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Alcaraz defende vice-liderança do ranking em Queen’s

Foto: Cinch Championships

Londres (Inglaterra) – Depois da conquista inédita em Roland Garros, que garantiu seu retorno ao número 2 do ranking, o espanhol Carlos Alcaraz passará por um teste de fogo na grama inglesa. Ele é o atual campeão de Queen’s e de Wimbledon e portanto terá de defender nada menos que 2.500 pontos no período.

O primeiro desafio de Alcaraz é no tradicional torneio londrino que começou nesta segunda-feira. Ele é o principal favorito e precisa pelo menos atingir a final para não perder o posto para o sérvio Novak Djokovic, que segue em recuperação da artroscopia no joelho. Se marcar os 300 pontos dedicados ao finalista, Alcaraz se garantirá à frente de Nole com vantagem mínima de 20 pontos.

Muito à frente na lista, o italiano Jannik Sinner estará na grama de Halle e tem apenas 90 pontos a repetir nesta semana. Ele também tem a seu favor o fato de ter feito campanha inferior em Wimbledon tanto a Alcaraz como Djokovic, tendo chegando à semi no ano passado e somado 720 pontos.

O alemão Alexander Zverev será o cabeça 2 em Halle, tem 135 pontos a repetir mas não corre qualquer perigo de ser ultrapassado pelos russos Danill Medvedev ou Andrey Rublev, que também disputam o ATP 500 alemão.

Melhor ranking para De Minaur

Os torneios da última semana garantiram pequenas mudanças no ranking. A maior delas foi no top 10, em que o australiano Alex de Minaur, vencedor na grama holandesa, avançou dois postos e atinge a mais alta classificação da carreira, o sétimo lugar. Ele rebaixou Casper Ruud e Hubert Hurkacz. Ele no entanto defende nesta semana o vice em Queen’s e ainda é ameaçado de perto pelo búlgaro Grigor Dimitrov, o 10º colocado.

Bom salto deu o britânico Jack Draper. O título em Stuttgart garantiu ascensão de nove posições e o levou ao 31º, portanto dentro da faixa dos cabeças de chave em Wimbledon. Semifinalista, Sebastian Korda voltou ao 23º lugar. Já Matteo Berrettini, vice para Draper, recuperou 30 lugares e foi para 65º.

Campeão no challenger de Perugia no fim de semana, outro jovem italiano, Luciano Darderi, de 22 anos e nascido argentino, subiu sete postos e está agora no 34º lugar.

Murray fora do top 100

Ao não defender seu título no challenger de Nottingham do ano passado, o escocês Andy Murray voltou a deixar a faixa dos top 100. Ele perdeu nada menos que 32 posições e foi parar no 129º, sua mais baixa classificação desde janeiro de 2022.

O bicampeão de Wimbledon disputará Queen’s nesta semana. Ele não vence partidas de nível ATP desde a terceira rodada de Miami. Ao menos, tem chance de somar no 500 londrino e também em Wimbledon, onde caiu logo na segunda rodada no ano passado.

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Leonardo
Leonardo
1 mês atrás

Não faz a menor diferença para Alcaraz nesse momento ser 2 ou 3. Djokovic está fora de Wimbledon, então Alcaraz vai ser cabeça 2 de uma forma ou de outra. Se defender os pontos, ótimo, senão paciencia. Já em Wimbledon a figura é outra, defende 2000 pontos, e aí pode perder não só o n.2, mas pode parar no posto 4 ou 5 dependendo das campanhas de Zverec e Medvedev. Então o foco é WB, ainda que Queens é um preparatorio importante, e um bom termometro

Luis Vanderley Santana
Luis Vanderley Santana
1 mês atrás
Responder para  Leonardo

Acho q alcaraz termina o ano como número 1,tem poucos pontos a defender no segundo semestre

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
1 mês atrás

Em termos de posição no ranking não faz muita diferença para o Alcaraz, mas para a consolidação do seu nome como um fenômeno que a maioria acredita que ele é, precisará conseguir defender os pontos dos torneios mais importantes que conquistou em 2023. Pelo que eu me lembre, dos torneios importantes que conquistou até agora na carreira, o Alcaraz só conseguiu defender o título do Master 1000 de Indian Wells de 2023, que ele também conquistou em 2024.

Guilherme E.S. Ribeiro
Guilherme E.S. Ribeiro
1 mês atrás

Destaque para o De Minaur, alcançando seu melhor ranking, nº7, e passando Mark Phillippoussis. Destaque também para o russo Pavel Kotov, que entrou no TOP 50, tornando o 16º russo entre os 50 desde 1997 e o 10º tenista da geração 1998 entre os 50 melhores do mundo.

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