Toronto (Canadá) – O recente anúncio de que a WTA irá exigir testes para determinação de gênero de suas jogadoras foi assunto na coletiva de imprensa de Aryna Sabalenka deste domingo, em Toronto. A líder do ranking se colocou a favor da medida, que altera radicalmente o protocolo que era utilizado até então.
Com o debate cada vez maior sobre a participação de pessoas trans nos esportes, a nova regra visa eliminar qualquer mulher que possa ter um marcador genético que sugira traços de biologia masculina e também torna inelegíveis as tenistas que se recusarem a passar pelo exame.
“Acho muito importante manter a justiça no nosso circuito. É óbvio, biologicamente, que os homens são muito mais fortes do que as mulheres. Por isso, sinto que não seria justo uma mulher competir contra um homem biológico”, disse Sabalenka.
“Acredito que eles levaram algum tempo para tomar essa decisão e, sim, eu a apoio. Mas, quanto a mim, estou focada em mim mesma, nos meus objetivos. Se quiserem fazer testes em todas nós, fico feliz em participar. É algo bem justo, e que continue assim”, acrescentou a número 1 do mundo.
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A bielorrussa já havia dado declarações sobre o assunto no mesmo tom no fim do ano passado, na véspera da exibição contra Nick Kyrgios em Dubai.
Regulamento anterior permitia jogadoras trans com restrições
As regulamentações anteriores, datadas de 2024, permitiam que atletas transgênero ou com identidade não binária competissem no circuito feminino, desde que atingissem e mantivessem os baixos níveis de testosterona exigidos.
Para isso, as tenistas que desejassem ingressar na WTA teriam que passar por um tratamento hormonal e realizar exames que apontem quantidade de testosterona abaixo de 10 nmol/l. Elas deveriam manter esses níveis durante todo seu período de elegibilidade no circuito, sob acompanhamento médico constante. A autodeclaração de gênero não poderia ser alterada em até quatro anos. E qualquer eventual violação ao regulamento resultaria na suspensão de doze meses das competições.
Volta ao circuito depois de Wimbledon
A líder do ranking mundial também falou sobre o retorno ao circuito após a eliminação nas quartas de final de Wimbledon e um período de férias no verão europeu. Ela entende que a pausa foi essencial para recuperar as energias. “O descanso era muito necessário. Sofri bastante física e mentalmente. Depois de Mykonos, em poucos dias já estava muito melhor e ansiosa para voltar à quadra”.
A jogadora de 28 anos disse que retomou a preparação focando no básico para a temporada de quadras duras. “Tenho grandes expectativas. Testei algumas coisas na grama e no saibro que não funcionaram como eu esperava. Agora voltamos ao básico”. Ela explicou que a prioridade é recuperar a confiança no jogo de fundo de quadra antes de voltar a adicionar mais variações.
Ausente na edição passada do torneio canadense, Sabalenka também voltou a criticar o calendário da WTA. “Se você vai longe na temporada de grama, quase não tem tempo para descansar antes da gira de quadras duras. Sem recuperação, você força demais o corpo e aumenta o risco de lesões.” Em seguida, brincou: “Mas este ano eu não fui tão longe em Wimbledon, então estou aqui”.











Mulheres trans tem vantagens sobre mulheres cis, mas sou totalmente a favor da inclusão na condição de criarem desvantagens, pra contrabalançar: raquetes mais pesadas, direito a apenas um saque, talvez começar sacando em 0/15, isso pode ser discutido. Podem diminuir o tempo pra sacar – pensando com carinho, dá pra resolver isso. Ainda acho a decisão mais humana, mas estou aberto a outras ideias.
A outra ideia é que elas continuem jogando no time masculino. Quantos homens trans se metem nos esportes masculinos? Não vejo nenhuma mulher em esporte de alto nivel, fazendo a transição para homen trans e mudando de categoria, porque será? Não existe a via inversa? ou simplesmente não é vantagem?
Mulheres trans são mulheres. Vc conhece homens trans jogando com mulheres? Eu sou contra, já q são homens.
Nos esportes acho que mulheres trans levam vantagem física sobre mulheres biologicamente do sexo feminino e isso causa uma injustica na competição e por isso sou a favor da proibição de mulheres trans competirem contra pessoas biologicamente do sexo feminino.
Concordo, por isso acho que a ATP ou WTA deveria criar uma modalidade para as mulheres trans , ou seja, enquadrarem elas nem circuito feminino e nem masculino, mas sim nova modalidade para que elas competirem entre elas, se a Federação fizer isso seria o justo porque abriria oportunidades para elas aparecerem e mostrar o seu valor.
Que bom!
certíssimo! protejam as mulheres.
Absurdo esse preconceito contra as mulheres trans !!!
Não é absurdo não rapaz, é fato porque mulher trans tem que duelar com mulher trans e nessa a Sabalenka está correta.
Bacana, lacrar nisto é uma insanidade. Biologia é o que rege os desportos separados por questões de gênero. Coloque a senhora sua mãe, irmã, filha, para jogar um desporto contra um homem de idade compatível com as delas, e verá a diferença de força e velocidade.
Não é uma opinião, e sim uma constatação óbvia.
Acho que há uma diferença entre um homem e uma mulher trans, principalmente estando com testo abaixo de 10.
Certíssima. É injusto para as mulheres… ela mesma viu a diferença ao jogar contra o Kirgios que mesmo passando por lesão, descompromisso e péssima fase, perdeu facil.
Exatamente.
Mas então é inusto ela joga tb, já que ela é bem mais forte que as outras
É séria mesmo essa sua resposta?
Sou totalmente a favor das trans competirem no circuito masculino.
Eu penso diferente, acho que a federação seja ATP ou WTA deveria criar uma modalidade para as mulheres trans competirem entre elas porque assim muitas iriam aparecer tendo essa oportunidade, então na minha visão acho que as trans não deveriam estar nem no circuito feminino e nem masculino.
Esse Rafael Lima quis passar vergonha aqui.
Não tem nada a ver o que fala cara, pois a Sabalenka é mulher e mulher trans não é mulher biologicamente.