PLACAR

Alcaraz afasta pressão e diz que nº 1 é sua meta

Foto: Garett Ellwood/USTA

Nova York (EUA) – Com uma partida incompleta de primeira rodada, o espanhol Carlos Alcaraz demonstrou descontração em sua estreia no US Open, a ponto de ter cantado e dançado durante a entrevista em quadra. Mais tarde, garantiu que não pensar na defesa do título e que seu objetivo agora é recuperar a liderança do ranking.

“Me senti muito bem durante a partida, comecei muito bem e muito focado. Sinceramente não esperava jogar em um nível tão alto logo na primeira rodada. Estou muito feliz com isso, mesmo que o Domi tenha tido que se retirar”, afirmou, referindo-se à contusão no pé que obrigou Daniel Koepfer a abandonar o jogo no meio do segundo set. “No fundo, foi bom sair de quadra mais cedo e descansar um pouco, me recuperar para a próxima rodada”.

Campeão do torneio ainda aos 19 anos na última temporada, Alcaraz garante que procura afastar pressões. “Foi ótimo estar de volta ao Arthur Ashe depois de uma grande atuação no ano passado. Fiquei animado, mas não penso em defensa do título, ter sido campeão. Apenas me concentro em jogar no meu melhor nível e tentar fazer as mesmas coisas. Tento ficar longe de toda a pressão que as pessoas colocam sobre mim”.

A perda da liderança que fatalmente acontecerá na próxima atualização do ranking não o preocupa e servirá de motivação. “No momento, meu objetivo é ser o número 1. Eu e Novak estamos tendo uma batalha muito boa pela ponta e sabia que ele iria recuperá-lo depois do US Open. Tentarei reagir o mais rápido possível, esse é meu objetivo. A temporada tem muitos torneios até o final do ano, então vou tentar recuperá-lo até lá”.

Questionado sobre a opção de jogar com camiseta regata, ele explicou. “Fiquei pensando no Rafa (Nadal) quando ele jogou assim. Ganhou aquele US Open, certo? Adoro me vestir assim em alguns torneios específicos. Deveria ter jogado de regata no US Open do ano passado, mas não fiz. É um conjunto muito bom, então adorei”.

Sobre seu comportamento sempre alegre e positivo, o espanhol diz que adora ser chamado pelo apelido. “Procuro levar boa energia às pessoas. Tento ser eu mesmo o tempo todo. Acho que as pessoas amam essa parte de mim. Estou sempre feliz e sorrindo. Adoro que as pessoas me chamem de Carlitos, meu apelido. É ótimo saber que as pessoas também adoram isso.”

Por fim, Alcaraz falou sobre sua tentativa de bater o backhand com uma mão. “Quando eu era jovem, adorava experimentar coisas novas. O backhand de uma mão foi provavelmente uma dessas coisas que pratiquei apenas por um dia. Adoro fazer coisas diferentes na quadra. Provavelmente naquele dia assisti à partida do Roger Federer e tentei imitá-lo, mas não pratiquei muito isso. Acho que meu backhand foi melhorando durante esses anos. O forehand sempre foi meu melhor, mas me sinto muito confortável com o backhand.”

PUBLICIDADE

VÍDEOS

Bopanna entra para a história do tênis aos 43 anos

A emoção de Hsieh e Mertens com o novo título de Slam

PUBLICIDADE