A formação da chave masculina do US Open 2026 deixa duas expectativas: desafios para os principais cabeças de chave e incertezas para os maiores candidatos ao título. Talvez seja o Grand Slam recente mais aberto e imprevisível.
O campeão de Roland Garros será pela primeira vez o cabeça 1 de um Slam, mas Alexander Zverev não tem mostrado o tênis sólido que o levou ao sucesso no saibro de Paris. Por isso, mesmo tendo prováveis duelos contra Alejandro Tabilo e Lorenzo Musetti, não dá para cravar que ele terá a consistência para encarar Alex de Minaur ou Rafael Jódar lá nas quartas de final.
O jovem espanhol é um dos grandes nomes da nova geração a ser observado bem de perto e tem me surpreendido na quadra sintética. Será curioso ver sua estreia diante de Thanasi Kokkinakis, que não costuma dar ritmo e sempre é perigoso nas primeiras rodadas. Jódar derrotou De Minaur com muita facilidade no saibro veloz de Madri meses atrás.
O segundo quadrante se mostra bem equilibrado. Flavio Cobolli tem tudo para fazer oitavas diante de Taylor Fritz, finalista há dois anos mas com joelho cada vez mais preocupante, e quem passar terá Félix Aliassime, Learner Tien ou Jakob Mensik pela frente. O canadense e cabeça 3 não foi bem em Cincinnati e pode encarar duas rodadas difíceis, contra Rinky Hijikata e Karen Khachanov. O tcheco ganhou na quarta-feira seu primeiro Slam nas duplas mistas anômalas de Flushing Meadows. Promete ser barreira.
O outro lado da chave vê o atual campeão Carlos Alcaraz com a principal meta de reencontrar seu tênis tão rico. A presença nas mistas, ao lado de Serena Williams, não foi animadora e seu primeiro adversário exige enorme atenção: Roman Safiullin. Pior ainda são eventuais oitavas contra Tommy Paul e, em seguida, Ben Shelton ou Arthur Fils, os dois campeões dos Masters 1000 preparatórios. Arriscar palpite é bem prematuro antes de as primeiras bolas rolarem.
Super experiente e vencedor, Novak Djokovic é incógnita. Se estiver em forma, deve passar por Mariano Navone e por quem ganhar entre Stan Wawrinka e Matteo Berrettini e também por Tomas Etcheverry. Daí fico no aguardo de um cruzamento (inédito) com Brandon Nakashima, que mostrou progressos evidentes nos últimos três torneios. O maior candidato às quartas no último setor é Frances Tiafoe, apesar de estar no seu caminho o campeão de 2021, Daniil Medvedev.
Fica muito claro que cada rodada na chave masculina de Flushing Meadows promete emoções e surpresas. Haverá choques entre experiência e juventude ou, mais importante ainda, nomes em momento de alta e velhos heróis à procura de reencontrar o sucesso.
Gosto disso.










Gostaria de saber qual cabeleireiro que fez este novo visual do Alcaraz.
Que é pra eu nem passar na frente do salão…
Uma dúvida Dalcin: por quanto tempo o jogador pode usar o ranking protegido msm com um loooongo período ininterrupto sem ranking para disputar as competições?
Pergunto isso pensando especificamente no Kokkinakis, que vai pra mais uma chave principal de GS ostentando a 412° posição no ranking.. nem me lembro da última vez que o australiano esteve no top 100 e ainda assim ele segue jogando chaves principais de GSs ininterruptamente usando esse artifício..
Sao 8 torneios com o ranking pre lesao desde que o tenista tenha fica pelo menos 6 meses fora. Nao ha limite de tempo
Emma Raducanu não está na chave deste US Open. Deve voltar super motivada para faturar seu segundo slan no AO 2027. Estatisticamente, o melhor momento para ela é quando as expectativas estão super baixas, com um nível baixíssimo do público esperando uma conquista. Esse índice favorável para ela está praticamente no nível de 2021.
Com relação ao Alcaraz: a estreia contra o Safiulin realmente ficou indigesta e perigosa mas, a minha percepção é q o perigo maior pro espanhol será justamente a estreia e a primeira semana do torneio de uma forma geral.. conseguindo adquirir ritmo de jogo e mostrando-se apto fisicamente para chegar até a segunda semana, naturalmente volta a ser o principal favorito com sobras e, nesse cenario, um Tommy Paul nas oitavas nao me parece um grande problema.. a ver.
Gosto também!
Talvez alguns Nadalistas e Federlistas torçam o nariz, mas…. olha o GOAT vencendo seu 25° Grand Slam aí, gente!!! Dá-lhe Nole Djokovic!!!!!
É uma pena, meio tristeza, nosso João Fonseca estar lesionado, e não poder participar deste realmente Aberto US OPEN
Conforme o grau de calor e a umidade de New York, os dois vencedores de cada lado da chave não serão finalistas… e sim sobreviventes.
Claro! Também gostamos! A imprevisibilidade desse aberto é tudo o que sonhávamos há algum tempo já. Viva!
A final do Masters 1000 de Cincinnati 2025 , foi a mesma do USOPEN 2025 , ou seja , Sinner e Alcaraz, sobravam na Turma. Agora não temos rigorosamente ninguém em grande forma entre os 4 principais cabeças de chave . Desde a criação do Ranking ATP 1973 , somente em 2014 ( Nishikori x Cilic ) , não tivemos ao menos um Cabeça 3 , presente na Final. É de longe o mais aberto desde lá , daí qualquer prognóstico, só me atrevo após Terceira rodada. Abs !
Ainda bem que Brandon Nakashima e Francis Tiafoe estão por ali, assim está garantido. O sorteio quase conseguiu colocar todos os jovens promissores e que estão chegando nas fases finais do outro lado da chave, livrando Djokovic.
Tiafoe está jogando lesionado na mão. Levou um Pneu na Final de Cincy para jovem Fils, e não consigo vê -ló ir longe em 5 Sets , caro Ronildo. Abs !
Verdade. Daí o que falta é Nakashima se retirar por contusão, dada à sorte histórica que acompanha Djokovic na sua carreira.