Só faltam dois sets para que Elena Rybakina enfim cumpra seu destino e assuma pela primeira vez a liderança do ranking. A cazaque chegou cheia de dúvidas a Nova York, por conta de um incômodo no tornozelo sentido em Cincinnati, passou dias sem caminhar e uma semana sem treinar. E foi crescendo jogo a jogo.
Aparentemente sem se pressionar pela chance que depende só dela, Rybakina chegou ao melhor de seu nível nesta segunda-feira, atropelando a bicampeã Naomi Osaka com uma atuação ofensiva e sólida. Deu goleada de winners (29 a 9) e foi eficiente tanto no saque – só quatro pontos perdidos ao acertar o primeiro serviço – como na devolução, em que levou a melhor 71% das vezes que a japonesa usou o segundo saque.
A última barreira para realizar o sonho por conta própria – ela ainda pode virar número 1 se Aryna Sabalenka, Jessica Pegula ou Coco Gauff não forem campeãs – se chama Qinwen Zheng, que tem feito mágicas em Flushing Meadows, a ponto de virar dois sets seguidos de 0/5, o terceiro diante de Madison Keys no sábado e o primeiro nesta segunda-feira frente a Iga Swiatek.
A campeã olímpica precisou operar o cotovelo, despencou para 160 do ranking e, mesmo reagindo aos poucos, não teve condições (nem convite) para entrar diretamente na chave. Resignou-se a disputar o quali e agora já emenda sete vitórias. É bom lembrar que Keys e Swiatek são campeãs de Grand Slam e a polonesa vinha do recente título em Toronto, além de ter 7 a 1 no retrospecto contra Zheng.
Para quem gosta de tênis, vai ser difícil torcer para uma ou para outra. Rybakina é gélida, externa pouca emoção, tem problemas com alergias e passou por momentos difíceis quando seu treinador foi suspenso pela WTA por suposto assédio moral. Chegar ao topo do ranking seria uma notável volta por cima. Zheng, ao contrário, não esconde alegria ou frustração e é um ídolo em seu país. Doou US$ 150 mil às vítimas da tragédia do Nepal dias atrás.
O reencontro entre elas promete muito. Possuem estilos um tanto semelhantes, sem medo de correr riscos, mas Rybakina entra com vantagem de 4 a 1 no histórico, ainda que as duas vitórias deste ano, em Doha e Madri, tenham vindo com viradas.
A outra vaga para semifinal não será menos empolgante, entre duas sensações de muito pouca idade, ambas campeãs de Roland Garros: Coco Gauff e Mirra Andreeva. A diferença importante é que a norte-americana também já ganhou o US Open, em 2023, numa campanha que incluiu vitória sobre a russa. Coco criou então certa “freguesia”, tendo vencido todos os cinco jogos, os três mais recentes no saibro e dois deles em Slam. Nos jogos desta segunda, Mirra precisou lutar muito contra Anastasia Potapova e Gauff jogou de forma inteligente para não dar ritmo de bola pesada a Iva Jovic.
Coco Gauff wants to hear the noise!
And deservedly so after this point 🔥 pic.twitter.com/MfIMp1Mdr2
— US Open Tennis (@usopen) September 8, 2026
New kid on the Blockx
O garoto belga Alexander Blockx, de 21 anos, é a grande novidade nas quartas de final na parte de cima da chave. Depois de tirar o sexto do mundo Flavio Cobolli, ele se sustentou diante do experiente argentino Francisco Cerúndolo num jogo de duros quatro sets. É cheio de qualidades, com um tênis bem moderno. Fez semi em Madri e final no Estoril neste ano e agora mostra que também é competente na quadra dura. Foi parceiro de João Fonseca na final de duplas do Australian Open – ganhou em simples -, perdeu de Learner Tien na decisão do Next Gen e derrotou Rafael Jódar em challenger australiano de janeiro.
Seria muito interessante se disputasse a vaga na semi contra Tien, mas o canhoto norte-americano se desgastou demais e caiu na armadilha bem montada pelo experiente Karen Khachanov, que colocou o rapaz para correr o tempo inteiro. Hoje 50º do ranking, o russo perdeu nas estreias de Los Cabos, Montréal e Cincinnati, mas repete as quartas de 2022, em que depois foi à semi.
Quem brilhou na rodada noturna foi Alexander Zverev. Soltou o braço contra o ítalo-argentino Luciano Darderi e deu tudo certo para o cabeça 1. Depois de duas rodadas bem mais controladas, vai encarar o incansável holandês Botic van de Zandschulp. Ele se viu com match-point ainda no terceiro set contra o jovem francês Arthur Gea e lutou bravamente por 5h13 para obter uma virada espetacular. Está pela segunda vez nas quartas de Nova York e nunca enfrentou Sascha. Faltou pouco para Gea se tornar o primeiro ‘lucky-loser’ da história a fazer quartas de um Slam.
