não víamos tantos abandonos e desgastes físicos como vemos agora.
Olha o João Fonseca, só um exemplo.
Sampras chegou aos 14, com 30 anos e não fosse Agassi (31) na final, eu duvido que não pararia nos 13.
Antes, havia sido derrotado no mesmo local, por Safin (2000 – 20 anos) e Hewitt (2001) respectivamente, ambos, bem mais jovens que ele.
Luiz Fabriciano, não entendi seu ponto. Porque você falou do as amoras e de como se aposentou novo e a geração do big3 foi bem depois. Se a evolução for no mesmo sentido de evolução nesse ponto de argumento , talvez Alcaraz e Sinner façam o mesmo que Djok ou melhor na mesma idade ou a mesma coisa em idade superior. Aumenta-se o esforço, aumenta a tecnologia de recuperação. Também aumentou-se o esforço da geração do big3 para a de Sampras e isso não encurtou a carreira, alongou. Nadal foi dado como aposentado aos 25 anos pelo esforço que empreendia. Djok também correu barbaridade anos a fio. O Federer tinha um estilo corta-físico, então vamos dizer que a longevidade dele poderia ter mais sentido. Mas regra geral, os atletas tendem a competir bem mais velhos hoje. Motivo pelo qual não vejo sentido em achar que dificilmente Alcaraz ou Sinner não poderão estar igualmente competitivos ao Djokovic na idade que este último tem hoje. Não por esses argumentos apenas que pareceram mais desejosos do que fundamentados. E além do que, a experiência torna os caminhos da quadra mais curtos (veja o nível de antecipação que Djok tem). Agora, sabe um vacilo do Djok? Se há dois anos tivesse empreendido o estilo total agressivo, poderia ter beliscado mais um, mas ainda quis fazer seu estilo mais de consistência, que é bem difícil de ser bem sucedido contra os dois líderes.
Vou tentar explicar:
Acho que somos da mesma faixa etária. Presumindo que eu esteja certo, vivemos intensamente três gerações no tênis: a de Sampras/Agassi, a do Big3(4) e a de Alcaraz/Sinner.
Porque antes de Sampras/Agassi, eu particularmente, não tinha acesso, pois a TV era pífia fora do futebol. Conhecia Borg e McEnroe, porém, bem superficialmente. Espero que tenhamos a oportunidade de viver também a nova geração que virá após os atuais líderes.
Mas, voltando a explicação, Sampras/Agassi não sofriam desgastes e lesões como a atual geração, porém, pararam cedo. Podem ter sofrido da síndrome da falta de motivação, mas, o próprio Sampras disse que o corpo não o acompanhava mais e era o rei absoluto dos Slams.
A geração do Big3 foi (e ainda é com Novak Djokovic) uma revolução em todos os sentidos no tênis e a nova, dá mostras que não aguentará tanta longevidade.
Sinner perdeu dois torneios importantes ano passado em um curto espaço de tempo. Abandonou a final de Cincinnati e depois em Xangai, ainda na primeira rodada. Alcaraz teve várias paralisações entre 2022/2024.
E eu citei Sampras ter chegado aos 14 GS, porque você o citou antes como referência e o meu ponto foi que na minha opinião, ele conseguiu esse feito somente porque Agassi era seu adversário e não alguém bem mais jovem como foram os dois últimos algozes dele lá no US Open. Depois disso, ele passou o resto do ano e o ano de 2003 parado, até o US Open novamente, para oficializar sua aposentadoria.
Entendi seu ponto. Vamos precisar acompanhar, mas veja que Djokovic também abandonava com maior frequência quando mais novo e depois se acertou. Parece que foi a questão do glúten. Eu acho que a tendência é que Sinner e Alcaraz passem a ganhar mais fácil e não mais difícil. Todos alcançam esse ponto e vão começar a fazer aquele circuito mais enxuto. Alcaraz por exemplo desistiu de Rotterdam e ganha boas semanas até os Masters americanos. Quanto melhores eles ficam, mais torneios podem pular e ganharem mais fácil dos adversários (até que chegue outro fenômeno). Eles ainda gastam muito energia. Mas você pode estar certo, temos que ver. Mas uma coisa que parece seguir em uma só direção, é a tecnologia regenerativa e os exercícios de prevenção. Eu aposto mais nisso do que eles quebrarem cedo. Abraços! Ps: A propósito, sou de 83, comecei a acompanhar ali com Guga em 97. Então peguei a parte mais final da carreira de Agassi/Sampras, mas sou obsessivo com tênis desde então, vendo absolutamente tudo.
Então, sou bem mais velho que você, 1969.
Rsss
Um garoto ainda! Abraços!
Da mesma forma que ninguém com 22 anos ganhou 7 Slam. O próprio Djoko com 22 só teve 1 Slam. Estou falando de um fato, enquanto vc está apenas supondo. ♂️
Isso é realmente impressionante. Nesse ritmo não demora a quebrar o recorde e passar um bocado dos 24. Claro que todo caminho tem percalços, mas o cara é fora de série.
Concordo plenamente. Não sou desportista mas quando tinha 22 anos tinha muito mais fôlego que agora. Dezesseis 16 anos faz diferença.
Djokozetes um pouco mais de humor, vcs estão muito estressados.
kkkkkkkk…..boa !!! Pena……Musseti na final daria um jogo mais interessante de assistir.
Parabéns para o Alcaraz. Sempre um gentleman. Esse sim, craque na bola e nas palavras.
de fato a vontade de vencer do Djokovic é uma inspiração para todos. Nunca desiste e tenta fazer encontrar solução para diversas dificuldades. resiliência nível máximo.
Exatamente! Admiro esta posição.
A grandeza esportiva de Djokovic extrapolou o tênis já faz algum tempo. Não à toa os seus cinco prêmios Laureus e o recente Globe Sports Award, reconhecimento criado para homenagear atletas de impacto global além do futebol.
E é um forte candidato a erguer mais um esse ano.