Com duas atuações um tanto semelhantes, João Fonseca fez até agora o que se esperava dele no Masters 1000 do Canadá, e isso inclui a vitória sobre o norueguês Casper Ruud que, apesar de ranking numericamente superior, não tem o mesmo poder de fogo do jovem brasileiro.
Agora vem uma tarefa realmente exigente: o atual campeão Ben Shelton, especialista em pisos sintéticos, canhoto de saque devastador mas plenamente jogável de fundo de quadra, capaz de disparar golpes espetaculares ou cometer erros bobos dos dois lados. A missão do brasileiro, que já teve essa experiência no saibro veloz de Munique em abril, é entrar nos pontos e tentar tirar proveito de sua consistência.
Fonseca teve um desempenho neste noite em Montréal muito parecido com o da estreia diante do grego Stefanos Tsitsipas. Começou irregular, teve o saque ameaçado, perdeu um game de serviço e se viu atrás no tiebreak. Achou oportunas soluções nesses momentos de intensa pressão e, a partir da vitória no primeiro set, se soltou e apresentou um tênis de categoria.
Confiante, cresceu em todos os aspectos, agora muito mais preciso e com escolhas adequadas de jogadas, dando poucas oportunidades a Ruud tal qual havia feito com Tsitsipas. Houve diferença importante tanto no aproveitamento do primeiro saque como nos pontos com o segundo serviço com uma queda acentuada de erros não forçados, que despencaram de 18 na série inicial para apenas 7 na seguinte.
Shelton por sua vez derrotou em sets diretos o bom belga Zizou Bergs, com destaque para a eficiência do saque, tendo perdido apenas sete pontos com ele, sendo quatro com o primeiro serviço. E isso tem muito a ver com o quique alto que a bola faz em Montréal, o que dificulta demais para se achar o tempo de devolução. O norte-americano também usa muita rotação no forehand e com isso tende a dificultar o ponto de contato ideal do adversário com a bola bem acima da cintura.
Quem avançar às quartas, terá pela frente o perigosíssimo Jakub Mensik, o tcheco que barrou Fonseca nas quartas de Roland Garros com atuação exuberante, ou o holandês Botic van de Zandschulp, que parece ter reencontrado a melhor forma, tendo superado seguidamente Giovanni Perricard, Daniil Medvedev e Hubert Hurkacz.
O lado de cima da chave tem o favoritismo de Learner Tien. Ele tirou Gael Monfils e atropelou Tommy Paul, será favorito diante de Thiago Tirante e também num eventual duelo de quartas diante de Tallon Griekspoor ou Daniel Merida, dois jogadores fora do top 60 do ranking no momento.
Feminino abre as oitavas de final
Um dia à frente, a chave feminina já completou toda sua terceira rodada. Aryna Sabalenka segue firme, afastando novamente o risco de perder a liderança, enfrenta Ekaterina Alexandrova e pode ter em seguida Elina Svitolina ou Amanda Anisimova, um jogo sem favorita clara.
Iga Swiatek fez duas ótimas partidas até agora e tenta se vingar da eliminação sofrida no saibro de Paris para Marta Kostyuk. A vencedora vai encarar Jessica Pegula ou Diana Shnaider. Ou seja, é um lado superior da chave bem forte.
Elena Rybakina fez uma segunda partida bem mais tranquila, tendo agora um duelo de força contra Liudimila Samsonova, contra quem tem desvantagem histórica de 2 a 4. A surpresa aqui é a dona da casa Leylah Fernandez, responsável pela queda de Mirra Andreeva e próxima oponente de Naomi Osaka, jogo de estilos muito opostos.
Coco Gauff ainda não foi realmente testada e terá total favoritismo contra a 89ª do ranking Alina Korneeva.
Bia só volta em 2027. Se voltar…
Beatriz Haddad Maia acabou com variadas especulações e confirmou o que todo mundo esperava: não voltará mais à quadra nesta terrível temporada em que só ganhou quatro de 26 jogos e não sabe o que é vitória desde abril.
Declarou que pretende usar a regra de “ranking protegido” para quem se afasta para cuidar da saúde mental e assim terá direito a entrar nos torneios com algo perto do atual 156º posto do ranking, ou seja, terá direito a jogar no máximo torneios de nível 125. Os parcos 98 somados a jogarão para além do 500º posto.
Nos bastidores, o que se comenta é que Bia considerou seriamente a aposentadoria imediata, mas teria sido aconselhada a anunciar uma pausa e assim dar tempo ao tempo. Tomara que recupere o ânimo e o nível que a fez figurar longas semanas no top 20.










Quando cravei ” quem conhece Sinner, sabe que não dá as caras em Cincinnati” , se deveu a preocupação de seu Staff, o levando.a exames de laboratório em seu joelho, como estava na reportagem em 06/ 08. Como USOPEN dizia é meta principal, distraído Sr LF 2 teve dificuldades costumeiras para entender. Achou ” confuso” . Jovem Italiano resolveu pular Cincy ….Rsrs,Abs !