Stefani, Guto e Naná seguem em frente
Luísa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski seguem mostrando em Flushing Meadows por que são o segundo melhor dueto do circuito atual. Fizeram outra excelente exibição, desde o saque até a devolução e o trabalho de rede, sufocaram as adversárias e gastaram apenas 55 minutos para tirar a japonesa Eri Hozumi e a eslovena Andreja Klepac.
A dupla de Stefani não perdeu antes das quartas em nenhum dos Slam desta temporada, tendo feito semi na Austrália e em Roland Garros e a final em Wimbledon. Voltam a ser favoritas contra as chinesas Shuai Zhang e Xinyu Jiang. Aliás, Shuai é a única que pode impedir que Luísa seja a nova número 3 do ranking e ainda assim se for campeã.
Guto Miguel somou a segunda vitória na chave juvenil jogando bem mais solto e Nauhany Silva estreou bem, tornando-se a primeira brasileira a avançar uma rodada no juvenil de Nova York em 24 anos.










E o carismático Tiafoe avança. Que bom! Garantia de jogo emocionante na semi.
Não será favorito nem contra o Shelton e menos ainda contra o Alcaraz. Mas, como jogo é jogado…
E o Fonseca hein?!!
Grande virada do Big Foe e abraço espetacular na rede. Valeu o ingresso esse jogo.
No máximo o Shelton tira 1 set do Alcaraz. Acredito em um 3×0, mas com possibilidade de um 3×1.
Na torcida pelo título e o número um da Rybakina. Mas como ela vem de lesão, não será nada provável.
Essa chave do Tévez está muito fácil, mas acredito que o Coalhada possa dar algum trabalho pro espanhol. Torçamos.
Abs
Rybakina, mais uma que merece experimentar o posto de número 1. Tomara que consiga porque quando a Gauff atingir este posto vai ficar por um bom tempo visto apresentar um tênis sólido e inteligente. E sempre com outras meninas na fila como Andreeva, Jovic etc. Não acredito que Sabalenka, perdendo o posto, volte novamente ao número 1, como Swiatek não está conseguindo voltar. Swiatek é um caso à parte na história do tênis, tem golpes inferiores às principais concorrentes e mesmo assim conseguiu ficar um bom período como número 1 graças ao seu mental, estratégia e regularidade.
Que é esse nunca? Esse aí é meu comentário! Me nome estava alterado e não percebi kkkk
Ainda bem que não respondi , meu caro. Não concordei com quase nada rsrs. Abs !
Rodada agridoce pros Next Gen de 2005, o jogo do dia em nivel técnico sem dúvidas foi Khachanov X Tien, curioso o Russo conseguir uma campanha dessas justamente qnd perdeu o posto de cabeça de chave.. ele jogando no seu teto de produção é um jogador muiiiito perigoso e parece ser o mais capaz de barrar uma volta do Zverev à final do USOPEN..
Pegue os caras dos 4 Torneios em sequência, e os elogiadissimos Jodar e Tien, jogaram fora pontos importantíssimos no USOPEN. No quinto Set parecia que Khashanov é que era o Next Gen . Já Shelton brilhante em Montreal, saiu de fininho de cara em Cincinnati. Está inteiro para encarar Carlitos. Como prêmio já voltou ao TOP 5 . Abs !
Amigo, excetuando o Big 2 atual Alcaraz e Sinner(e, em função das lesões, nem esses vem conseguindo), nenhum jogador atualmente consegue ter essa regularidade q você cobra dos jovens gringos..
Jodar e Tien vem consistentemente subindo no ranking, ambos se aproximando cada vez mais do top 10, são otimas temporadas de ambos em 2026..
Quem cobra regularidade e Ranking é o Sr , meu caro. Estão em formação e aprendizado. Jogar contra Alcaraz, Sinner, Zverev e Djokovic, como aconteceu com JF , vale muito mais que um TOP 14 como Jodar que somente levou 1 ATP 250 . Deveriam ter escolhido melhor, e chegado ambos , inteiros no USOPEN. Achas que Shelton não deu uma segurada para se livrar rapidinho de Cincinnati ? . Está difícil do Sr entender o momento dos garotos . Abs !
Tem boa parte dos nolistas se lamentando do Djokovic não ter alcançado as 100 vitórias no US Open. Mas ao mesmo tempo, cansei de ver os mesmíssimos aqui desdenhando das semanas consecutivas no topo do Roger Federer.
Ora pitondas, por uma questão de coerência, ou as 2 coisas são importantes, ou não são. Pessoalmente, acho as semanas consecutivas no topo um dado até mais relevante. E nem sou federista. Como já andei mencionando outras vezes, torcia pro Murray.
***** Otimismo e pessimismo *****
Essa queda da maioria dos Top 10 aliada à ausência do Sinner tem 2 visões diferentes.
Para os pessimistas, o torneio ficou fraco e sem brilho. Já pros otimistas, está dando chance a novos talentos. E pra quem assiste, a oportunidade de ver novas caras e novos estilos.
Então depende de sob qual ótica o prisma é visto.
Até mais importante, meu caro ? . Defenda o N 1 por 237 Semanas Consecutivas, tendo Rafa Nadal como N 2 desde 2005 ( já começava as Temporadas com RG no bolso ). A Turminha da Kombi viu Djokovic e Murray ficarem como N 3 e N4 de 2007 a 2011 sem conseguir tirar a Fedal do topo . Em 2016 Djokovic com Murray nesta situação, abriu o bico no último Torneio do ano , cedendo a liderança. Não há nem termos de comparação pois é um recorde imbatível…Abs !
Nossa, nada a ver. As 100 vitórias seriam mais um recorde secundário importante nessa reta final de carreira do Djoko, mas bem longe de ser alguma coisa pra se perder noite de sono e ser comparada com os maiores recordes do tênis. As semanas consecutivas talvez sejam mais relevantes mesmo do que 100 ou mais vitórias em todos os Slams. Merece uma reflexão.
Achei que você foi coerente.
100 vitórias no US Open.
Algo absolutamente terciário dentro do escopo de tantos feitos significativos do GOAT e também inferior ao secundário recorde esse do Roger Federer.
Secundário tanto quanto os 14 RG kkkkkk. Inatingível até para Sinner e Alcaraz. Os de Federer que Djokovic tomou , correm todos sérios riscos com a dupla citada . Vais sofrer ano após ano , a não ser que se abrace em Jannik Sinner, caríssimo sem noção Sr PF … Rsrsrs,Abs !
Com a quantidade de lesões desses dois aí, sei não, mas acho que os recordes do GOAT estarão bem seguros.
Esquecestes para variar dos N abandonos de “goat ” . E estamos com outro ritmo de jogo. Acabou aquela de empurrar bolinhas esperando o erro. Sem falar a série de lesões de Nadal em 2004 , 2005 e CIA . Tome de pular Slam e Finals. Cadê a memória ?…Abs !
Além disso, o quê te garante que mais à frente não surgirão outros novos tenistas tão sensacionais quanto Sinner e Tevez Jr. para desbancá-los?
Tomara que surja . Com Djokovic aconteceu o inverso . Murray e Wawrinka que levaram 4 Slam de ” goat ” , a partir de 2016 , não ganharam mais nada relevante, a não ser ATP 250 , e ambos fora do Top 10 . Abs !
Pois eu acredito que se ele tivesse atingido as 100 vitórias, talvez o feito seria “promovido”, no mínimo, de terciário a secundário.
Mas como não aconteceu, então fica como a fábula ” A raposa e as uvas”
Sabe o que realmente importa? 40 Masters Mil e 24 Grand Slams de Djokovic e 36 Masters Mil e 22 Grand Slams de Nadal, que são o BIG 2… O Terceirão da Galera tem 28 Masters Mil, ou seja, Roger Freguêser tem “12” Masters Mil a “menos” que o Goat Djokovic, e “4” Grand Slams a menos também… Importa também que o Freguêser perdeu todas as Finais de Wimbledon contra Djokovic e perdeu todas as Finais de Roland Garros contra Nadal, se consagrando mais ainda como o verdadeiro Terceirão da Galera… O resto é estatística para “Fanáticos”!!!
Obrigado pelas informações “inéditas”. Mas isto tudo é pra ser dito pros nolistas/federistas/nadalistas, sendo que não me enquadro em nenhum deles. Apenas pontuei que quando se citam estatísticas, é preciso ser coerente.
Desculpe-me Maurício Sabbag, sei que você é super sensato,respondi no seu comentário, mas concordo contigo, esse recado é para os “fanáticos”…
Ainda bem que vc avisou. E tb é verdade que entre o Big 3, o que mais tem títulos em Wimbledon e no UsOpen é o suíço. A discussão entre quem teve melhor carreira, suíço ou espanhol, até existe, mas a maioria séria costuma dar vantagem ao maestro ou empate. O ponto forte de Nadal é tb seu ponto fraco: depender muito do saibro em seus resultados
Stefano Tsitsipas e o backhand de uma mão:
150 anos de tradição nas semifinais de GS, não conseguiu defender;
150 anos de tradição nas quartas de finais de GS, não defendidos; e
150 anos de tradição nas oitavas de finais de GS, defendidos.
Portanto, o menino não saiu de mãos vazias, honrou galhardamente o backhand de uma mão e na próxima temporada vai ter mais defesas, 151 anos de tradição nas oitavas.
Dalcim e seus títulos cinematográficos e subtítulos musicais…