Cincinnati ainda vai acontecer.
“não dá as caras…” é um tempo de verbo que demonstra um fato que não condiz com a realidade. Ano passado mesmo, foi vice lá.
Acredito que estão revisando novamente a língua portuguesa para que somente assim, entendamos (futuro) o que queres dizer.
“Não dá as caras em Cincy ” . E não deu , pos nem embarcou . Meu Português é ruim mesmo. Mas o fato ( o que interessa) aconteceu. Abs !
JF deixou a desejar contra Shelton em vários aspectos de seu jogo. O Serviço muito longe do seu melhor, idem para a movimentação em quadra. Dai que a desculpa da falta de ritmo para mim não cola . A de Rafa Jodar com os mesmos 19 , está bem melhor. Dito isso é aproveitar a boa sequência de Torneios que vai emendar com a gira asiática, para dar um UP em sua performance. Acho que a confiança vem com vitórias. O jovem Espanhol mostra isso a cada jogo . Não será surpresa se atingir sua primeira final de Masters 1000 já no Canadá. Abs !
Shelton era o favorito e venceu, embora nem ele e nem JF tenham jogado realmente bem. JF poderia no mínimo ter levado a partida para um terceiro set, pois esteve com quebra na frente nos dois sets, com o americano errando muitas devoluções e estando instável no fundo da quadra. Mas o cara saca demais e fecha muito bem a rede, detalhes que nesse tipo de quadra fazem a diferença…
Dalcim, estamos a minutos da partida do JF, qual é a sua expectativa?
Jogo bem difícil, até porque o fato de ser jogado ainda de dia deve deixar o piso mais veloz, o que maximiza o saque do Shelton. Espero que o Fonseca cuide bem do próprio serviço.
O circuito de tênis é muito exigente. Ganhar títulos e alcançar o top 10 é para poucas e, se brasileiras, só para três até hoje, duas delas em simples e dessas, apenas uma na Era Aberta: Beatriz Haddad Maia.
Precisa dizer mais?
No momento jogando Tien e Tirante, parece dupla caipira. Que jg horroroso, qualquer filme é melhor do que isso…
Quando ela estava entre as 20 do mundo já reclamava do mental e nunca mais recuperou.
Que seja feliz fazendo outra coisa.
Parabéns Bia por tudo que vc proporcionou!
Se eu pudesse dizer algo pra Sabalenka, seria… ” – Auguma coiza herrrada não está serta!”
Até ATP sabe que hoje é Natal no Tênis ( 08/08 ) , aniversário do Craque Suíço. E a homenagem com 45 espetaculares golpes de Backhand, nos 45 anos de Roger Federer, demonstra o que grande parte acha , inigualável. Lá no Site TênisBrasil, não aparecem Kombistas para falar da ” esquerda atrofiada” segundo seu líder Sr Paulo Almeida, repetiu anos a fio neste espaço. Me desculpe Stanimal, a variação é tamanha , que não existe palavras para descrever golpes tão sublimes . De longe o maior jogador de Backhand de uma mão da história do Esporte. Vale conferir. Abs !
Só vi agora. Quem falou em esquerda atrofiada pela primeira vez foi aquele jogador argentino rival do Federer na base (não lembro o nome) e daí a coisa viralizou, rs. Nalbandian também disse que o back do suíço não era essas coisas nos anos 2000. Em termos de potência, o do Wawrinka é melhor, sem discussão.
A ATP também pode fazer um vídeo com 45 smashes espetaculares do GOAT Djoko. Isso não apaga os seus ruins, assim como as esquerdas pífias do Federer em diversos momentos decisivos.
Rsrsrs, abs!
O que interessa a opinião de Nalba e a tua mentira que ” viralisou ” ???. Ninguém vence Wimbledon e USOPEN ambos 5 vezes Consecutivas, nos anos 2000 , se o back não era grandes coisas . Um fanático sem noção , vai dizer que o de Stan é melhor. Impossível com 3 x 23 no retrospecto entre ambos . Wawrinka tinha mais potência na Paralela e para por aí . Basta assistir as surras que levou , e as incríveis variações do Craque neste golpe . Recalque sempre fez parte dos teus comentários, caríssimo Piloto.. Rsrsrs Abs !
Mas viralizou mesmo, tanto aqui no site como fora. Federer mesmo já disse que não gosta que falem sobre a esquerda dele no seu Insta.
Sem choro, rsrs, abs!
Puxa, jogaste vinagre no bolo do seu colega, meu caro?
Jura ???. Maior reconhecimento ao imenso talento de Roger Federer no golpe , impossível. Pela ATP e não por PA e LF 2. Vinagre com certeza virou Chocolate!!!. Abs !
A minha leitura da vida e dos esportes é de que os bons de uma determinada geração tendem a ser superados pelos muito bons, excelentes ou gênios das gerações mais novas. Então, o que está acontecendo com a Bia está mais ou menos dentro dessa regra. Algumas muito boas jogadoras das novas gerações se tornaram adultas, chegaram cheias de vontade de se firmar no circuito, e acabaram superando algumas boas jogadoras como Beatriz Hadadd Maia, Daria Kasatkina e Ons Jabeur, e até dificultaram a reação de jogadoras campeãs de slam como Sloane Stephens, Sofia Kenin, Bianca Andreescu e Emma Raducanu. No caso da Bia, resta saber se ela chegou no seu limite de desenvolvimento ou não. Particularmente, acho que o maior problema da Bia é a parte mental/emocional, tem muitos jogos em que ela não consegue o controle emocional e força mental necessários pra desempenhar o seu melhor nível pra ter chances de vitória contra suas adversárias. Torço pra que ela recupere o seu ânimo, se fortaleça mentalmente e volte a jogar porque acho que 30 anos é uma idade muito nova pra se aposentar. Por outro lado, tem a questão da melhor fase biológica pra engravidar que ouvi dizer que é dos 20 aos 30 anos. De qualquer forma, que ela consiga fazer as melhores escolhas e seja feliz na sequência de sua vida.
Bia infelizmente parece um caso perdido, mas ao menos a ficha caiu e ela viu que precisava dar uma parada pra tentar se reencontrar, mas acreditar na volta das boas atuações parece muito improvável!
JF começou titubeante no seu primeiro game de serviço mas se recuperou, o que demonstra acima de tudo mais maturidade, algo que se desenvolve e ele ainda é muito jovem. Vai encarar um adversário que tem muita potência e que é favorito, devemos admitir. Mas torcer não paga imposto, pelo menos antes da reforma tributária aprovada pelo congresso…
Acho que ela não volta mais. Perdeu a alegria de jogar. Se for esse o motivo que seja feliz na sua nova jornada.
Aposentada ela está há algum tempo, só não avisou nós torcedores…
Melhor decisão que a Beatriz fez, estava evidente que seus problemas não são apenas técnicos, ela consiga detectar estes problemas e contorna-los para voltar em 2027 jogando o tênis que sabemos que tem, e caso ela veja que o melhor para ela é se aposentar que aposente sabendo que teve uma ótima carreira
Dalcim , gostaria da sua opinião , quando vejo Alcaraz tão novo já machucado e o Sinner no ncaxse sabe , vc não acha que vendo esses últimos acontecimentos não será dificil eles ficarem tanto tempo no topo como o big 3 ?
É uma incógnita, Sandra. O circuito está muito exigente na parte física e, mesmo tentando fazer calendário mais enxuto, muita gente está se machucando seriamente. Veja o Draper também.
A Bia já fazia falta no cenário do tênis do Brasil antes de iniciar a carreira.
Mesmo lamentando muito, fico com a impressão de que Bia decidiu acertadamente. Ainda não sabemos entrar na cabeça dos outros para entender os motivos, mas se tornou evidente que ela perdeu a alegria de jogar, de estar em quadra. Se vai recuperá-la é só outra incógnita que encobre nossa estrela esportiva. Não sou muito de arriscar palpites, mas, nesse caso, e considerando seu desejo de ser mãe, acho que ela não volta mais.
O problema da Bia não é apenas mental. É o mesmo erro da última parada. É um problema mais profundo, técnico e estratégico. Mesmo na fase boa, ela era bastante irregular durante o ano e muitos aqui já explicavam o que faltava nela e não convém agora repetir pra não me estender.
Admiro muito o Dalcin por explanar a realidade nos seus textos e não cair na tentação de ficar fazendo textos ufanistas pra agradar os torcedores fanáticos.. tenho certeza q machuca muito muitos colegas aqui ler o primeiro parágrafo do texto de hoje, onde o patrão simplesmente colocou os fatos..
Com relação ao Shelton: um jogador hiperoscilante entre teto e piso de produção: nesse ano só venceu 3 partidas no mesmo torneio em 4 ocasiões, resultados: 3 canecos e uma derrota para Sinner no AOpen, logo, uma vitória do norte-americano contra o Big J seria um grande indicativo deq o Benjamin conseguirá defender seu título.. missão durissima para o Joao, na torcida!
Achei o 1o set do Fonseca fraco. Sem energia, com saque frouxo e caindo no joguinho modorrento do Ruud. Não pude assistir o 2o set, infelizmente.
Se não assistiu , assista meu caro. Teve nada de modorrento com Casper com vários Break- points, e um Tiebreak de adrenalina pura . Aquele Site é merecedor de estudos . Pela mor …rs. Abs !
Mais de um mês sem jogar, e você esperava que ele pegue o ritmo em duas partidas? Parece que nunca jogou tênis na vida